Apartamento 32
cultura, nosso relacionamento e a semana que passou.
@pgmiziara e @_mari.veloso no nosso sofá de casa
Apartamento 32
Qual deve ser o próximo casal de Love Story - APARTAMENTO 32 / EP1
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Pedro Gabriel Miziara e Mariana Veloso abrem as portas do Apartamento 32.
No episódio de estreia, contam por que o podcast mudou de nome, discutem quais casais icônicos Hollywood deveria retratar, comentam as fotos do iPhone no espaço pela missão Artemis II, o novo single da Olivia Rodrigo, por que a Gen Z está salvando o cinema, a seleção de Cannes 2026, O Diabo Veste Prada 2, a identidade secreta de Freida McFadden e ainda passam pelo Saldo da Semana com SP-Arte, compras e recomendações.
Novo episódio toda semana. Siga nas plataformas e no Instagram: @apartamento.3.2, @pgmiziara e @_mari.veloso
Olá, meus queridos. Eu sou Pedro Gabriel Luziara.
SPEAKER_04E eu sou a Mari Veloso.
SPEAKER_01E sejam muito bem-vindos ao apartamento 32. O porquê da mudança de nome? Já já a gente explica. E aí, Mariana, como é que você tá hoje?
SPEAKER_04Eu tô um pouco estressada com a obra que tá tendo no apartamento de cima.
SPEAKER_01Tá tendo uma batucada no apartamento 52. Estamos no apartamento 32, né?
SPEAKER_04No 52?
SPEAKER_01No 52.
SPEAKER_04É dois andares acima?
SPEAKER_01É.
SPEAKER_04Tô sabendo disso agora, tô descobrindo agora.
SPEAKER_01Eu bati lá na porta, perguntei pro Pedreiro: E aí, qual a previsão de terminar? E ele falou: não tem. Pra um casal que trabalha em casa gravando vídeo, é uma ótima notícia.
SPEAKER_04É desesperador. Ontem eu tive um.
SPEAKER_01Mariana ficou bem, bem estressada ontem.
SPEAKER_04Hoje eu tive uma. Ontem eu tive um momento com essa bateçada. Precisei sair de casa e andar. Touch some grass.
SPEAKER_01Mariana tem uma qualidade que, quando ela tá estressada, eu acho que ela faz questão de tentar estressar todo mundo no mesmo recinto. Então, se tá tendo batuque na cabeça, além do Batuque, vai ter a Mariana falando que tá tendo batuque na cabeça e tá deixando ela com dor de cabeça. Como ela está nesse exato momento. Vida que segue, infelizmente.
SPEAKER_04E tu, Pedro, como é que tu tá hoje?
SPEAKER_01Hoje eu tô extremamente feliz. Eu tô há semanas esperando essa minha quinta-feira. Por quê? Porque daqui a pouco.
SPEAKER_04Vai fazer a conta da de quantas horas?
SPEAKER_01Seis horas e meia, eu estarei no escritório da minha empresa favorita, a Apple. Mas vocês vão estar vendo isso na sexta-feira, então já vai ter acontecido.
SPEAKER_04A convite da Apple. E para lançamento?
SPEAKER_01Para o lançamento do iPhone 17E, dos novos MacBooks e das novas telas. Eu tô bem animado. E depois, Mariana, a gente vai pra estreia de que streaming? Apple TV Plus. Apple TV. Apple TV.
SPEAKER_04Ah, é? O Plus não existe mais?
SPEAKER_01Não existe mais.
SPEAKER_04É bem melhor.
SPEAKER_01Concordo. É bem melhor. Só que é um pouco confuso, porque tem o streaming chamado Apple TV e tem o produto chamado Apple TV também. Tem a nossa primeira convidada aqui, Helena. Tem o streaming chamado Apple TV e tem o. Produto. Tem a caixinha da Apple TV.
SPEAKER_04Uh, verdade.
SPEAKER_01Exato.
SPEAKER_04É confuso, mas. Eu prefiro o Senhor Plus, não.
SPEAKER_01Eu também prefiro o Senhor Plus. Vamos tocar a vinheta?
SPEAKER_04Vamos!
SPEAKER_01Acrescentava alguma coisa? Quero falar logo do nosso nome.
SPEAKER_04Ah, tá. Eu achei que a gente ia fazer só um recapzinho da semana de novo, mas.
SPEAKER_01Não, então faz o recap, meu amor.
SPEAKER_04Comecei a semana em Porto Alegre.
SPEAKER_01Novidade.
SPEAKER_04Mais uma vez. Agora eu vou ter três semanas sem ir a Porto Alegre. Mas eu fui duas semanas seguidas. E segunda-feira foi um dia intenso pra mim no meu TCC, porque eu orientei de manhã e à tarde eu recebi feedback da parte que eu já entreguei. E eu descobri que eu não tava nervosa pra receber esse feedback e no fim foi tudo bem mesmo.
SPEAKER_01Eu acho que você, depois de um ano intenso de produção de conteúdo, você aprendeu a levar crítica muito melhor.
SPEAKER_04É, receber feedbacks, julgamentos, críticas, no geral, acontece todos os dias com a gente.
SPEAKER_00Produção do dia.
SPEAKER_04Seja de clientes de trabalhos que a gente fecha, seja de pessoas que a gente nunca viu na vida na internet querendo se meter na nossa vida.
SPEAKER_02O tempo todo, tipo vocês!
SPEAKER_04Mas tem os que se metem para o bem e os que se metem para o mal. E a gente ama os que se metem para o bem.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04É a alma do negócio.
SPEAKER_01A gente adorou os comentários, inclusive, semana passada.
SPEAKER_04Eu amei toda a repercussão. Eu amei todos os feedbacks. Amei ouvir as pessoas falando que é bom me ouvir falando muito.
SPEAKER_01Tem um sotaque gostoso, seu. Feedbacks foram muito legais, foram muito bons. Inclusive, hoje. Mentira, semana passada a gente tava com pressa porque tinha jogo do Flamengo, como eu falei algumas vezes. Dessa vez, a gente alocou o almoço inteiro. É. Umas três horas. Temos muito tempo, temos. Temos muito tempo.
SPEAKER_04Mas enfim, o restante da semana foi correrias, a gente juntou duas vezes no corumum essa semana.
SPEAKER_06Com dois amigos cariocas.
SPEAKER_04Com amigos cariocas diferentes do Pedro e. Nossos. Nossos, nossos amigos. Tudo bem. Originalmente são teus. Mas agora são do casal. Amanhã gravaremos um fashion filme, uma publicidade, que eu ainda não posso dizer do que é, mas que Pedro abraçou o projeto. Pedro decidiu virar diretor criativo.
SPEAKER_02Diretor.
SPEAKER_04Diretor. Mas tu também é o cameraman.
SPEAKER_02Diretor.
SPEAKER_04Diretor e tudo mais. Ele faz a luz, ele vai gravar, ele basicamente criou o roteiro comigo, para mim.
SPEAKER_01Para você, com colaboração sua, eu acho a maneira justa de botar.
SPEAKER_04Foi engraçado o quão rápido tu te inseriu nessa publi.
SPEAKER_01E um dos don'ts da Publi é: não pode ser conteúdo de casal.
SPEAKER_04Claro, mas ele se inseriu no backstage. Claro. Que querendo ou não é a tua especialidade. Exato. Com certeza. Então eu tô assim, muito bem servida de produção pra essa publi.
SPEAKER_01Muito.
SPEAKER_04Vamos lá. Vamos. Tocar a vinheta?
SPEAKER_01Eu não tenho muita acrescentada na minha semana, não. Minha semana foi esperando a quinta-feira.
SPEAKER_04É verdade, era só disso que tu falava todos os dias. Acordava e falava, falta quantos dias, tantos dias, pra eu ir pra Apple.
SPEAKER_01Foi isso. Vinheta! Agora com o novo louco! Vamos lá. Por que deixamos de ser nosso sofá? E agora nos chamamos Apartamento 32.
SPEAKER_04Quer começar?
SPEAKER_01Eu quero. Desde que veio a pulga na minha cabeça de gravar um podcast, ele sempre seria no nosso sofá. Entre eu e Mariana, o tempo todo. A ideia foi se desenvolvendo na minha cabeça. Eu entrei nas plataformas de áudio, pesquisei sofá. E o único podcast que eu encontrei chamado Sofá era um Sofá A2, se eu não me engano. É, Sofá para dois. Sofá para dois, que não postava nada desde 2023. Então eu assumi que ele não existia mais. O arroba no Instagram de Nosso Sofá estava basicamente disponível, era lindo, era ótimo. Não vimos nenhuma competição, basicamente, chamado podcast.
SPEAKER_04O que, inclusive, gerou um pouco de comoção na nossa parte, a gente ficou muito confuso, assim, né?
SPEAKER_01Foi. Porque não é uma ideia original.
SPEAKER_04Exato. A gente pensou, nossa, que nos está. Porque muita gente grava no sofá de casa. Traz convidado, ou já é com amigo, ou já é em casal e no sofá de casa. Então a gente ficou assim, como ninguém nunca chamou o próprio podcast de alguma coisa no sofá.
SPEAKER_01Criamos o nosso sofá. Gravados no nosso sofá. Acontece que, alguns dias depois do lançamento, precisamente na segunda-feira, a gente abre o olho, com remela ainda no olho. Como a gente sempre faz, vai olhar os comentários, são a primeira coisa que a gente faz no dia, e tinha um comentário marcando outros criadores e acusando a gente de plágio.
SPEAKER_04No Reels, do nosso corte. Segundo corte, primeiro corte, enfim. A gente já tinha feito um episódio e já lançamos corte.
SPEAKER_01Exato. Quando a gente entra no perfil desses criadores que a gente não conhecia, honestamente, a gente descobre que eles há três semanas atrás tinham lançado também um outro podcast em casal no sofá da casa deles. E nesse outro podcast, tava tendo comentário também acusando a gente de plágio. A gente se orgulha muito da nossa criatividade.
SPEAKER_04Autenticidade, originalidade, enfim.
SPEAKER_01Foi desesperador pra gente a ideia de ser acusado de plágio.
SPEAKER_04Claro, por vários motivos, né? Primeiro, eu acho que eu não fiquei triste nem tanto pela acusação, porque eu acho que é muito fácil ir pra esse lado. Mas eu fiquei triste porque a gente tava lançando uma coisa nova, legal, nossa, e o que a gente menos quer num momento de lançamento, de fixar uma novidade na cabeça das pessoas, é ser confundido com outro projeto.
SPEAKER_01Com certeza. E isso daqui, pra gente, é muito vulnerável. Sexta-feira, quando a gente postou o episódio, a Mariana tava super nervosa, com medo de repercussão. Botar a cara a tapa assim na internet não é sempre fácil.
SPEAKER_04E ainda mais nos assuntos que a gente aborda, que são, tipo, sempre coisas recentes, e a nossa opinião ali, nua e crua, sem muito ensaio antes, porque geralmente a pauta que o Pedro traz pra mim e eu opino, eu tô escutando pela primeira vez aqui e agora, então é vulnerável, né?
SPEAKER_01Logo depois de lançar algo tão vulnerável pra gente, a gente ser acusado de copy plágio, foi muito difícil. E a questão é: a semelhança do podcast também acabava: em ser no sofá e em ser em casal. A maneira que a gente toca o podcast é muito diferente.
SPEAKER_04Totalmente. Essa nossa dinâmica das notícias, assim. Só tem no nosso. E o outro podcast é mais no sentido de o tópico do episódio e se estende ao longo de todo o episódio.
SPEAKER_01O casal é de uma bolha parecida com a nossa, é de São Paulo, tem um estilinho parecido com o nosso. Pessoas parecidas criam coisas parecidas em tempos parecidos. Tem uma coisa, se eu não me engano, foi Nietzsche que falou que artistas são antenas da sociedade. E eles captam o que tá no ar, e a função deles como artista é levar pra população. Isso pode ter sido muito alterado nos anos. Mas o casal, o outro casal, sentiu a mesma coisa que a gente sentiu - de necessidade de conversar mais com a nossa audiência. E criou-se um produto parecido com o nosso. O nosso podcast estava há semanas com o roteiro andando nos dores. Exato. E ninguém, em momento nenhum, pontuou semelhança com qualquer outro podcast, porque o deles também estava nascendo agora. Enfim, fomos maduros, mandamos mensagem pra eles, resolvemos, não tem drama, tá tudo resolvido.
SPEAKER_04Tá tudo resolvido. Inclusive, acho que a questão do nome foi aonde mais doeu e imediatamente foi o meu primeiro pensamento: vamos trocar de nome.
SPEAKER_01E como conversamos muito bem, o podcast, no final das contas, não se resume ao nosso sofá. É muito mais a nós e a nossa casa.
SPEAKER_04A vida que a gente está construindo juntos agora, morando juntos, né?
SPEAKER_01Sim. E talvez tenha episódio no sofá, mas talvez tenha episódio no tapete, nas poltronas, na cama, num hotel, qualquer lugar.
SPEAKER_04Na cozinha, no apartamento 32.
SPEAKER_01Sejam muito bem-vindos ao apartamento 32, podcast semanal em que eu e Mariana conversamos sobre nossa vida, sobre atualidades, aprofundamos mais no nosso relacionamento, respondemos perguntas, fazemos recomendações, o que a gente quiser.
SPEAKER_04E honestamente, eu tô muito mais animada pra quando receber um convidado não falar pra pessoa, seja bem-vindo ao nosso sofá. Seja bem-vinda ao apartamento 32.
SPEAKER_01Ah, e se a gente se mudar? Foda-se. Apartamento 32.
SPEAKER_04Começou tudo aqui. Eu acho que é icônico continuar como apartamento 32.
SPEAKER_01E Mariana, falando em icônico, vamos pra primeira pauta da semana.
SPEAKER_04Vamos.
SPEAKER_01Nós dois consumimos, devoramos a série Love Story, da história do JFK Jr. e The Carolyn Bassett. Se vocês não assistiram ainda, é boa.
SPEAKER_04Assistam.
SPEAKER_01É, eu não digo que é ótima, mas é boa.
SPEAKER_04É boa. E eu acho que é isso, tipo assim, pra ser uma série que tu se compromete com alguém a assistir. E a gente, pelo menos, assistiu nesse formato de um episódio ia sendo lançado por semana e a gente sentava pra assistir no dia seguinte, sabe? Sem correr, sentindo, apreciando toda a série. Eu gostei muito, gosto muito da experiência. Sempre gosto quando o Pedro consegue me fazer assistir uma série dessa forma, durante o lançamento de cada episódio. Eu acho que é um ritualzinho muito mais gostoso, assim.
