Apartamento 32
cultura, nosso relacionamento e a semana que passou.
@pgmiziara e @_mari.veloso no nosso sofá de casa
Apartamento 32
Até onde vai a cultura de fãs? Coachella, The Pitt e Chateau Francês // APARTAMENTO 32
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Pedro Gabriel Miziara e Mariana Veloso abrem as portas do Apartamento 32.
No segundo episódio: respondendo perguntas de vocês, Sabrina Carpenter transformando o Coachella em Sabrinawood enquanto Justin Bieber faz karaokê no palco, o final polêmico de The Pitt e a fúria do fandom contra o elenco, hotéis de luxo se passando por habitação social em SP, o château francês recriado no Rio Grande do Sul, a volta da Osklen na Rio Fashion Week, a pior nota da história de Euphoria e mais.
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📍 Pedro: @pgmiziara
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Olá, meus queridos. Eu sou Pedro Gabriel Mziara. E eu sou a Mari Veloso e sejam muito bem-vindos ao Apartamento 32, podcast semanal em que eu e Mari falamos de aleatoriedade da semana que tem a ver com o nosso mundo, seja arquitetura, cinema, moda, música, fofoca. Obviamente, também falamos muito do nosso relacionamento, respondemos perguntas e o que der na telha. Nesse episódio a gente tem Cochella, The Peach, Habitação Social, Chá.
SPEAKER_02Um château francês.
SPEAKER_04Um château francês, tá?
SPEAKER_02E várias outras coisas.
SPEAKER_04Muito mais. Vem com a gente. Mariana, como é que foi essa sua última semana?
SPEAKER_02Foi uma semana interessante. A gente finalmente gravou a publicidade que eu não podia falar sobre semana passada.
SPEAKER_04Gravou e postou, né?
SPEAKER_02Mil, mil postamos. Eu fiquei muito feliz com a repercussão, fiquei muito feliz com quem foi lá e comentou, porque identificou que era dessa pública que estávamos falando no episódio passado.
SPEAKER_04Isso foi bem legal.
SPEAKER_02Foi bem legal.
SPEAKER_04Acho que foi a primeira vez que a gente viu saindo do podcast.
SPEAKER_02Exato. A gente teve uma prova em outra rede que tá se criando uma comunidade dos ouvintes e assistintes no podcast.
SPEAKER_04Bem bom.
SPEAKER_02Tá sendo ótimo.
SPEAKER_04E se você tá só ouvindo, temos em vídeo no YouTube e no Spotify.
SPEAKER_02É isso.
SPEAKER_04O que mais?
SPEAKER_02Ah, é, né? Eu tava falando da semana. Então, foi uma semana em que eu tentei ser muito mais produtiva com o meu TCC. Deu certo? Então, mais ou menos.
SPEAKER_00Show.
SPEAKER_02Foi muito mais eu sentar a horas e não necessariamente definindo coisas.
SPEAKER_00Uham.
SPEAKER_02Sabe? Por isso que só porque eu dediquei mais horas não deu tão certo. Final de semana, antes de orientar. Tive um dia inteiro meio assim, tentando produzir coisa pro TCC, não tava conseguindo, mas de repente fui e tive uma ótima ideia. E aí mostrei pra minha orientadora. Achei que durante essa semana eu ia arrasar fazendo tudo de resolver o que ela me sugeriu na segunda-feira. Quase não saí do lugar. Foi bem desapontante. Mas semana tivemos um evento de uma revista.
SPEAKER_04Ontem estivemos no baile da Esquire. Esquire é uma revista mega tradicional, mas do mundo masculino. Chegou no Brasil há um ano, tá tendo umas pautas bem legais. Ontem o evento foi muito maneiro.
SPEAKER_02Foi super legal. Foi num casarão em Indianópolis.
SPEAKER_04Isso, numa casa ali em Indianópolis, eu acho que o nome é Casa Higienópolis, se eu não me engano. Encontramos pessoas conhecidas, foi bem bom. Conversamos com Manusit, nossa amiga. Falei pra ela o quão feliz a gente ficou de vê-la com a Ná esse final de semana. Foi muito bom.
SPEAKER_02Sim, foi muito bom. É bom, às vezes, a gente sair do virtual, né? Encontrar pessoalmente colegas de profissão.
SPEAKER_04Exato.
SPEAKER_02Parece que outra coisa, assim, de só acompanhar virtualmente é bem legal poder ter isso na vida real.