SPEAKER_01As nossas sexta-feiras eram muito gostosas quando a gente parava aqui no sofá pra assistir Love Story. E a série é sobre a história de um casal. Uma história um pouco trágica, bem trágica, mas é muito envolvente. E, bom, como todas as séries do Ryan Murphy, basicamente, cada temporada é uma história diferente. Uma Love Story? Não, não, calma.
SPEAKER_04Ah, tá.
SPEAKER_01Todas as séries do Ryan Murphy são antologias. Cada temporada é uma história diferente. Love Store, o próprio nome já diz bem. É Love Story, dois pontos, pipipi popopó. Sim. Foi um sucesso. Fez super sucesso na Disney Plus, na FX. Vai ter continuação. Não tá confirmado, mas eu tenho certeza que vai.
SPEAKER_04Eu tô torcendo pra que tenha.
SPEAKER_01Vai ter. E o que nos fez pensar? Qual é a próxima Love Story? Qual o próximo It Couple? Eu selecionei um, Mariana Veloz selecionou outro, e Hollywood tá postando em um terceiro. Vamos falar um pouquinho da história deles e deixar vocês decidirem na enquete aqui embaixo, se a plataforma que você tá ouvindo tem enquete, qual o love story que deve ser o próximo? Vou começar com um que é muito importante pra mim. Que é de um livro, provavelmente, um dos meus favoritos, que é o Just Kids, da Perry Smith. Que é a história da Patty Smith com o Robert Maplethorpe. Qual é a história dos dois? Que a Mariana não sabe muito bem. Nova York, anos 60. Esse casal tá falido e eles são desconhecidos, mas ambos artistas. Cria-se uma relação amorosa e criativa ao mesmo tempo. Ela segue mais pra música e poesia, enquanto ele segue pra fotografia. De vez em quando a Pinta, mas ela principalmente música. E ele é um ótimo fotógrafo. Eles eram um casal romântico, namorados, viveram por um bom tempo no Chelsea Hotel, no famoso, que nossa querida Taylor Swift falou, junto com outros artistas emergentes da época, Bob Dylan e. enfim. Até que, no meio do relacionamento, o Robert se assume gay. E deixa de ser um relacionamento amoroso e passa a ser um relacionamento de amizade. Mas nunca foi uma amizade pura e simplesmente. Foi um. Sempre foi algo mais carregado. Que, inclusive, às vezes, a amizade virava romance, mesmo ele sendo gay. Chegou um momento em que ele começa a explorar drogas e vai pra um caminho mais difícil, se prostitui. Tem algumas coisas assim. E como, infelizmente, boa parte da comunidade LGBTQIA ⁇ de Nova York nos anos 80, o Robert pega a AIDS. A Perry é os dois. Por mais que eles não foram um casal pra sempre, um sempre foi a pessoa da vida da outra. Eu terminei de ler esse livro no avião indo pra Porto Alegre te conhecer a primeira vez. Mas isso a gente fala ao redor do episódio. Mas isso a gente fala mais continuando. Mas pra frente no episódio. Exato. Eu terminei aos prantos. Aos prantos. Chorando muito. Enfim, eu acho uma história linda que combina com Just Kids. Não, que combina com Love Story. Por ser Nova York, de época, ao mesmo tempo que tem muito amor, tem muito desse tormento de artistas. Tem um final trágico, que o Ryan Murphy, infelizmente, ama. Ryan Murphy, pra quem não sabe, é o produtor e criador de Love Story, mas assim, de American Crime Story, de American Horror Story, aquele monster da Netflix, do Jeffrey Dahmer. Enfim, ele adora fazer essas antologias.
SPEAKER_04Essa história é, como tu já falou, um livro e um livro que repercutiu bem, né?
SPEAKER_00Muito.
SPEAKER_04E eu fico pensando nisso: do JFK Carolyn não tinha. Tipo, se tinha conhecimento da história deles, dos pormenores, enfim, era tudo por rumores e coisas da época que as pessoas guardavam. Ou tinha livros.
SPEAKER_01Inclusive, a série comprou direito dos livros pra poder fazer. A questão é que não repercutiu, eu acho, na nossa geração.
SPEAKER_04Entendi.
SPEAKER_01Porque já tinham morrido, né? Mas a gente vê pessoas mais velhas. A. Alexandra, mãe da Vitória. A Alexandra sabe tudo da Carolyn Bassett, porque ela viveu isso naquela época. Eu acho que Just Kids só é relevante até hoje, porque a Perry continua cantando, mas ela demorou muito pra poder escrever esse livro. E se eu não me engano, Just Kids é um livro de 2010. Que ecolou até hoje. E a Perry continuou lançando o livro. Ela lançou um livro mês passado, sei lá, dois meses atrás.
SPEAKER_04Bom, The JFK da Carolyn é dos anos 90.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04Esse seria anos 80.
SPEAKER_01Anos 60 até 80.
SPEAKER_0460 até 80. Pode ser legal fazer um recorte em Nova York.
SPEAKER_01É, um Nova York no ano 60, 70. Mostrar toda a mudança ali da cidade.
SPEAKER_04É que eu já ia pegar e fazer um gancho, assim, tipo, tá, se é. Foi 90, aí essa história aí seria 80, como eu tinha interpretado, a minha seria nos anos 70, entendeu? A gente iria regredindo aqui. Mas como começou antes. É, ao mesmo tempo. É, é.
SPEAKER_01Pode ter uma Camel ali.
SPEAKER_04A minha, não tanto uma aposta, mas a minha vontade. Mas porque eu sou encherida mesmo. Queria saber mais. Seria o romance entre Jane Birkin e Serge Gainsberg. Eles se conheceram nas filmagens de um filme, slogan, os dois eram atores nesse filme. Apesar de esse Surge não ser principalmente ator, ele era mais compositor, diretor e roteirista. Mas nesse filme ele tava atuando. Inclusive contrasenando com o Jane Birkin. E os papéis eram românticos no filme.
SPEAKER_01Deve ser muito difícil não se apaixonar pela Jane Birkin fazendo um par romântico com a Jane Burkin.
SPEAKER_04Mas, enfim, se conheceram em Veneza, em 68.
SPEAKER_01Fazendo um par romântico em Veneza.
SPEAKER_04Tópico polêmico. Ela tinha 22 e ele tinha 40.
SPEAKER_01É um huge gay age difference, mas acima da maioridade.
SPEAKER_04Continua sendo polêmico, eu acho.
SPEAKER_01Polêmico é, mas eu não vou julgar aqui, cada um com o seu cada qual.
SPEAKER_04Bem pouco tempo depois deles se conhecerem nessa gravação, os dois já misturaram relação amorosa com trabalho. E no ano seguinte, os dois foram morar em Paris. Ela é britânica, né? Então não morava em Paris ainda. Ele é francês, já morava em Paris. E no ano seguinte, já lançaram uma música em francês.
SPEAKER_01Gosto muito dessa música.
SPEAKER_04Bem polêmica.
SPEAKER_01Qual o nome da música?
SPEAKER_04Eu não sei falar o nome da música. Eu não sei falar francês, porque tu quer que eu diga.
SPEAKER_01Je te am, eu acho. Eu também não sei falar.
SPEAKER_04Moi, non plô.
SPEAKER_01É alguma coisa assim. A gente sabe falar inglês.
SPEAKER_04É, a gente sabe falar inglês.
SPEAKER_01Eu falo muito italiano.
SPEAKER_04Essa música, pra época, foi escandalosa. Foi banida em vários países, inclusive, incluindo o Brasil, que estava passando por uma ditadura. Sim. Mas, mesmo assim, a música foi um sucesso, inclusive, se eu não me engano, no primeiro lugar - no Reino Unido.
SPEAKER_01É uma música em francês, para os britânicos ouvirem.
SPEAKER_04Exato. E Jane Birken já era talvez uma febre, porque foi muito rápido a notoriedade deles como casal. Mas eu não sei se necessariamente foi pela figura dela que a música virou. Talvez ela tenha virado muito a partir da música. Entendi. Mas a casa do Surge, thepoint que eles ficaram juntos, acabou virando um endereço super icônico, mítico na cultura francesa. Hoje, inclusive, é um museu, a casa dele, mais on Gainsburg. É preservada a casa exatamente do jeito que era when they morally deles. Eles tiveram uma filha. Eles nunca se casaram. So you don't say muito como foi, sabe, o relacionamento. Eles nunca se casaram, but three years ago in this grava, eles tiveram uma filha, a Charlotte, who nasceu in 71. Eles viraram muito esse símbolo de casar, o Boemi, o culto. Ela com suas cestas de palha, calça jeans, camisa branca, franja.
SPEAKER_01Com uma dificuldade de encontrar uma bolsa que caiba tudo que ela precisa.
SPEAKER_04Ela tinha que andar com essa cesta de palha.
SPEAKER_01Yeah. And essa cesta de palha eventualmente.
SPEAKER_04Virou a bolsa mais icônica do mundo. Icônica, desejada e unattainable do mundo.
SPEAKER_01Unattainable ainda, pelo menos pra gente.
SPEAKER_04Enfim, e aí também tem o lado polêmico dessa relação. Porque ela era turbulenta e, inclusive, tem rumores de violência física. É. Eu não sei, entendeu? Aí que eu não sei o teor de a tua tem um drama, tem um fim trágico. Essa também teve um fim trágico, eles não chegaram a se casar. Mas eu não sei exatamente por que eles terminaram, entendeu? Não tem tanta informação sobre isso por aí, não tem um livro escrito sobre a história, início, meio e fim deles. Por isso que me intriga também.
SPEAKER_01Justo. Pode ser legal. Pode ser bom.
SPEAKER_04E ela é muito icônica. Ela é bem icônica. Tipo, sim.
SPEAKER_01Mas sabe o que talvez fosse mais legal do que Love Story pra eles? Uma série dela.
SPEAKER_04Uma série dela. É, é porque o que me intriga é muito ela. Tipo, o cara meio que. Pra mim, sabe?
SPEAKER_01Birken.
SPEAKER_04Né? Um filme sobre a vida dela. É, é, exato.
SPEAKER_01Você tem DRT, né?
unknownIdiota.
SPEAKER_01Porque eu acho que falta um pouco do. A gente se interessa por ela, mas quem é esse? Foda-se.
SPEAKER_04É, não, exato. A parte dele. Mas é que a imagem de casal deles é muito forte. Justo. Eu entro no Pinterest e eu digito Jane Burken, tem basicamente 50% das fotos andando do lado dele na rua, sabe? Tipo, o casal virou muito icônico. Eles lançaram outras músicas juntos, eles tiveram uma carreira musical, no fim das contas. Que foi meio que alavancada por ele trabalhar nessa área, sabe? Ela era atriz até conhecer eles. É, o que me intriga era sobre ela. E eu também acho que tem o It Factor ali, por exemplo, a Carolyn acabou virando uma febre agora. Sim. Trouxeram essa moda dela e muita gente descobriu ela agora e acha que finalmente encontrou o estilo próprio.
SPEAKER_01A moda. Se vestir básica e elegante.
SPEAKER_04Mal sabem as pessoas também que uma calça jeans e um top preto para a Carolyn era icônico e incrível e não sei o quê, porque era Prada, por exemplo. Exato.
SPEAKER_01Ou era um jeans como incline da década do Capital.
SPEAKER_04Perfectly tailored, perfeito.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04Acabamentos, corte, modelagem, tudo pensado aos mínimos detalhes. E por isso era incrível. Mas enfim, aí pensando nesse lado de moda, eu sinto que Jane Burkin também ia ser. Um impacto, sabe? Quando ela aparecesse agora, mas eu acho que é isso. Quando eu aparecesse pra essa nova geração, sabe, essa releitura do guarda-roupa que ela tinha, porque é muito icônico e também tem essa coisa de ser relativamente básico, porém, de inspirar muita gente hoje em dia. E eu tenho certeza que ia acabar virando uma febre também. Vestir-se como Jane Birkin e ter franja como Jane Birkin.
SPEAKER_01Eu sinto que você faria uma ótima Jane Burkin.
SPEAKER_04Para de falar, eu não sou atriz.
SPEAKER_01Quando eu fizer meu filme da Lina Bobard, eu ganho sucesso internacional. E aí eu faço Birkin. E aí, Birkin termina com ela encontrando o Hermé no avião. Só termina assim. Só termina assim. É. E aí o gift da pré-estreia vai ser uma Birkin.
SPEAKER_04Vai acabar com essa exclusividade de uma vez por uma vez.
SPEAKER_01Não, a gente só vai convidar pra pré-estreia quem merece ter uma Birkin, entendeu? Hollywood está apostando em um terceiro casal, bem hollywoodiano. Que é de Elizabeth Taylor, Richard Burton. Eles se conheceram no set de Cleópatra em 1963.
SPEAKER_04Estou sabendo.
SPEAKER_01Cleópatra, se eu não tô enganado até hoje, é um dos filmes mais caros da história. Porque ele escalonou o orçamento de uma maneira, mas Elizabeth Taylor fazia isso e ela podia isso. Ela era realeza, hollywoodiana. Sim. Tem um detalhe. Os dois se conheceram pela primeira vez no set, se apaixonaram pela primeira vez no set, uma química intensa. Os dois eram casados. Com outras pessoas famosas. Obviamente se divorciaram.
SPEAKER_04Ah, é? Assim? Já se conheceram e já divorciaram.
SPEAKER_01Gente, foi isso. Que loucura. O sexo deles devia ser ótimo. Do nada. Eles trabalharam juntos em 11 filmes e foram casados. De 63 a 67. E eles se divorciaram em 67. Apenas para se casar de novo em 68.
SPEAKER_04Foram feitos um pro outro. Não adianta. Eles tentaram separar.
SPEAKER_01Terminaram de novo em 76.
SPEAKER_04E não voltaram mais.
SPEAKER_01Não, não voltaram mais. Só que é uma história que a gente não sabe muito, mas com certeza mostraria aquela Hollywood época de ouro, aquele luxo.
SPEAKER_04Eu não sabia tanto da imagética dos filmes de Elizabeth Taylor até o clipe da Taylor.
SPEAKER_00Foi horroroso.
SPEAKER_04Foi só uma montagem, né, dos trabalhos que Elizabeth Taylor já fez.
SPEAKER_01Eu acho que seria um casal muito legal pela imagética da série. Eu acho que seria uma série muito luxuosa. E a gente já viu que Love Story. E a gente já viu que os sets de Love Story conseguem ser muito bons. Então eu boto fé. Ao mesmo tempo que seria uma série mais cara, porque seria gravada também na Europa. Muita coisa, porque Elizabeth Taylor gravava muita coisa. Elizabeth Taylor gravava muita coisa na Europa. Então seria um pouco mais caro. Devido ao sucesso da primeira temporada, talvez consigam esse orçamento. O que vocês acham? Bota aqui embaixo entre essas três opções. Qual é a favorita de vocês? E nos comentários, comentem mais porque vocês acham que um casal ou outro. Ou sugiram um terceiro, um quarto casal.
SPEAKER_04Sabe o que eu acho legal sobre essas três possibilidades que a gente levantou?
SPEAKER_01Eu tenho um chute também, mas fala.
SPEAKER_04Todas elas, não, não vou dizer qual que eu acho que seria o melhor.
SPEAKER_01Não, não, também.
SPEAKER_04Todas elas têm, tipo, a mulher como, na verdade, a peça do casal de realmente mais icônica, de mais interesse. Enquanto a Love Story foi justamente meio que o contrário, assim. Concordo. Mas começou com o cara. Começou assim, ela não era ninguém, ele.
SPEAKER_01Mas ela era a figura mais interessante. Ela é a que mais tem desenvolvimento de personagem durante a série inteira. O JFK continua basicamente a mesma pessoa durante os novos episódios da série.
SPEAKER_04Concordo.
SPEAKER_01Ela é o gancho ali. É todo o sofrimento dela. Ela aceitar virar uma realeza americana, basicamente. Ela é o gancho ali, então eu acho que faz sentido.
SPEAKER_04Então, eu acho que faria sentido só continuar nesse negócio do protagonismo feminino.
SPEAKER_01Sim. O casal é, mas a força é ela. O JFK era a base, porque ele já era conhecido e todo mundo sabe que era.
SPEAKER_04Sim, eu só quis dizer no sentido de, tipo, quem já era notório no casal. Sim, sabe? Sim, sim, sim. E aqui é o contrário, eu acho, né?
SPEAKER_01Mas a Perry Smith, ninguém ali era notório.
SPEAKER_04É.
SPEAKER_01A Jane Birkin, os dois, teoricamente, ela era mais. Ou ela se tornou um.
SPEAKER_04É que eu acho que ela se tornou quando se juntou com ele. A gente não sabe tanto. E assim como.
SPEAKER_01Assim como esses casais que tiveram fins trágicos, meu final de semana foi muito trágico sem você, Mariana. Mariana passou, foi sábado, pra passar Páscoa em Porto Alegre. Eu fiquei aqui em São Paulo. Eu tenho um sentimento, quando a Mariana tá longe, que às vezes parece que a minha vida dá um pause. Porque eu faço coisas, mas eu guardo pra fazer as coisas mais legais com a Mariana. E aí eu me sinto, às vezes, um NPC aqui, existindo no nosso apartamento, esperando você. Eu arrumo a área de serviço. Eu, sei lá, passo gesso num buraco no teto.
SPEAKER_04Sim, é quase como o ócio te faz e fazer coisas úteis ao invés de fazer coisas divertidas.
SPEAKER_01É, aí eu fui pra feira do bexiga. Eu passei 20 minutos, eu tava claramente assim, quem me olhava, eu devia estar parecendo mal encarado, porque eu tava de óculos escuros, boné, fone de ouvido, olhando com a cabeça meio baixa, assim. Não tinha o meu amorzinho do meu lado, sabe? E aí eu fiquei sabendo, pesquisando pra esse episódio, tem uma febre doente entre os jovens que se chama Only Weekend Couples. Only Weekend Couples, traduzindo para português, é casais apenas de final de semana. A gente era um pouco assim quando era a distância, mas era à distância porque a geografia obrigava a ser a distância. Only Weekend couples é uma escolha deles pensada. Então, assim, às vezes são casais que moram na mesma cidade, na mesma zona, no mesmo bairro e cada um no seu apartamento. Só que não é tipo assim, cada um no seu apartamento, você mora no 31, eu moro no 32 e a gente se encontra aqui todo dia. Mas cada um também tem seu espaço. Não. Durante a semana, eles vivem a vida deles, eles se encontram com amigos, eles vão nos restaurantes fazer o que eles quiserem, e eles só encontram com os parceiros no final de semana. Que ideia é doentia? Ficou revoltado.
SPEAKER_04Eu fico encantada vendo você falando que é doentia.
SPEAKER_01Eu fiquei preocupado em você falar que fica encantada com a ideia.
SPEAKER_04Não, eu tô achando muito fofa a pauta que tu trouxe, entendeu? Entendi. Porque me impressiona. O Pedro é uma pessoa que não só se vendeu pra mim, mas se mostrou durante nosso primeiro ano completo, assim, à distância, como alguém que preza muito por estar sozinho, pela individualidade, pelo espaço de cada um. E eu concordo, também sou assim, mas eu acho que o Pedro consegue ser mais. Então te escutar, sabe? Expondo, enfim, narrando como tu tem te sentido quando eu vou pro Porto Alegre é surpreendente pra mim, na verdade.
SPEAKER_01Eu gosto muito do meu tempo sozinho. Eu gosto muito de ficar sozinho. Eu gosto, inclusive, do reset que eu consigo fazer quando você não tá aqui. Porque eu consigo não falar com ninguém, às vezes, ser muito menos social. Pra mim, isso às vezes é importante. Mas tem momentos que eu sinto muito sua falta. Porque uma coisa sou eu em casa e a gente tá num ritmo frenético há semanas de ou fora de São Paulo no final de semana, ou recebendo pessoas no nosso apartamento no final de semana. E a gente basicamente não teve ainda. Eu acho que um final de semana só nosso.
SPEAKER_04A gente já teve, sim.
SPEAKER_01Não, a gente já teve, calma. Mas no último mês e meio.
SPEAKER_04Entendi.
SPEAKER_01A gente não teve. A gente recebeu Vitória e Júlia, a gente foi pra Porto Alegre, a gente. Você foi pra Porto Alegre. O tempo todo. E faz falta também o meu amorzinho aqui comigo. E aí tem outra coisa também. Que hoje em dia somos pessoas semi-públicas ali. A gente sai na rua, a gente é reconhecido. E é muito mais legal ser reconhecido com você. Eu sinto que eu fico. Eu tenho um brilho maior ao seu lado do que sozinho. E olha, ela toda feliz.
SPEAKER_04Ai, eu fico toda bobinha ouvindo isso. Eu acho lindo, e ainda sabendo que você tá falando publicamente. Não só pra mim, entendeu? Tá registrado aqui. Eu posso pegar e tocar isso de novo quantas vezes eu quiser.
SPEAKER_01Você pode fazer um corte e postar só no seu perfil.
SPEAKER_04Guardar pra mim, favoritar na minha galeria e, de vez em quando, abrir e escutar isso.
SPEAKER_01E esse nosso sofá que cabe duas pessoas. Fica muito vazio. Fica muito vazio.
SPEAKER_04Mas daí outra coisa que eu queria trazer aqui sobre você não gostar de ficar sozinho e blá blá blá. Não, não, não, tudo bem, mas senti minha falta quando eu tô viajando e tudo mais. Que. Ano passado, o grande drama do Pedro, quando eu vim a São Paulo, óbvio que ele ficava muito feliz quando eu vim a São Paulo. Era basicamente só assim que a gente se via. Sim. Mas quando eu vim a São Paulo, sempre era um drama pra ele - o fato de que a produtividade dele caía muito. Então, eu sinto que isso era quase uma preocupação dele de quando a gente fosse morar juntos. Como é que ia ser sentar e trabalhar, ou enfim, sair, parar o que tá fazendo comigo e gravar, porque tu tinha muito essa sensação de falta de produtividade. Então, assim, claro que a gente aproveitava os momentos que a gente tava juntos, não era sempre no final de semana, então era dia de semana, eu tinha coisa da faculdade, tu tinha coisa pra gravar, entregar, tava trabalhando com filme.
SPEAKER_01O ambiente que a gente ficava, cara. Aquele meu apartamento tava entulhado de coisa e não tinha ali a mínima privacidade.
SPEAKER_03É.
SPEAKER_01Sabe? Hoje em dia você pode estar aqui fazendo o TCC na sala, enquanto eu tô no meu quarto editando um vídeo. Lá não tinha isso. A única mesa era na sala, as duas mesas eram juntas na sala. A gente tinha um ao outro no nosso campo de visão o tempo inteiro, não tinha nenhum respiro. E aí tinha também o fato de que a nossa presença junto era rara. Então, realmente, a minha produtividade caía, porque eu não queria gravar publicidade enquanto você tava lá comigo.
SPEAKER_04Sim, era quase que um conflito interno. Ah, eu tenho coisas para fazer, responsabilidade de trabalho, mas parece que você não consegue sentar e fazer, porque tem que aproveitar que aquela pessoa tá ali. Ei, vocês. Isso, inclusive, foi tópico pra mim de terapia, assim. Até quando a gente tinha alguma coisinha pra discutir. Eu ficava, tipo, pô, eu acho que eu prefiro até discutir online depois que eu for embora. Por quê? Por mais que seja um pesadelo brigar à distância. Mas porque eu ficava nessa, tipo, pô, a gente vai. Só três dias juntos. E aí, se eu falar o que tá me incomodando agora, vai estragar os outros dois dias.
SPEAKER_01E a Mariana, ela consegue discutir e voltar ao normal minutos depois. Não é algo errado pra eu dizer isso.
SPEAKER_03Não, tá certo, eu acho.
SPEAKER_01É. Eu preciso de um tempo pra escoar os sentimentos da discussão, me centrar, pensar, raciocinar, e aí voltar a ser o amorzinho com a minha amorzinha. E aí uma coisa era a distância. Porque aí, às vezes, a Mariana queria voltar com a vida normal nas mensagens e eu não conseguia ser o mesmo peso que eu era sempre. E aí era muito ruim pro relacionamento isso, obviamente. Hoje em dia, pelo menos, às vezes, a gente quase não discute, graças a Deus. Mas vira e minha, a gente tem uma coisinha ou outra, e às vezes, tipo assim, eu tô irritada com tal situação, mas eu não tô irritada com você. Ou às vezes, tipo assim, tá tudo bem entre nós, a gente se dá um beijinho, a gente se dá um abracinho. Mas a Mariana também entende que eu não tô no meu 100% ainda. Não significa que eu ainda tô puto com ela. Mas eu só que. Né?
SPEAKER_04Sim, autorregulação, assim.
SPEAKER_01Exato.
SPEAKER_04Mas, enfim, várias coisas que eu achava que seriam diferentes quando a gente viesse morar juntos.
SPEAKER_01Isso pode ser tópico de outro episódio, hein?
SPEAKER_04É. Então, acho que é isso. Me surpreende muito essa falta. Basicamente, eu consigo resumir, tu sentir falta de eu estar aqui e ao mesmo tempo sendo uma pessoa que gosta de estar sozinho, como tu gosta de ter a opção de te isolar comigo estando aqui. Entendeu? Tipo, poder pausar o estar sozinho na hora que tu quiser.
SPEAKER_01E além disso, eu gosto de ter a opção de te irritar, sabe? De quando eu sei, eu tô no computador trabalhando por duas horas. Minha namorada.
SPEAKER_04Cara, eu juro, ele tava tão incomodado que eu não tava aqui esse final de semana que tu tava quase não me respondendo no WhatsApp direito.
SPEAKER_01Olha só, eu já tive um ano e meio de relacionamento à distância com você. Isso era outro troco que tava na minha cabeça, porque eu ensaio isso daqui normalmente várias vezes no podcast, né? Na minha cabeça. Eu. A ideia de ter que conversar com você à distância é horrorosa. Horrorosa. Porque a gente já passou por isso.
SPEAKER_04Sim, inclusive, um fanfact ligando a troca de nome, a gente teve que tomar essa decisão e conversar sobre isso tudo à distância.
SPEAKER_01Sim. Cara, eu. A internet da Mariana em Porto Alegre não é boa. E aí a gente se liga. E aí é. A f. Porra! Cara, dá uma angústia. Eu volto pra época que a gente às vezes nem sabia quando ia se ver de novo. Sim. Ou só ia se ver de novo em três semanas. E era isso a nossa vida o tempo todo. Então eu realmente fico muito mais ausente por mensagem, porque me irrita. Eu tenho, sei lá.
SPEAKER_04Cara, e sendo poucos dias, e a minha família precisando tanto de mim, querendo tanto me ter lá, eu nem necessariamente achei ruim o Pedro não me responder tanto no WhatsApp.
SPEAKER_01E não era que eu te dava um gelo, não era que eu ficava postando story, mas não te respondia. Eu só.
SPEAKER_04Mas aí eu também, tipo, às vezes eu. Porque antigamente, quando eu tinha um final de semana mais família, e eu sumia no WhatsApp, o Pedro ficava chateado comigo, ficava magoado, ficava triste, falava, pô, não tinha nenhum momento pra disparar cinco minutos e responder minhas mensagens, sabe? Tinha essa cobrança. E aí agora. E eu tava querendo viver aquele momento lá com a minha família.
SPEAKER_01Eu espero que a Mariana também faz faculdade a semana inteira. Então, às vezes, eu não tinha Mariana durante a semana. E aí o final de semana eu também não tinha Mariana. Continua, perdão.
SPEAKER_04Mas eu até me perdi aqui. Mas o que eu tava dizendo era que daí eu ficava triste. Dessa vez, quando eu sumia, eu já ficava pensando, ai, quando eu voltar, o Pedro vai estar chateado. Que eu não respondi ele, que eu não mandei tantas mensagens hoje, que eu nem perguntei nada sobre ele hoje.
SPEAKER_05E eu tava amor.
SPEAKER_04E não, tu tava normal, só não tava, tava poucas palavras. Eu acho que era isso. Tava se guardando pra quando eu chegasse de volta em São Paulo, a gente realmente ter o nosso debriefing dos últimos dias.
SPEAKER_01Eu tava me guardando para quando minha namorada voltou.
SPEAKER_04É isso. Em todos os sentidos. Não fez nada de divertido. Só fez coisas chatas.
SPEAKER_01Eu fui na feira do bexiga, eu não comprei nada. Eu criei na Bondepart, mas eu falei, a Mariana vai querer ir comigo nisso. Ela vai querer estar lá no provador comigo. Tivemos a nossa. Não é lavação de roupa suja, mas nossa.
SPEAKER_04Não, é, eu acho que é só reflexão sobre estar sozinho, não estar sozinho, querer falar por WhatsApp ou não, porque eu acho muito justo a gente ter esse trauma de ter sido à distância, porque a gente não queria que fosse à distância. E desde o começo o Pedro já tava assim, quando tu termina a faculdade.
SPEAKER_01E a Mariana também tem uma questão que ela, ainda bem, é muito verbal. Mariana fala muito. Só que a Mariana não consegue mandar muito áudio no WhatsApp.
SPEAKER_04Não manda áudio. Eu não mando áudios. E eu não gosto tanto de escutar áudios também, não.
SPEAKER_01E aí a fofoca, por texto, é muito pior.
SPEAKER_02É.
SPEAKER_01Enfim, aí eu não tenho minha namorada, eu não tenho ela pra olhar móveis na feira do bexiga ou qualquer coisa assim. Falando em móveis, o próximo tópico é seu, relacionado a imóveis. Você gosta que eu tô fazendo, tô ligando a cada uma.
SPEAKER_04Eu tô adorando, eu tô adorando. Eu gosto muito que o Pedro seja o host, que ele conduza o podcast. Que é engraçado, porque daí a gente tem essa coisa de Mariana falar muito, mas aí é basicamente como se tu estivesse pedindo pra eu falar muito.
SPEAKER_01Você fala muito porque os comentários falaram que você falou o tempo suficiente.
SPEAKER_04É, é verdade. Falei.
SPEAKER_01E a Vitória, inclusive, falou que eu falei muito mais que você.
SPEAKER_04É, teve isso. Quem vocês acham que fala mais?
SPEAKER_01Comenta!
SPEAKER_04Só tem um episódio e meio, por enquanto.
unknownSim.
SPEAKER_04Mas enfim, vamos lá. HM Home anunciou uma collab com uma designer de interiores americana.
SPEAKER_01O que é a HM Home?
SPEAKER_04A linha é o segmento. A loja de imóveis da H ⁇ M.
SPEAKER_01Entendi, obrigado.
SPEAKER_04H ⁇ M terá essa collab com uma designer de interiores. Pela primeira vez, a HM está fazendo uma collab, e pela primeira vez, a HM estará na Design Week de Milão.
SPEAKER_01Que é a Design Week mais importante do mundo. E aparentemente, pelo que você já me atualizou, era o sonho da H ⁇ M, né? Estar na Design Week. Não chamou? Sim. Tá bom.
SPEAKER_04Eles tinham essa meta de estar lá. Mas eu também não sei até que ponto fazia sentido sem fazer essa collab com alguns designer independente.
SPEAKER_05Óbvio.
SPEAKER_04Eu acho que design weeks, weeks, seja fashions ou design, tem muito essa coisa de um design autoral.
SPEAKER_01Claro, é como se a Kamikado estivesse na Design Wiki. Pra quem não sabe, a Kamikado é do grupo Renner. Então, assim, sabe?
SPEAKER_04É, de proporção de tamanho da marca, realmente Kamikado faria sentido numa design week com uma collab com algum artista independente. Então é isso que está acontecendo. A proposta é toda de um design democrático e acessível. H ⁇ M.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_04Vai ter móveis, luminários, objetos, enfim, e tudo com uma proposta modular.
SPEAKER_02Legal.
SPEAKER_0429 itens, entre móveis, objetos e textis. Vamos olhar umas fotos.
SPEAKER_01Bem legalzinho o sofá.
SPEAKER_04Cara, é legalzinho. Mas, pensando nessa coisa de, ai, é acessível e democrático, quem vai escolher ter um sofá que é só de visita? Sabe, tipo, não é um sofá conf de se jogar. Esse é pra ser meio que um sofá de antessala, de sala de visita. Né?
SPEAKER_01Jovens que alugam apartamentos de chão de taco. Que às vezes querem móveis mais acessíveis, mas com. Não é aquele acessível madeira a madeira. Mas também não é aquele acessível móveis da bobã.
unknownSim.
SPEAKER_04Não, mas aí o que eu penso é só, tipo assim, quem é que tem um apartamento grande suficiente pra esse não ser o único sofá, entendeu? Porque isso aqui é sofá de ser o segundo sofá da casa. Nosso apartamento não teria condições de ter um sofá de antessala.
SPEAKER_01Não, mas esse sofá poderia ficar no meu escritório. Bem nessa forma, não?
SPEAKER_04É?
SPEAKER_01Talvez.
SPEAKER_04Eu acho ele tão grandão, me parece tão um sofá de casarão, sabe?
SPEAKER_01Ele me parece profundo, mas não me parece grande.
SPEAKER_04Não, é que daí grande tu é modular, né? Tu que vai alinhando vários. Mas eu acho que menos de três não fica legal, por exemplo. Aí já é um sofá de três metros.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04Sabe? Mas ele é bonito. Ele é super bonito. Inegavelmente, ele é bem legal.
SPEAKER_01Próximo.
SPEAKER_04E aí aqui embaixo nós temos um vaso, que é aparentemente só uma fachada de um vaso de madeira. Divertido. E atrás é um vaso de vidro. Divertido. Eu achei divertido. Sim. E esse banquinho mesinha. É. E esse banquinho mesinha de madeira, que é quase. Parece quase uma ilustração, né?
SPEAKER_01Uma ilusão de ótica. Vem primeiro também.
SPEAKER_04Eu achei bem interessante. E aí eu achei legal que, tirando o sofá, esses outros dois objetos são essa vibe ilusão de ótica. E que as fotos foram feitas com espelhos. Pra tipo, é e não é.
SPEAKER_01É verdade.
SPEAKER_04Sabe?
SPEAKER_01Eu pensei, pra mim essa foto não era um espelho. Quem tá ouvindo, vai no YouTube pra ver. Pra mim, essa foto não era um espelho. Pra mim, eles tinham que meio que recortado o banquinho de baixo e sobreposto de cima. É verdade.
SPEAKER_04Não, mas é, as três fotos são com espelhos, né? A do sofá também é. Mas é, eu achei muito interessante essas lances, assim, sabe? Eu gostei.
SPEAKER_01As fotos são ótimas.
SPEAKER_04É isso. H ⁇ M estará numa design week. H ⁇ M Home estará numa Design Week.
SPEAKER_01Possivelmente.
SPEAKER_04É inusitado, né?
SPEAKER_01Você me adiantou que vai ser vendido no site da H ⁇ M Home, obviamente. Não sabemos se no Brasil era.
SPEAKER_04Em algumas lojas selecionadas.
SPEAKER_01A partir de setembro?
SPEAKER_04Setembro desse ano. 13 de setembro, se eu não me engano. Tô muito curiosa pra saber se chegaria no Brasil uma coleção de H ⁇ M Home que esteve na Design Week. Sabe? Tipo assim, chegar ao Brasil algo assim, seria legal, né? Vamos ver. Vender online, entregar aqui?
SPEAKER_01Sim. Você comprar pelo seu celular?
SPEAKER_04Exato.
SPEAKER_01Falando em celular? Você sabe que celulares foram. Falando em celular, você sabe. Gênio. Que celulares estão ao redor da Lua nesse exato momento? Quais? Os mesmos que o nosso. iPhone 17 Pro Max. A NASA mandou os celulares pessoais dos astronautas junto com astronautas para a missão Artemis 2. Está fazendo uma volta ao redor da Lua, basicamente. Mas eles lançaram que possivelmente é a melhor propaganda da história de shot on iPhone da vida. Que na câmera frontal, os astronautas tiraram selfies da terra atrás. São selfies com literalmente toda a população da Terra, menos quatro pessoas.
SPEAKER_04Não, tu não colocou minha favorita aqui. É aquela que tem uma moça que tem uma trancinha no cabelo?
SPEAKER_01Sei.
SPEAKER_04Ai, aquela é muito minha favorita. Tem uma coisa meio girl. Sim, aquela foi a que eu vi como tipo, capa de manchete, assim, sabe?
SPEAKER_01Sei. Ela é uma graça também. Vacilei. Tem um GIF que eu amei, que eu vou abrir aqui agora. O iPhone sendo jogado em zero gravidade. Cara, muito maneiro. Que divertido. Eu acho melhor que. E tava gravando, eu quero esse vídeo. Só seria melhor se fosse o iPhone R, sabe?
SPEAKER_06É verdade.
SPEAKER_01Pra ficar ainda mais lindo. Mas eu achei muito maneiro.
SPEAKER_06Muito legal.
SPEAKER_01Eu acho que tem algo muito interessante também na questão de textura. As fotos da Lua, quando o ser humano pesou lá pela primeira e basicamente a única vez, se eu não me engano, em 62, foram fotografadas em película, em câmeras customizadas da Hasselblad, porque era o que existia. E claro que tem outras câmeras nessa nave, nesse foguete agora. Eles levaram uma Nikon D5, que é uma câmera de 2016, só que uma câmera tão parruda que aguenta toda a radiação do espaço. O iPhone, por exemplo, já tá com vários pixels mortos, porque não é algo preparado. Entendi. Entendeu? Mas é muito interessante como, ao mesmo tempo em que a gente está tendo câmeras profissionais ali fotografando isso, a gente também está vendo tudo isso pela estética que hoje estamos completamente acostumados em câmeras de selfie, em câmeras só da mulher, da astronauta, com a trancinha voando. É muito legal como se torna mais próximo da gente.
SPEAKER_04Parece um registro de rotina. Literally. Não é registro oficial da Lua. No, é tipo, sabe, my morning routine no espaço.
SPEAKER_01Toda photo espacial passa por tratamento. Photos of telescopes, se eu não me engano, are inclusive preto e branco. Elas are colorido. Saiu a photo recentemente ofre inquieta was photographed a noite. And eles tiveram que aumentar o brilho ali. São todas fotos tratadas. A do iPhone, no. Só tirou e mandou. Yeah, I ache it maneuver. And I vi um outro take, out of idea disso no Twitter que eu achei muito interessante. Quando o homem foi à Lua na década de 60, ou, sei lá, até 2007, as maiores tecnologias, as principais tecnologias, eram reservadas a poucas pessoas. E não era nem necessariamente os mais ricos, mas era. Realmente pessoas. Não existia nem acesso a essas outras tecnologias de ponta. Era só privadas pra empresas e o mais do mais do mais rico. Hoje em dia não. Hoje em dia, o celular de ponta é o que nós temos, é o que está gravando essa brincadeira daqui, mas também é o que está no espaço. Sim. É basicamente, eu acho que é a primeira vez na história do mundo em que a tecnologia de ponta é acessível pra todo mundo. Claro que.
SPEAKER_04Sim, é acessível entre muitas aspas.
SPEAKER_01É acessível se você tiver o dinheiro. E não é um dinheiro assim. No Brasil não é um valor barato. Vamos concordar sobre isso. Mas não é um telefone de 100 mil reais. E pensando no mercado americano, que é onde a Apple baseia o valor, basicamente, mil dólares, é acessível pra boa parte da população americana. Então, eu acho muito interessante isso, que é uma tecnologia hoje acessível. Sim, sim.
SPEAKER_04Como eu falei, é entre muitas aspas, mas sim, é acessível. É muito mais acessível do que no caso era. De 62, por exemplo, quando tu tá comparando, então. Na comparação é acessível pra caramba hoje em dia.
SPEAKER_01Sim. E aí pensar que eles estão lá em cima com os mesmos aplicativos que a gente, ouvindo as mesmas coisas que a gente. Com, por exemplo, Olivia Rodrigo, que você ama ouvir.
SPEAKER_06Cara.
SPEAKER_01Tá difícil.
SPEAKER_00Essa daqui foi difícil. Essa aqui foi difícil.
SPEAKER_04Tá ficando delicada. Por onde começar? Olivia anunciou seu terceiro álbum?
SPEAKER_01Quem é Olivia Rodrigo?
SPEAKER_04Olivia Rodrigo é uma cantora pop que começou a virar figura pública trabalhando como artista, atriz Mirim na Disney.
SPEAKER_01Fazendo high school musical, a série ou musical. Alguma coisa assim.
SPEAKER_04É isso.
SPEAKER_01Quando ela começou a viralizar?
SPEAKER_04Durante a pandemia.
SPEAKER_01Sim. Com qual música?
SPEAKER_04Driver's License.
SPEAKER_01Precisamente. É porque nos comentários.
SPEAKER_04Sim, eu concordo. Eu acho interessante a gente começar do começo.
SPEAKER_01Tem gente que fala que não conhece as divas pop, então a gente tem que contextualizar.
SPEAKER_04E aí existe aí toda uma história de rivalidade entre Olivia Rodrigo e Sabrina Carlos.
SPEAKER_01Existem fofocas.
SPEAKER_04Fofocas que, mas enfim, que vieram do mesmo lugar, e aí é uma loira, uma morena, enfim, contextualizando.
SPEAKER_01Fez muito bem pra carreira das duas.
SPEAKER_04Fez bem pra carreira das duas, é verdade.
SPEAKER_01Drama é muito bom, às vezes, pra carreira das pessoas.
SPEAKER_04É. A pauta de Olivia Rodrigo é que depois do anúncio deste álbum, que estava sendo muito antecipado e tinha muita especulação de qual ia ser o nome - teve todo um lance de que ela pintava lá, pintavam um muro com letras, palavras, pedaços, enfim, meio que dando dicas de qual seria a cor tema do álbum, qual seria o nome do álbum.
SPEAKER_01Porque os últimos dois álbuns dela foram os dois álbuns, com uma palavra só de quatro letras.
SPEAKER_04Uma palavra só de quatro letras. Primeiro Sour, depois Guts. E aí, de repente. E os dois tiveram essa temática roxa. Talvez um mais, o primeiro mais roxo, o segundo, roxo com vermelho. E aí, esse terceiro, simplesmente esse muro de Olivia Rodrigo, parede, sei lá, eu que era roxa, foi pintado de rosa, colocados iniciais de Olivia Rodrigo e depois pintada a palavra love. Então, a internet foi a loucura com a teoria de que nome do terceiro álbum, quatro palavras, uma letra, quatro letras, uma palavra só, seria love.
SPEAKER_05Love.
SPEAKER_04Mas não. Não. Virou a girl too pretty? Como é que é? Pretty?
SPEAKER_01You see, pretty sad for a girl so in love. Você parece muito triste pra uma garota tão aperta.
SPEAKER_04Então, assim, Olivia sempre cantou sobre términos. Dessa vez, vai ser sobre um relacionamento, mas vai ser ela triste, mesmo estando apaixonada.
SPEAKER_01É, o último álbum dela foi Término parra apaixonada pelo namorado. Tiveram umas músicas de paixão.
SPEAKER_04É, foi meio que só na versão Deluxe que vieram essas músicas apaixonadas.
SPEAKER_01Foi as músicas extras de paixão.
SPEAKER_04Exato.
SPEAKER_01Agora, ela namorou com esse cara, tipo, dois, três anos, terminaram até.
SPEAKER_04Terminaram por agora, bem próximo do anúncio desse álbum. E aí, enfim. Já lançou os nomes das faixas, já anunciou a data do álbum num geral? Não sabemos, não me lembro dessa informação, mas a informação que temos, que tá muito legal de acompanhar na internet, é que ela tem postado vídeos colocando cadeados temáticos de Olivier Rodrigo e da identidade visual desse álbum em diferentes países, diferentes cidades. Então, em LA tem um cadeado com uma palavra na lateral, em Nova York tem outro, em Paris tem outro, em Londres tem outro.
SPEAKER_01Daqui a pouco eles botam na estação da ser.
SPEAKER_04Juntando tudo, chegamos à informação de que a primeira música será lançada dia 17 de abril, chama Drop Dead. É o single Caia Morto. Mas é uma expressão americana de choque, né? Drop Dead. Sim. Não é necessariamente literalmente que a música vai ter a ver com Cair Morto. Não.
SPEAKER_01Mas a Olivia tem um lance que as musiquinhas dela são muito rock. É um rock, meio ano de 2000, revoltada. Eu acho que ela vai. É um pop rock, né? É, canalizar a tristeza do término em ódio.
SPEAKER_04Mas o término foi depois que o álbum já tava pronto, né?
SPEAKER_01Duvido. Ou só anunciaram um. Taylor Swift, tipo, Midnight, que já.
SPEAKER_04Isso que eu acho que aí que tá. Eu acho que esse não é de término. Esse é justamente a contradição de tu estar triste mesmo estando apaixonada.
SPEAKER_01Eu tenho certeza que. Cara, o álbum só foi anunciado agora. Ela teve tempo suficiente de escrever música de término, tipo, socorro e terminei. Eu tenho certeza. Porque imagina se ela tivesse lançado esse álbum ou ainda namorando com o cara.
SPEAKER_04Não tem como não. Eu acho que ele vai ser mais de amor. Vamos deixar nossas apostas aqui. Cada um.
SPEAKER_00Comenta! O que você acha que vai ser?
SPEAKER_04Pra mim vai ser essa contradição de estar triste mesmo estando apaixonada.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_04E 2 de maio? Ela estará no Saturday Night Live depois do lançamento do single.
SPEAKER_01E ela, como é atriz, ela não vai só cantar no SNL, mas vai atuar também no SNL. Vai ser divertido.
SPEAKER_04Vai ser divertido.
SPEAKER_01A gente vai tentar ver. A gente viu do Harry Styles e foi horroroso.
SPEAKER_04Da Sabrina também vimos, né, no final do ano passado. Foi horroroso. Também foi horroroso.
SPEAKER_01Só vale a pena o que viraliza.
SPEAKER_04É, os skits, no geral, não nos pegam. Eu acho que é um humor americano demais, norte-americano demais.
SPEAKER_01Idiota estadoindense, norte-americano. É. Aquele humor idiota deles que só funciona pra eles.
SPEAKER_04A gente só funciona pra eles. A gente assiste e fica, tipo, eu não vou perder meu tempo. Sim. Literalmente. Mas enfim. E aí também essas quatro cidades, esses quatro cadeados, já tem teorias de que são as cidades onde vai rolar essa tour.
SPEAKER_01Mas é fácil pensar que essa tour vai passar nessas quatro cidades, né?
SPEAKER_04Sim.
unknownÉ.
SPEAKER_04É bem grande.
SPEAKER_01Nova York, Los Angeles, Paris.
SPEAKER_04Mas enfim, aí eu acho que dá pra gente ficar atento esperando de que vá ter em outras cidades mais inusitadas, né? O cadeado. Que vai continuar sendo esse formato de dizer por onde ela vai passar. E o cadeado em pontes, enfim, essa coisa. O cadeado é aquela tradição lá, daquela ponte em Paris, de tu colocar pra meio que, né? Sim. Selar aquele relacionamento. Isso eu também acho que é um sinal de que vai ser música de amor. Só que música triste de amor, não de término.
SPEAKER_01Ou ela vai ter um clipe dela quebrando o cadeado, tipo assim. Vai tomar no cu desse amor eterno.
SPEAKER_04Entendi. Entendeu? Entendi. Até criativo, né? Eu sou formada em cinema, em comunicação.
SPEAKER_01Quem você acha que mais escuta Olivia Rodrigo hoje em dia? Qual é a audiência dela?
SPEAKER_04Eu acho que é adolescentes, jovens.
SPEAKER_01Que estão, tipo, em que geração?
SPEAKER_04Geração Z.
SPEAKER_01A geração Z.
SPEAKER_04Mentira, eu acho que a Alfa escuta mais. E agora? Como é que vai fazer o Gun?
SPEAKER_01Deixa eu estar errado. Saiu essa pesquisa ontem, eu fiquei muito feliz. A geração Z é a geração que está mais indo ao cinema. Fiquei muito feliz com isso.
SPEAKER_04Impressionante. Mas, no geral, da história. Ali, entre 97 e.
SPEAKER_01Entre 97. É a geração nascida entre 97 e 2012. Entendeu? E foi uma pesquisa feita entre 7 mil pessoas no Fandango. Fandango é o site americano, se eu não me engano, de outros países também. Tipo o ingresso.com, sabe? Eles fizeram a pesquisa e a geração que hoje em dia mais tem no cinema é a Gen Z. Durante a pandemia, muita gente achou que a Gen Z ia abandonar o cinema, ia parar de frequentar. Então eu fico muito feliz em saber que, na real, isso não aconteceu. E que eles estão vendo ir ao cinema como um hábito social. O que realmente é. Não tem nada como estar numa sala lotada e todo mundo rindo ou desesperado ou odiando o mesmo filme juntos. É muito gostoso. Os millennials, a pesquisa fala isso. Os millennials vêm ir ao cinema como um escape. Um escape da realidade por isso você vai ao cinema. Os Gen Zs estão falando que o que mais faz eles quererem ir ao cinema é a boa seleção de filmes. Eu acho isso muito legal. Tinha todo um papo, que o cinema tava perdido, que os cinemas iam falir, que pipipi, popópó. E a gente tá vendo que não. Inclusive, os Gen Z estão cada vez mais preferindo telas formatos premium, tipo IMAX ou Dolby. O que só me faz ter mais certeza do que eu mesmo sinto. Que se eu vou ao cinema, eu quero ser recebido com uma boa qualidade. Tudo bem que eu pague um preço a mais por causa disso. Então, ao invés de pagar 30 reais pra ir numa sala em que a tela tá literalmente suja e que o som tá mal balanceado, eu prefiro pagar 40, 50 pra ir no IMAX e poder ver uma tela calibrada, limpa, com áudio muito bom. E o Gen Z tá vendo isso como uma experiência social. Acho muito legal.
SPEAKER_04É legal. Esse lance da. Me fez pensar aqui agora. Ah, da boa seleção de filmes, eu acho que talvez possa vir muito até de um lugar de hoje no instrumento tem todas as opções do mundo. E no cinema tá escolhido.
SPEAKER_01É, tem isso também.
SPEAKER_04Tem isso. Tá escolhido, já tá selecionado, são melhores do que muitos outros.
SPEAKER_01Querendo ou não, também é a galera que você acompanha hoje em dia também. Em comparação com o Gen X, né? Os velhos, os adultos. 40, 50, 60. Eles não estão indo ao cinema por preços altos, dizem que são lançamentos de pior qualidade e que tem escolhas melhores em casa. É uma galera que tá preferindo muito mais ver o que antigamente até era visto como filme pra DVD. Às vezes são aquelas sequências daqueles filmes do Siffan Cigal e dessa galera, do Jack Chan, que eram aqueles filmes de porrada e tiro. E que não tem muito plot, e que não tenta inovar nada. E não são filmes que vão pro cinema, são filmes que hoje em dia canalizam pro streaming. Essa galera mais velha, que tá, fica, querendo ou não, mais rabujenta, não estão indo. A pesquisa teve. Dos entrevistados da geração, 87% assistiram a pelo menos um filme nas telas grandes nos últimos 12 meses. Em superior aos millennials, foi 82%, a geração X, 70%, e aos Baby Boomers. Também Baby Boomer já tá pra lá do que pra cá, né? Que 58% só foi ao cinema no último ano. Acho muito legal.
SPEAKER_04É legal mesmo. Tinha tudo pra ser pra ir pra um lado tão antissocial, né? Tem toda essa preocupação hoje em dia de ah, preferir ficar em casa, essa gente com 20 e poucos anos falando, ai, já sou idosa, já sou senhorinha, não quero sair. Então teve esse movimento, acho que até meio pós-pandemia, assim, que as pessoas se acostumaram a se isolar, a ficar mais em casa.
SPEAKER_05Sim.
SPEAKER_04Pelo visto, tá virando a coisa. Tá indo pra esse lado de valorizar o ir pra rua, encontrar com pessoas, socializar.
SPEAKER_01E como a gente perdeu, tem várias coisas que falam sobre isso, mas a gente perdeu os terceiros lugares, o terceiro lugar, né? Que é onde nossos pais tinham a casa, tinha o trabalho, mas tinham um bar também. Que eles iam quase toda semana com os mesmos amigos. Hoje em dia a gente não tem muito isso. Nosso terceiro lugar às vezes virou nossa própria casa. É muito legal saber que o cinema tá sendo social e não social também, isso pode ser algo um pouco ruim, mas não social no sentido de conversas sociais.
SPEAKER_04Mas pode ser depois, né? A gente sempre sai do cinema conversando, levanta debate.
SPEAKER_01Muito, muito.
SPEAKER_04Eu acho que é isso. Tu vai ali, recebe uma informação e você sai cheios de insights, né?
SPEAKER_01Com certeza. Eu acho muito. Eu fico muito feliz, óbvio, como cineasta. Sim. E saber que o que pra mim é muito precioso, que é ir ao cinema, não tá morrendo. Falando em cinema, hoje, quinta-feira, anunciaram o. Quem está concorrendo a palma de ouro em Kanye esse ano. Kanye, basicamente o principal festival do mundo. E eu não tenho muita coisa para falar, porque são filmes que não lançaram ainda. Tem um filme de um diretor que eu adoro, que é o Pavel Pawalovski, alguma coisa assim. Em 1949 é o nome do filme. O último filme que eu vi dele se chama Guerra Fria, um filme lindo, um filme de uma hora e meia, só. Recomendação aqui de Pedro Mzeara: Guerra Fria. É um filme, se eu não me engano, de 2018 ou 2019. Preto e branco lindo. Enfim. Diferente dos últimos anos, não tem nenhum filme de Hollywood concorrendo. Olha só. O diretor de Kandy passou os últimos meses quase que implorando pra Hollywood botar os filmes lá. E eles não botaram. Eu assumo que porque os últimos filmes de Hollywood que estrearam lá não eram bons e fracassaram na bilheteria, tipo Coringa 2. Entendeu? E aí não estão no festival. E, em geral, é um lineup muito ruim. Eu vi várias pessoas no meu Twitter comentando sobre isso. É o lineup mais fraco desde 2022. Tem o novo do Ramaguchi, tem o novo do Almodover, mas não tem nenhum filme latino. Zero, concorrendo a palma de ouro. O que me deixa quase certo do que eu previ, que, obviamente, não é todo ano que tem o Walter Salles ou Kleber Mendonça, não é todo ano que tem Ainda Estou Aqui, ou Agente Secreto, e que não é todo ano que o cinema nacional vai ficar tanto em êxtase como esteve nos últimos. Só pra gente não deixar basicamente a peteca cair. Porque provavelmente vai se ouvir falar menos de cinema nacional esse ano. Faz parte, são ciclos. Só que, infelizmente, vai se perder um pouco o interesse também. Falando em filme, um filme que a gente tá muito animado pra assistir esse ano, que é com a Sózia da Mariana Veloso, Ann Hathaway, em O Diabo Veste Prada 2.
SPEAKER_04Cara, eu tô muito nostálgica sobre isso.
SPEAKER_01A gente tem que reassistir o filme.
SPEAKER_04Eu cresci assistindo esse filme toda vez que ele passava na sessão da tarde, porque eu não tinha streamings. E no momento em que eu tive streaming pra assistir de novo, ele virou muito meu go-to, assim, por exemplo, tô fazendo projeto. Virou meu Comfort Movie, tô fazendo projeto, quero ter alguma coisa passando, porque as pessoas muitas falam que botam Friends, por exemplo. Pra mim era esse filme.
SPEAKER_00Você diria que é o seu filme favorito?
SPEAKER_04Eu não sei, sabia que eu nunca consegui definir um filme favorito.
SPEAKER_01É muito difícil definir o filme.
SPEAKER_04Mas ele me faz muito feliz. Então pode ser muito bom. Eu gosto muito de ver as roupas, gosto muito da, sabe?
SPEAKER_01A sonora é muito gostosa. Ele é bem filmado, ele é bem dirigido, ele é muito bem interpretado, porra. Merry Strip, and Ratway.
SPEAKER_04Mas eu gosto muito, enfim, do geral, assim, de.
SPEAKER_01Cristina Litucci, que eu amo.
SPEAKER_04Ficou bem sucedida no trabalho. O namorado não lidou bem. Deu o pé na bunda dele.
SPEAKER_00Te lembra alguma coisa dessa história, meu amor? Próximos capítulos.
SPEAKER_04Enfim, é um filme que me inspira muito, sabe? É de. Pô, claro que foi desconfortável ali pra ela subir aquela career ladder.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04Mas ela virou quem ela virou, né? Com certeza.
SPEAKER_01O que que rolou essa semana?
SPEAKER_04Meryl Streep e Anna Winter na capa da Vogue.
SPEAKER_01É. Eu acho que isso diz muito sobre o filme. O primeiro filme, Anna Winter, basicamente se recusou a falar sobre, a mencionar. Era uma época que ainda existia muito tabu em cima da figura, Anna Winter, e ela era muito mais secreta. Ao mesmo tempo em que esse filme, claro que tinha o romantizado, tinha muito de uma denúncia de como era. Era um filme sério. Era divertido e tal, mas tinha uma seriedade ali.
SPEAKER_04Tinha uma crítica, né?
SPEAKER_01Tinha uma crítica.
SPEAKER_04E inclusive eu vi que teve um lance de não quiseram emprestar roupas pra vestir a personagem da Meryl Streep.
SPEAKER_01Nenhuma das grandes casas naquela época quis emprestar roupa pro figurino do filme por medo de ficar mal visto dentro da Vogue. Era um filme muito delicado. Sim. Corta para 2026.
SPEAKER_03Melhores amigas.
SPEAKER_01O que só me diz que vai ser pauta branca esse filme, vai ser amigas. É. Não tem muito mais crítica a se fazer. Também Kenna Winter saiu da Vogue. Mas estamos animados da mesma maneira.
SPEAKER_04Eu estou animada. Estou animada de ver de volta uma franja na cabeça. Enquanto começou a abrir a sua. Sim. Que ela tá meio grandinha já. Já passou uma semana. Cortei no dia do podcast semana passada.
SPEAKER_01Entendi. Mariana nunca limpa a pia depois de.
SPEAKER_04Mentira, eu limpo quase sempre. Mas é que quando eu não limpo, aí ele faz um story, daí fica na tua cabeça quando eu não limpo.
SPEAKER_01Sim. E falando em pauta branca, teve até vídeo da Mary Strip com a Ana Winter Juntos, vídeo horroroso, mal filmado, mal dirigido, mal fotografado.
SPEAKER_04As fotos da Vogue, além da capa, são impecáveis e maravilhosas.
SPEAKER_01Mas é porque tinha uma fotógrafa muito boa.
SPEAKER_04Aí em contraste com esse vídeo horrendo.
SPEAKER_01Horrendo. Falando em filme, uma das maiores bilheterias do cinema nacional esse ano é o filme A Empregada, com a Amanda Seinfeld e a Silence Winner. Horroroso o filme. Vimos. Horroroso. Mas tem uma história muito maneira que saiu ontem: que esse filme é escrito pela Freda McFadden. Freda McFadden ontem revelou a sua identidade verdadeira. E a Freda McFadden é tipo a Hannah Montana dos dias de hoje. Porque a Freda McFadden, ela, na verdade, é uma neurologista chamada Sarah Cohen. Que apareceu nas entrevistas e na première do filme Tudo de peruca, um óculos diferente.
SPEAKER_04Tá brincando?
SPEAKER_01Maquiagem.
SPEAKER_04Tá brincando? Sim. Nós temos uma Hannah Montana do que eu.
SPEAKER_01O nome do filme é A Criada. Confundi, não é a empregada. Essa daqui é a Freda McFadden.
SPEAKER_04Cara, isso é claramente uma peruca.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04Como é que você tem?
SPEAKER_01Só que vai que é uma peruca que ela.
SPEAKER_04Sim. Tipo, uma alopece ali embaixo, né? Exato. Qualquer coisa.
SPEAKER_01E essa daqui é a Sarah Cohen.
SPEAKER_04Que loucura! Mas a troco? É só pra não ser pessoa pública?
SPEAKER_01É, eu acho assim, como ela é neurologista, talvez tinha um certo tabu, uma vergonha. Entendi. Eu fico imaginando ela chegando, sei lá, no hospital que ela trabalha ou na clínica, e vendo pessoas com o livro dela, sem ninguém saber que ela.
SPEAKER_04Deve ser uma sensação muito divertida. Ela é a escritora do livro. Sim. Dessa história.
SPEAKER_01Dessa história.
SPEAKER_04E ela tem outros livros, outras histórias.
SPEAKER_01Ela é uma das autoras mais populares dos dias de hoje. Em quesito financeiro também, que mais vendeu o livro.
SPEAKER_04Que loucura.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04Tanto sucesso e.
SPEAKER_01Ó, ela diz que criou sua persona para que sua vida de escritora não interferisse na sua capacidade de exercer sua profissão de médica.
SPEAKER_04Impressionante.
SPEAKER_01Mas ela explicou: Cheguei a um ponto da minha carreira em que estou cansada disso ser um segredo. Estou cansada de as pessoas debaterem se sou uma pessoa real ou se eu sou três homens. Eu tenho uma identidade real e não tenho nada a esconder.
SPEAKER_03É Hannah Montana. É a Hannah Montana. Chegou um momento que ficou chato pra ela esconder. Yay!
SPEAKER_01Ai ai. Com isso, a gente termina o nosso giro de notícias de hoje. Episódio passado, a gente deixou os nossos queridos ouvintes e espectadores com Cliffhanger. Sim. Falamos do episódio passado, se você não ouviu ainda, volta como nós nos conhecemos. Via minha melhor amiga no TikTok, basicamente. Mas Mariana morava em Porto Alegre, eu morava no Rio de Janeiro. Precisávamos nos encontrar.
SPEAKER_04Pedro Gabriel escolheu a dedo.
SPEAKER_01A data. A data. Vamos chegar no porquê. Madrugadas, eu e Mariana conversando, eu fico perturbando ela falando: vou comprar passagem, vou comprar passagem, vou comprar passagem pra tal dá.
SPEAKER_04Teve um dia que eu tava numa festa dançando com minha irmã. Eu lembro que eu te mandei um vídeo. Eu provocava também. Porra. Mandei um vídeo cantando nonsense pra ti, né? Sim. Era a parte: think I only want your number on my phone. I might change your contact. Don't leave me alone.
SPEAKER_01Sim. Aí eu precisei comprar passagem, né? Entrei na hora no site da Go e comprei. Me mandou print. Primeiro olhei uma data sem saber que era dia das mães, não podia, dia das mães. Depois olhei outra data, não podia, porque era aniversário da afiliada da Mariana. Não podia.
SPEAKER_04Não me lembrava dessas coisas.
SPEAKER_01Ou tinha um batismo da Isadora, tinha várias coisas.
SPEAKER_04É verdade.
SPEAKER_01Então sobrou.
SPEAKER_04Entrega de faculdade, uma coisa. Sempre tinha alguma coisa.
SPEAKER_01Então sobrou uma data. E eu, que sou imediatista, eu queria encontrar essa morena misteriosa o quanto antes.
SPEAKER_04Misteriosa. Você tem uma coisa que eu nunca fui na minha vida misteriosa.
SPEAKER_01Marcamos para tipo o quê? 4 de maio? Foi isso, né?
SPEAKER_043, 2 de maio, mais um. É, por aí. Comecinho de maio.
SPEAKER_01Comecinho de maio, primeira semana de maio. Eu pouso em Porto Alegre, vou pro meu hotel e várias pessoas mandando mensagem. Pedro, tá chovendo em Porto Alegre. Pedro, toma cuidado com o Rio Grande do Sul, tá alagando. Eu relaxa. Tô aqui em Porto Alegre, não vi nenhuma chuva. Sou morador do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que alaga dia sim, dia não. Até que eu vejo a notícia. Aeroporto de Porto Alegre foi fechado. Eu nem tinha encontrado a Mariana ainda.
SPEAKER_04Era tipo duas da tarde. Eu tinha chegado em Porto Alegre há duas horas.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04O aeroporto fechou.
SPEAKER_01E antes de eu ir pra Porto Alegre, o meu voo saindo do Rio atropelou o pássaro.
SPEAKER_04Na verdade, atrasou.
SPEAKER_01Pode ter sido um.
SPEAKER_04presságio.
SPEAKER_01Exato, mas fui. Mesmo assim.
SPEAKER_04Não desistiu. Sim, eu lembro de estar conversando no WhatsApp contigo e tu falando: Ah, tô lendo aqui o livro Just the Kids, Fair Smith. Isso, Just Kids. Tô. Meu Deus, um pássaro foi atropelado. Pousamos de volta. Vocês já tinham começado a andar, né?
SPEAKER_01Sim, foi uma sensação muito bizarra. Do avião tá indo, hum, decolando assim, hum, teve um tranquilo. O motor explodiu. E eu tava na primeira fileira, eu começo a ver as aeroças nervosas, a gente sai do avião, e aí o meu voo tinha escala aqui em São Paulo. Era Rio, São Paulo, São Paulo, Porto Alegre. E aí ela falou, mas eu vou te botar no voo agora direto pra Porto Alegre. Enfim.
SPEAKER_04Olha só, nem sabia, eu acho. Se eu vou ou não lembrava.
SPEAKER_01Eu sabia. Talvez se eu tivesse pego Rio, São Paulo.
SPEAKER_04O Rio antes ia ter fechado o aeroporto de Porto Alegre antes de chegar lá.
SPEAKER_01Tinha chance. Enfim, e aí estou eu lá no hotel. Eu peguei, eu usei minha rescisão inteira da Rede Globo, porque meu contrato tinha acabado. Peguei um ótimo hotel e um bairro elevado de Porto Alegre.
SPEAKER_04Nem sabia ainda.
SPEAKER_01Eu peguei no melhor bairro possível de Porto Alegre, né? Justo dizer isso.
SPEAKER_04Pô, não sei, não faria esse juízo de valor.
SPEAKER_01Mas não foi Panema de Porto Alegre.
SPEAKER_04É, um bairro de gente com grana.
SPEAKER_01É isso. Bairro alto, cheio de ladeira, enfim. Eu só não peguei o melhor hotel possível, porque o melhor hotel era absurdamente caro, mas eu peguei, sei lá, o segundo melhor hotel de Porto Alegre. Que não era absurdo de cara, e tinha uma pantera gigantesca no nosso quarto. E aí estou eu. Um quadro enorme. É. Ansioso pra encontrar Mariana Veloso, animadíssimo. Corta para o outro lado da cidade.
SPEAKER_04Eu, em casa, apavorada, porque tava chegando em Porto Alegre nessa sexta-feira às enchentes, mas o resto do estado já tava passando por enchentes. Tava bem assustador pra gente. Inclusive, as minhas aulas já tinham sido canceladas. Eu não sei se foi cancelado na quinta ou na própria sexta-feira. Mas, assim, tava realmente em estado emergencial já. Então eu tava apavoradíssima em casa, era só a TV ligada, passando noticiário, todo mundo desesperado. Como eu botei essa prévia no episódio passado. Fui passando o dia inteiro nervosa de ter que comunicar pro meu pai que eu ia num date, mesmo com tudo isso acontecendo. Eu que nunca ia em dates. Tava aí há um ano solteira. Eu acho que eu nunca tinha falado. Até cheguei aí umas duas vezes em dates. Não falei em casa, entendeu? Eu falei que eu ia sair.
SPEAKER_01Isso é muito algo da tua família, né? Vocês não comunicavam assim de sair com fulano, sair com ciclando.
SPEAKER_04Não, não. Não, porque daí já existia todo uma, sabe, um estresse, uma preocupação sobre com quem, como é, quais as intenções. Preferia não falar antes, entendeu?
SPEAKER_01Vocês são honestos com as suas famílias ou vocês mentem quando vão sair com alguém?
SPEAKER_04Porque daí eu só precisei falar pra justificar estar inventando em sua consciência sair de casa com tudo isso acontecendo, entendeu? Sim. Foi apavorante, assim. E aí passei o dia inteiro, inclusive, pensando: será que a gente se encontra hoje? Será que não é pra deixar pra amanhã? Se eu não me engano, a gente já até trocou essa mensagem.
SPEAKER_01E eu fiquei tipo assim, por favor.
SPEAKER_04Pedro falando assim, olha, qualquer coisa a gente não vai. É, tá tudo bem?
SPEAKER_01Na aparência, pra Mariana tá. Cara, relaxa, sua segurança primeiro, óbvio. Situação de emergência. Eu no privado eu tava. Eu não acredito. Que puta que pariu. Eu vim pra Porto Alegre pra conhecer essa garota. Gastei meu dinheiro inteiro e a gente não vai se encontrar. Tá de sacanagem.
SPEAKER_04Fica tranquilo, meu amor. Porque daí minha questão também era pegar um Uber, porque daí, ó, tinha o falar pro meu pai que eu ia fazer esse absurdo, né? E se eu não falasse pra ele, não ia ter como ganhar uma carona dele, porque eu precisava estar bem por dentro do que ia acontecer pra ele dar uma carona. Sim. Então, assim, eu não queria de Uber, porque se a gente se deparasse com uma rua lagada, um trecho que não pudesse passar no meio do caminho, provavelmente, ou a gente ia parar ali, ou ele me devolver pra casa e acabou. Ele não ia tentar desbravar uma rua lagada, desviar muito e continuar correndo.
SPEAKER_01Mas seu pai faria.
SPEAKER_04Mas o meu pai faria, então eu precisava contar pra ele tudo o que tava acontecendo. E ele ficou apavorado. Ele falava coisas do tipo assim: tu fica esperta, porque cariocas são mais espertos do que a gente.
SPEAKER_01O pai dela hoje é o maior fã que eu tenho no Rio Grande do Sé.
SPEAKER_04Mas ele ficou muito desconfiado. Ele ficou, tá, mas ele veio aqui a trabalho e vocês vão se encontrar, é por isso que tem que ser hoje? Não, pai. Ele veio só pra me ver. Só pra me encontrar.
SPEAKER_01E ele ficava muito confuso. E as pessoas têm medo de ser emocionado, cara. Vai viver, vai encontrar, vai se apaixonar. É isso. Às vezes vai dar errado, mas às vezes vai dar muito certo. Muito certo. Eu tô acostumado com a oferta de restaurante de Rio de Janeiro e São Paulo. Naquela época era mais, obviamente, Rio de Janeiro.
SPEAKER_04Nossa, eu passei a semana nervosa com qual restaurante seria?
SPEAKER_01A gente não conseguia encontrar nenhum restaurante legal.
SPEAKER_04Eu perguntei pra uma amiga minha que saía bastante pra restaurante, eu não era muito de sair pra restaurantes bons em Porto Alegre. E aí perguntei pra ela, mandei pro Pedro as opções.
SPEAKER_01Mas realmente uma questão, tipo assim, existem restaurantes bons, saborosos em Porto Alegre. Mas restaurantes bons e bonitos em Porto Alegre era muito difícil. Ou era só, tipo assim, restaurante bom, bonito, de muita carne. Carne, muita carne. E eu não sou de comer carne, eu não como carne vermelha.
SPEAKER_04Do gênero de restaurante que tu gosta, que hoje em dia a gente gosta, não tinha muito.
SPEAKER_01A gente encontra em qual rua?
SPEAKER_04O nome da rua, tu quer saber?
SPEAKER_01Você lembra?
SPEAKER_04Não, não sei do nome do restaurante.
SPEAKER_01O nome também. Mas aquela rua famosinha. Enfim, é tipo.
SPEAKER_04Não, não era na Padre Chagas. Era numa.
SPEAKER_01Me lembra Dias Ferreira do Rio de Janeiro em Porto Alegre, que é uma rua cheia de restaurantes bonitinhos, de sorveteria, que coisas que foram abertas até um pouco mais tarde. A gente foi no Mesa.
SPEAKER_04Mesa. Eu nunca tinha ouvido falar antes.
SPEAKER_01Eu encontrei.
SPEAKER_04Mas eu também, eu tava saindo. Acho que é importante eu dar esse contexto. Eu tava saindo de um relacionamento em que a pessoa. Não é como se ela não tivesse grana pra ir em restaurante, mas ela se negava a gastar com isso.
SPEAKER_01Cara, daqui a pouco ele vai mandar uma ordem extrajudicial proibindo a gente comentar no céu.
SPEAKER_04Não, mas é realidade. Tô nem fazendo de valor. Se negava. Comia comida que tinha em casa, se era em restaurante, era o restaurante que os pais levavam, que os pais escolhiam. Eu tinha minha própria grana, mas eu era muito apegada ali no relacionamento, então eu queria ir com aquela companhia. Então eu não ia. Eu não ia fazer questão, acho que até de nem conhecer os bons restaurantes pra não ficar com vontade de ir, porque eu sabia que eu não ia ter com quem ir.
SPEAKER_01Se tem uma coisa que a Mariana valoriza muito, é comer bem. Mas muito.
SPEAKER_04É comida boa.
SPEAKER_01O prazer da vida dela é comer.
SPEAKER_04Cara, eu penso na próxima refeição no momento em que eu termino a primeira.
SPEAKER_01Sim, é impressionante.
SPEAKER_04E tem que ser bom sempre, tem que ser especial sempre.
SPEAKER_01E eu consigo passar horas e horas sem comer. Mariana, não. Ela vira um monstro.
SPEAKER_04Mas enfim, sim. Eu sempre tive essa coisa de gostar muito de comer bem, mas eu estava mal representada, não só na cidade, mas de companhia por um tempo. Fiquei solteira, inclusive, antes de eu ficar solteira, já era tópico de terapia. Como eu devia pegar e ir fazer essas coisas que eu quero fazer com outras pessoas ou até sozinha. Não tava fazendo. Não tava fazendo. Então precisou do Pedro chegar, descobrir um bom restaurante e dizer: é aqui que vai ser o nosso primeiro encontro.
SPEAKER_01Fomos no mesa, reserva o restaurante. Mariana já deveria saber ali, mas Mariana avisa que vai se atrasar. E aí eu peço pra mudar a reserva pra um pouco mais tarde, eles mudam, porque assim, quem tava indo o restaurante ali?
SPEAKER_04Ninguém. Pouca de pessoas. Tinha gente. Tinha, tinha gente, tinha gente.
SPEAKER_01Tinha gente.
SPEAKER_04Tava com um. Tipo assim, umas oito, dez pessoas e o restaurante é pequeno, então eu tava perto da lotação máxima, assim. Mas olha só, é bom a gente recapitular isso, porque eu nunca vendi uma coisa que eu não era. Eu não fui pontual no primeiro pra parecer que eu sou pontual.
SPEAKER_01Não, mas ali fazia parte do charme também.
SPEAKER_04Não, e outra.
SPEAKER_01A expectativa, ansiedade.
SPEAKER_04E também era justificável. Pô, tive que falar com meu pai antes de sair - enchente, justificativa. Nanã, sabe? Pô, meu pai me largou na porta do restaurante. Ele e a Júlia no carro, minha irmã.
SPEAKER_01Eu nem me lembro que a Júlia, eu não sabia que a Júlia tava. Sim, mas óbvio que ela tava. A Júlia foi junto. A Júlia sabia de tudo. A Júlia sabia de tudo. Desde o começo da conversa com o Pedro. Eu tinha certeza que eu ia sequestrar a Mariana.
SPEAKER_04Certeza. Tinha muita antecipação de que não podia ser boas intenções, com essa pressa toda pra vir me ver.
SPEAKER_01Eu mandei pra Mariana foto do meu passaporte.
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_01Sabe? Pra mostrar que eu era uma pessoa de verdade, assim, que eu existia. E eu até tentava racionalizar com a Mariana, tipo assim, cara, por que eu vou sair do Rio de Janeiro pra Porto Alegre pra, tipo assim, roubar os seus órgãos? Tem órgãos bons no Rio de Janeiro também.
SPEAKER_04Sei lá, vai que é mais difícil convencer alguém assim. Vai que tu pensa, ah, eu vou pegar uma tolinha de uma cidade menor.
SPEAKER_01Não, claro, eu não sei se eu tenho tal razão de estar assustada. Com total razão, não tira sua razão. Eu fico no restaurante esperando Mariana e eu me sento de costas pra porta. Foi um erro meu, mas eu deixei pra ela o sofá, óbvio. E aí, eu esperando, esperando, esperando nada, eu olho assim e aparece essa figura linda, mítica, toda de preto.
SPEAKER_04Vestida toda de preta, uma saia longa preta e uma manga comprida preta.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04Com leve decote, mas comportada.
SPEAKER_01Comportada.
SPEAKER_04De bota.
SPEAKER_01De bota, óbvio, de bota. Alta. Alta.
SPEAKER_04Aquela roupa me deixa alta. Sim. Me deixa com uma aparência longe linha.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04Eu gosto que eu não deixei nem tu me descrever. Eu me descrevi.
SPEAKER_01Foi.
SPEAKER_04Mas vai.
SPEAKER_01Eu dou um abraço nela. E abraço de amizade são duas mãos. Abraço de mais intenções eram. Porque hoje em dia não tem mais isso. Era uma mão só na cintura. Entendeu? Abraço, Mariana senta no sofá e a gente conversa. Conversa a conversar. O que eu mais lembro dela eram os movimentos, pareciam muito precisos. Muito. Eu me lembro de falar isso. E esse maxilar que parecia que ia cortar, sabe? Passava o guardanapo ali, cortava. Essas são as primeiras impressões que eu tenho. Mariana tava muito nervosa. Tava, mas eu não deixei de ser falante. Mas você mal comeu direito. Quase não come nada, não consegui. Restaurante super gostoso. E aí, quando a gente sai do nosso date, a gente.
SPEAKER_04Não, pra começar aqui, como teve o atraso e o restaurante fechava cedo, a gente ainda teve essa impressão de que o tempo foi muito curto, que passou muito rápido o nosso date. Quando a gente viu, a gente não tinha mais por que como conversar, porque o restaurante ia fechar. Tipo assim, do garçom vinha e falar, fechem a conta que vai fechar o restaurante, basicamente, sabe?
SPEAKER_01O papo tava tão legal que a gente.
SPEAKER_04E tava muito bom. E aí eu falei, tá, vou no banheiro. Enquanto eu vou no banheiro, mando mensagem pra minha amiga: onde a gente pode ir no after? Algum barzinho, alguma coisa que fique aberto mais umas duas, três horinhas, sabe? Pra gente poder continuar conversando, porque eu tava longe de casa, não levaria ele pra casa de qualquer jeito. Eu não queria ir pro hotel, porque eu tava com medo de ser sequestrado, de ter meus órgãos roubados, de tráfico humano, de enfim.
SPEAKER_00Mas eu tava perto do hotel.
SPEAKER_04O restaurante era perto do hotel.
SPEAKER_01Sim. E a gente sai.
SPEAKER_04Essa minha amiga não consegue me indicar nada, até porque quase nada tava aberto, ou com planos de continuar aberto por muito tempo.
SPEAKER_01Enquanto fecha a grade, a gente escuta os seguranços do restaurante, sei lá, de funcionar. Ah, não, porque lá já lagoa. Ah, lá já não dá pra ir. Ah, não sei o quê. E a Mariana pergunta do bairro dela e alguém fala, e tá difícil.
SPEAKER_04É, Saranji já. Alguém falou assim.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_04E aí eu fico, gente, como assim? Eu não vou poder voltar pra casa?
SPEAKER_01Eu viro pra Mariana e falo: vamos para a recepção do hotel.
SPEAKER_04Tem um bar dentro do hotel.
SPEAKER_01A gente, você pede o Uber de lá, você entende, a gente dá um jeito.
SPEAKER_04Fala com teu pai, alguma coisa assim.
SPEAKER_01E aí, vamos. E chega na recepção, a gente conversa um pouco. Papo vai, papo vem. Ah, tá bom, vamos subir então. E a gente sobe pro nosso quarto do hotel.
SPEAKER_04Pra mim, muito um debate que tava acontecendo interno era, ok, eu tava com muito medo disso, mas ao mesmo tempo. Eu tava muito feliz, eu tava gostando da conversa que a gente tava tendo. Eu tava gostando da tua companhia e tudo mais. Mas também tinha pra mim a coisa do, pô, meu pai já sabe de todas as nuances desse primeiro encontro. Eu não voltar pra casa vai parecer muito imprudente da minha parte. Não que ele fosse me reprimir de alguma forma.
SPEAKER_01Mas você sabia de alguns dentes.
SPEAKER_04Exatamente, era a primeira vez que ele sabia de algum date. Não que ele fosse me reprimir, mas que eu não queria que ele se preocupasse. Então eu ainda pego e falo pra ele que eu vou pro apartamento da minha mãe.
SPEAKER_01Que era mais perto do restaurante, os pais da Mariana estavam divorciados na série.
SPEAKER_04É, eles estavam morando separados e o apartamento dela era próximo da onde a gente tava.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_04Daí eu, pra deixar ele mais tranquilo, falei que eu ia dormir lá. E eu nem me lembro o que eu falei pra ela se eu ia dormir em casa. Eu acho que pra sua mãe você falou que era no hotel. É. É, não. Eu falei pra algumas pessoas, eu falei pra Dani, pra minha amiga.
SPEAKER_01Claro, pela sua própria segurança.
SPEAKER_04Cara, a gente não começou do começo. Que quem me coagiu a te responder foi a Dani, né?
SPEAKER_02É verdade.
SPEAKER_04Mas, enfim, aí essa amiga que basicamente me coagiu, que eu terminei um trecho lá falando que eu fui coagida, fui coagida pela Dani, minha amiga. Então, assim, ela fazia parte também de toda a conversa. Então, eu falei pra ela o quarto do hotel, eu falei tudo. Pra, tipo assim, se precisasse chamar a polícia.
SPEAKER_01E a Dani é advogada, então.
SPEAKER_04A Dani advogada, exato. Compartilhei minha localização com a Júlia, com a Dani. Claro. Com a minha mãe. Eu tava apavorada, mas eu tava fazendo algo a respeito, entendeu? De zelar pela minha segurança.
SPEAKER_01A gente sobe pro quarto de hotel. Mariana recebe o primeiro buquê de flores de um possível namorado, de um eventual namorado.
SPEAKER_04Eu nunca tinha ganhado flores.
SPEAKER_01Só da sua mãe, só da sua família.
SPEAKER_04É, só assim, de mãe, de família, de apresentação de dança quando eu era criança.
SPEAKER_01Eu tinha ido no Zafari comprar um buquê. Por quê, né? Porra, romântico. Dou o buquê pra ela. Eu comprei presente para as duas cachorras dela, na Daysso. E esses presentes.
SPEAKER_04Viajaram, né?
SPEAKER_01É. E um presente existe até hoje, que é a corda, uma corda nojenta.
SPEAKER_04Corda verde dela.
SPEAKER_01E é isso. E aí, no quarto, damos o nosso primeiro beijo.
SPEAKER_04Sim. E eu acho que foi tipo assim, a gente ainda entrou, tu me deu o buquê de flores, deu os brinquedos das cachorras. Eu mandando tudo, mensagem pra minha irmã, mostrando, botou pra tocar a Sabrina Carpa pra entrar na TV.
SPEAKER_01Eu tava com muito medo dela achar que eu estava sendo ridículo. Porque eu consigo imaginar garotas do Rio de Janeiro que, querendo ou não, tem uma vibe um pouco mais. Tem que parecer mais low effort, sabe? Tem que não parecer emocionado, tem que parecer casual. Tava com medo da Mariana ser assim também. Não conhecia realmente ela. Eu tava com muito medo de parecer ridículo. Não.
SPEAKER_04Não, eu tava achando o máximo. Inclusive, daí eu fui no banheiro e eu vi que tinha escova de dente pra nós dois.
SPEAKER_01Banheiro, esse que a porta era de correr. Ela não era.
SPEAKER_04Sim, era uma porta de correr com uma fenda gigantesca, não trancava, não nada, não isolava nada.
SPEAKER_01Eu durmo, Mariana não dorme.
SPEAKER_04Eu passei a noite inteira, acordada, nervosa, e me questionando o que eu estava fazendo.
SPEAKER_01Estava construindo o seu futuro.
SPEAKER_04E outra, a gente bebeu muito.
SPEAKER_01A gente bebeu legal.
SPEAKER_04A gente bebeu legal. Até hoje eu não acredito que eu bebi tanto, estando tão assustada com a minha própria segurança. Porque foi assim: daí a gente chegou nesse quarto, tinha um sofá, e a gente ficou sentado conversando nesse sofá e ouvindo música por muito tempo.
SPEAKER_01Muitas horas. E eu tinha uma garrafa de vinho.
SPEAKER_04É, ele ainda tinha vinho. Tinha um záfro do lado do hotel, cara. Ele tinha vinho, ele tinha escova de dente. Ele tinha.
SPEAKER_01E a escova de dente não era qualquer escova de dente.
SPEAKER_04Não. Era melhor que qualquer escova de dente que a gente tinha usado na minha casa. Curaprox.
SPEAKER_01Cara, eu passei dois anos pra Mariana falando, mulher bonita usa Curaprox. E ela finalmente passou pra Cura Prox.
SPEAKER_04Só agora que a gente veio morar aqui. Sim. Porque agora eu tenho que comprar minha própria escova de dente.
SPEAKER_01Aí a gente comprou, né, a Curaprox em casal.
SPEAKER_04Mas enfim, é isso. Passa a noite em Claro me questionando o que estou fazendo lá.
SPEAKER_01Porto Alegre começa a inundar ao nosso redor, mas o hotel que a gente estava era realmente numa região alta e a nossa região da cidade não foi afetada.
SPEAKER_04Na minha casa também não.
SPEAKER_01Também não.
SPEAKER_04Isso era uma outra preocupação muito.
SPEAKER_01Muito grande.
SPEAKER_04De não estar com eles no momento em que o pior acontecesse. E até de eu estar segura, e eles não, a possibilidade disso, mas ficou tudo bem lá.
SPEAKER_01Porque a água na sua casa foi cortada, né? Teve alguma coisa assim. Eu ofereci do pai dela e da irmã dela irem para o hotel tomar banho, usar, porque o hotel chegou a contratar caminhão pipa.
SPEAKER_04Caminhão Pipa pra manter a água.
SPEAKER_01No início, porque depois a gente teve que fazer o racionamento ali também. Foi um grande trauma bonding que eu e Mariana sofremos ali. Porque a gente foi posto numa situação horrorosa que Porto Alegre estava passando pela talvez a pior situação que já passou na história. Ao mesmo tempo em que eu e Mariana estavam se apaixonando juntos. E foi muito estranho o contraste de ter noção andava ao nosso redor. Só que esse horror não chegasse até a gente pelo lugar que a gente estava.
SPEAKER_04E eu com essa coisa de não estar com a família enquanto tudo isso acontece e estar com uma pessoa que eu não conheço, como é que isso ia ficar na visão deles. Mas ao mesmo tempo, eu ficava muito assim: pô, o cara veio até aqui pra isso. E agora ele tá preso aqui. Não é nem como se ele tivesse a opção de ir embora e tava ficando aqui nessa coisa horrorosa. Não, tipo, ele ficou preso e ele veio só por minha causa. Então, me parecia muito justo.
SPEAKER_01De dois lados pra você.
SPEAKER_04É, me parecia muito justo ficar contigo. Só que ao mesmo tempo me parecia irracional quando eu pensava como se eu fosse a minha família. Caralho, por que ela tá lá e não tá em casa com a gente?
SPEAKER_01Mas eu também consigo ver sua família, tipo assim, seu pai. Entendendo, tipo assim, bah, o menino veio do Rio de Janeiro pra ela.
SPEAKER_04É, mas não existia simpatia pelo menino.
SPEAKER_01A gente saiu ao nosso redor ali em restaurantes que continuavam abertos. E esses restaurantes até agradeceram a nossa presença, porque pra eles era importante continuar entrando o dinheiro em caixa. Eles tinham um produto que iam esperar.
SPEAKER_04Um detalhe importante: a minha irmã. Beijo, Júlia. Liguei pra ela de vídeo e ela montou uma malinha pra mim de dois dias ali de roupas e maquiagem. Porque não tinha nada, né? Eu fui ali com a roupa do corpo, celular.
SPEAKER_01Nosso primeiro encontro eu já vi a Mariana tendo que lavar a calcinha no banheiro e pendurar.
SPEAKER_03Acender na janela do hotel. Pra secar no sol.
SPEAKER_01Mas naquele momento eu sabia que essa mulher era pra minha vida, assim, eu tinha certeza, porque olha o que a gente tá vivendo juntos, cara. Era, enfim, no último dia a caba de área do hotel, mas não tinha voo saindo de Porto Alegre ainda, e ficou sem.
SPEAKER_04Não, não era só voo, tá. Não tinha ônibus, não tinha nada. As estradas estavam bloqueadas, as saídas e entradas da cidade estavam bloqueadas.
SPEAKER_01A rodoviária estava debaixo d'água.
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_01E aí eu consigo transferir o meu voo de Porto Alegre pra Florianópolis pra um dia depois do que, teoricamente, eu ia voltar. Mas estava sem hotel. Então eu. A mãe da Mariana cede o apartamento dela pra gente. Ela não estava em Porto Alegre naquele momento ainda bem também. A gente fica no apartamento dela. Eu acordo na madrugada do dia seguinte. Consigo, com muita dificuldade, um Uber pra Gravataí, que é uma cidade próxima de Porto Alegre, porque os ônibus estavam saindo de Gravataí para Florianópolis. Então eu pego seis, sete horas de estrada num ônibus executivo sofrendo ali, um ônibus. Ele tava caindo as pedaças, aquele óleo. Com uma senhora do meu lado, freira, que queria muito conversar comigo.
SPEAKER_02Ai, meu Deus.
SPEAKER_01E eu só queria ouvir as músicas novas que o Kendrick Lamar tinha lançado, falando mal do Drake. Chego em Florianópolis, há tempo, vou pro aeroporto, vou de volta pro Rio de Jane e dá tudo certo.
SPEAKER_04Não, tem um detalhe que tu não contou. No momento em que tu descobre que. No momento em que tu tá ligando pra Smiles, é o quê?
SPEAKER_01A gente sabia que o nosso relacionamento podia ter chance, podia ter chance de funcionar bem, que a Mariana já tinha uma viagem pro Rio de Janeiro programada com a faculdade. Mariana não era muito de viajar naquela época.
SPEAKER_04Então a gente tava meio assim, como é que isso ia funcionar, né?
SPEAKER_01E já tem data pra ela ir pro Rio. Então, assim, ok, tem um segundo encontro. Com certeza. No momento em que eu descubro que o meu voo foi cancelado.
SPEAKER_04É não, no momento que o Pedro tá ali ligando pra entender como fazer pra transferir pra Florianópolis, ele sai do quarto de hotel pra falar no telefone. Eu fico no quarto de hotel, entro no meu e-mail da faculdade, e a faculdade informa que, obviamente, a viagem pro Rio de Janeiro havia sido cancelada. Quando o Pedro retorna pro quarto e eu tenho que dar essa notícia pra ele, ele começa a chorar.
SPEAKER_01Não assim, copiosamente, mas.
SPEAKER_04Sim, tipo, tava escorrendo lágrimas.
SPEAKER_01É. Que eu fiquei, meu Deus, quando é que eu vou ver essa mulher de novo? A gente vai pra casa da mãe dela.
SPEAKER_04Mas ali eu também já fiquei bem apaixonadinha que tinha chorado por causa disso. Por não me ver de novo.
SPEAKER_01A gente vai pra casa da tua mãe, eu. Na hora de me despedir de você, a gente também chora.
SPEAKER_04Também, os dois choram.
SPEAKER_01É. Mariana, acordando assim, grog, ela conseguiu dormir depois de alguns dias. Vou pra Florianópolis e aí a gente pensa, quando é que a gente vai se ver de novo? Isso fica pro próximo episódio? Fica, né?
SPEAKER_04Quanto tempo a gente falou disso, eu nem sei.
SPEAKER_01A gente falou muito, esse episódio tá sendo muito maior do que o outro.
SPEAKER_04Então é isso. Fica assim.
SPEAKER_01Próximo episódio. Como é que eu e Mariana nos encontramos novamente? Não perca. Mariana, qual o nosso saldo da semana? O que a gente fez, o que a gente comprou, ficamos de olho. E o que recomendamos?
SPEAKER_04Eu comprei pra gente. Porque eu tive uma parte muito grande em acabar com esse produto.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_04Um segundo vinyl Perfect, que é um sérum da Codalie, que a gente ganhou. A gente ama essa marca. E o sérum fez muito bem pra gente. É um sérum anti-manchas.
SPEAKER_01Eu parei de usar e eu comecei a ter umas espinhas que eu não tinha muito tempo.
SPEAKER_04Eu também tô com uma espinha aqui. Não tinha relacionado a isso, mas faz sentido. E aí comprei, vai chegar em oito dias úteis. Consegui uma promoção lá de primeira compra no site.
SPEAKER_01Qual é o código da primeira compra?
SPEAKER_04Não sei, é por pessoa.
SPEAKER_01Então tá bom.
SPEAKER_04Eles mandam por SMS. Mas enfim. E vou sair daqui desse podcast e ir comprar um vestido da Tig muito lindo. Que eu pretendo ser um vestido. Eu pretendo que seja um vestido que eu vou usar no evento que tem semana que vem. No 15 anos da minha prima. E meu vestido de formatura. Porque eu não sou boba nem nada.
SPEAKER_01É um vestido com valor elevado.
SPEAKER_04Se eu vou comprar um vestido bom de festa, eu vou usar ele três vezes seguidas em questão de quatro meses.
SPEAKER_01Corretíssimo. Se é um vestido de valor elevado, ele tem que ser utilizado muitas vezes para baratear. Eu comprei o Blazer da Monté, modelo CAI, KAI, se eu não tô enganado, marrom, lindo. O Blazer foi 44, o tamanho foi 44. Eu estava na dúvida se ia servir ou não, mas eu acho que ele serviu super bem. Agora eu estou atrás da calça, porque a calça no meu tamanho, que é 44, 42, está fora de estoque.
SPEAKER_04Eu acho que é muito on-brand pra ti ter um terno que não seja tão convencional. Com certeza. Que vista muito bem. E tu não tinha isso ainda, né?
SPEAKER_01Eu tenho um terno muito bom da Oriba de linho, mas a Oriba faz parte, tem uma modelagem mais clássica. Bondepar, não. Eu tô muito apaixonado pelas peças da Bondepart, são muito bem construídas, com material muito bom. O terno, ele é de lã fria e o forro dele é de acetato. Perfeito. Melhor que isso, só, sei lá, se o forro fosse de seda ou de algodão, não sei se existe forro pra terno de algodão.
SPEAKER_04Praterno, eu não sei também.
SPEAKER_01É, enfim. Lindo, daqui a pouco eu compro de outras peças.
SPEAKER_04Eu fiquei de olho em outra bota, mas o Pedro me convenceu de não comprar outra bota.
SPEAKER_01A bota que ela queria comprar é da Vicenza, Vicenza, whatever. Mesmo valor que um vestido da Montéparque ficou lindo nela e que toda a audiência ficou apaixonada pelo vestido dela. Que ela não comprou.
SPEAKER_04Mas que a gente nem sabe ainda se ainda tá disponível na loja.
SPEAKER_01Em vez de mais uma bota, você tem tantas botas, compra um vestido que você não tem nenhum outro parecido, meu amorzinho.
SPEAKER_04Não, tu tem razão. Ele me convenceu quando ele falou isso. E eu gosto de ter alguém que vai opinar ao invés de só me dizer não, não compra, não sei o quê.
SPEAKER_01Voltou a bateção. Acabou o horário de almoço. Acabou o horário do almoço. E eu comprei um iPhone, um. Custou R$500 no eBay, ele não tá mais aqui. Mas enfim, tudo bem. Eu lancei um vídeo sobre isso. Se vocês não viram, vão no meu perfil assistir. Dica Cultural pra essa semana, quem é aqui de São Paulo, tá rolando o SP Art no pavilhão da Bienal.
SPEAKER_04SP Art é só lá?
SPEAKER_01É no Parque Birapuera, de 8 a 12 de abril. A gente foi ontem no Preview. Tá muito legal.
SPEAKER_04Tá lindo.
SPEAKER_01Tem umas artes lindas.
SPEAKER_04Tá incrível.
SPEAKER_01E eu e Mariana, não negamos pra ninguém, nossa condição financeira tem melhorado nos últimos anos. E nós dois somos apaixonados por arte. Eu e Mariana nos perguntamos: será que a gente já consegue comprar uma arte agora? Com o dinheiro que a gente tem hoje? Eu falei, cara, talvez.
SPEAKER_04Aí a gente perguntou o valor de duas diferentes que nos interessou.
SPEAKER_01Que era lindíssima. Mas assim, muito linda mesmo. Perguntei o valor: 1 milhão e 200. E aí eu falei, é, não tá pra gente ainda, não.
SPEAKER_04E quem falou ainda?
SPEAKER_01É. Quem falou o valor, inclusive, nos segue, eu não me lembro o nome dele, eu acho que era Felipe.
SPEAKER_04Eu acho que era Felipe.
SPEAKER_01É, mas enfim, e achei engraçado. E depois a gente achou uma arte. Todo o trabalho, eu conheci ele ontem, do Gustavo Diógenes, muito legal. Lindo, lindo. Cearense. E ele pinta cenas do cotidiano interior, cearense, de uma maneira linda. Eu senti uma vibe quase. Talvez seja porque você é o meu artista favorito, mas do Hopper, que pinta esse cotidiano de uma maneira quase melancólica. Eu achei muito lindo. E a gente viu um outro quadro, estava a 62 mil. Não tá pra gente ainda, mas eventualmente chegaremos lá, com certeza. Chegaremos.
SPEAKER_04Eu quero muito poder fazer isso.
SPEAKER_01Muito comprar arte. SP Arte do ano que vem estaremos comprando uma arte juntos lá. Tenho fé. Fiquei sabendo aqui, nosso roteirista Michel. Beijo, Michel. Botou aqui um quadro da Tarcila do Amaral. Um quadro da Tarsila do Amaral estará à venda por quase 20 milhões de reais lá. Então aqui a gente viu de um milhão.
SPEAKER_04Ela tá em conta, hein?
SPEAKER_01Temos mais algo a acrescentar?
SPEAKER_04Eu acho que não. Recomendações da semana de lugar pra comer. No máximo que o Akira me lembrou, o Lepam.
SPEAKER_01Lepam. O Akira, nosso amigo que estava aqui, ele é apaixonado pela padaria Le Pam.
SPEAKER_04Folheados gostos.
SPEAKER_01Mas já falando em padarias, tem uma padaria que a gente ama também. Tem muita porque a gente não vai. A gente podia tentar ir, né? Esses dias. Que é Mirá.
SPEAKER_05Em pinheiros.
SPEAKER_01Ela tem um coração muito bom. É uma mistura de padaria clássica com uma padaria, com uma pegada japonesa. Tem um egg sandwich. Nossa, absurdo. E é do lado.
SPEAKER_04Os salgados que eu gostava de comer lá, eles pararam de fazer. Sim. Era um com mostarda. Bacon e um folhado, que só a estética deles já era impecável.
SPEAKER_01Esse ano a gente não foi ainda. Vamos mirar de semana antes da feira do Benedito Calixto. É do lado da loja Liné. Liné, fabricante desse sofá daqui. Do nosso. Do nosso sofá, do apartamento 32.
SPEAKER_0432.
SPEAKER_01É isso, né?
SPEAKER_04Eu acho que é isso.
SPEAKER_01E agora eu tenho um textinho pro final, que a gente pode.
SPEAKER_04Vamos lá, vamos ler. Em algum momento vai naturalizar. Por enquanto, vamos ler.
SPEAKER_01Bom, é isso pelo episódio de hoje. Se você chegou até aqui, a gente já te considera parte da nossa casa. Do apartamento 32. Pode dar até uma cópia da chave. Não pode? Não pode, então tá bom. Se você tá ouvindo no Spotify ou no Apple Podcast ou em qualquer outra plataforma de áudio que estamos, siga o apartamento 32 e dá uma nota boa pra gente, porque ajuda outras pessoas a conhecerem.
SPEAKER_04Encontrarem a gente nessas plataformas.
SPEAKER_01Por favor.
SPEAKER_04E se está assistindo no YouTube, se inscreva, ative o sininho. Deixe um comentário contando o que você achou. A gente lê tudo sempre, a gente responde, a gente interage.
SPEAKER_01A gente passa o dia inteiro lendo comentário, a gente responde, a gente interage. E se você chegou até aqui, principalmente, avisa que você chegou, porque esse episódio está maior do que o antigo. Mas vocês pediram pra ser maior. Qualquer coisa, siga a gente no Instagram. Tem o meu, PGMZR, tem o da Mari, maraviloso, e tem um do apartamento 32, arroba apartamento.3.2. Eu já mandei uma oferta pra tentar comprar o apartamento 32 básico, mas a pessoa não me respondeu. Manda pergunta, manda pauta, manda notícia.
SPEAKER_04É isso nos nossos Instagrams o conteúdo. É na mesma vibe, mas tem mais agregado nos acompanhar por lá também.
SPEAKER_01Com certeza. A porta tá sempre aberta e até sexta que vem, no mesmo horário, no mesmo local.
SPEAKER_04Apartamento 32.
SPEAKER_01É isso. Obrigado, gente. Um beijo. Um beijo.