SPEAKER_04Bom, a minha semana, como eu adiantei semana passada, eu estava ansioso para um evento da Apple. Esse evento aconteceu. Aconteceram dois eventos, na verdade. O de quinta passada foi para apresentar aos brasileiros o iPhone 17E, o iPad Air, o MacBook New, que, eu já falei, é o MacBook perfeito pra 95% da população. Mas eu tô escrevendo um vídeo sobre isso. E os displays novos da Apple. O Studio Display e o Studio Display XDR, que é a versão profissional. Os meus amigos da Apple já tinham me adiantado que eu receberia um Studio Display. E eu tava super animado pra isso. Só que na sexta-feira chegou aqui em casa o Studio Display XDR, que é a versão Bam Bam Bam. É a versão incrível. E minha sexta-feira foi muito feliz fazendo, arrumando o quarto para encaixar meu Studio Display. Sim. E é a tela mais linda que eu já vi na minha vida.
SPEAKER_02E no dia seguinte, a gente teve um programa que o Pedro tava se segurando há semanas pra acontecer. Que foi a Idaho JK, exclusivamente.
SPEAKER_04Verdade, amor.
SPEAKER_02Pra ir na Mão da Par. O Pedro tem essa obsessão com a gente entrar juntos no provador e, tipo, fazer compras juntos, sabe?
SPEAKER_04Ótimo, cara.
SPEAKER_02É realmente muito bom, não é aquela coisa. Ai, o homem tem que ficar do lado de fora, eu tenho que sair pra mostrar a roupa pro Pedro. E também a gente tá juntos, os dois, nessa cabeça de compro ou não compro, vou usar ou não vou usar. É realmente muito bom. Eu fiquei feliz que tu me esperou, porque tu tava querendo ir há um tempo. Eu não tava necessariamente planejando comprar coisas, né?
SPEAKER_04Pra quem não tava planejando.
SPEAKER_02Mas, quem tá na chuva é pra se molhar. É isso. Eu fui e eu precisei viver esse momento. Você se morreu. Realmente é muito mais especial fazer compras com o meu amorzinho.
SPEAKER_04É muito melhor. É muito melhor. Ainda bem que eu esperei. Bom, semana passada, vocês sugeriram da gente ler comentários de vocês aqui e responder. Então, isso foi feito. Michel, nosso querido roteirista. Beijo, Michel. Beijo. Selecionou alguns comentários do YouTube e do nosso Instagram também. Nos próximos episódios vai ter Spotify junto. Comentem. Vamos começar com da 0331 Vicky. Gostaria de votar em Mari Veloso e o namorado atual dela para o próximo love story.
SPEAKER_01Namorado atual.
SPEAKER_04Sabe quem é essa? Vic, né? É a Vitória Baixos, a desgraçada da minha melhor amiga. Comentando namorado atual. Porra. A Laura Pontes falou: Queremos um love story de Joe Larry. Que tiveram. Você sabe quem é o casal? Joe Larry.
SPEAKER_02Já tô achando que eu não sei, mas eu sempre escutei como o Jo Larry.
SPEAKER_04Então.
SPEAKER_02Brasileiro, né?
SPEAKER_04É, eu estava lendo como Joe Larry desde que a Laura comentou isso semana passada.
SPEAKER_01Tu não sabia o que era Jo Lary?
SPEAKER_04E eu tava. Joe Larry, Joe Larry. E aí eu vi que o Michel selecionou esse comentário, fui pesquisar. Quem diabos é Joe Larry. Porque eu fiz uma leitura dinâmica.
SPEAKER_01Guilherme Larissa Manuela.
SPEAKER_04Eu fiz uma leitura dinâmica de Angelina de Oli Brad Pitt, eu tava assumindo que Joe Larry era Angelina de Oli Brad Pitt por algum motivo.
SPEAKER_02Cara, quando eu li esse comentário no YouTube, eu dei risada. Só que eu não cheguei a falar com o Pedro sobre isso.
SPEAKER_04Bom, aparentemente vocês querem o love story de João Guilherme e Larissa Manoela. Incrível. Bom, e aí eu aprendi o nome do caso. É um caso mais inexistente. A Larissa tá casada.
SPEAKER_02Mas foi icônico na época que aconteceu.
SPEAKER_04Eu não conhecia os dois naquela época.
SPEAKER_02É da época que eles fizeram novelas no SBT.
SPEAKER_04Eu não via, né?
SPEAKER_02Eles eram bebês. Tô sabendo. Adolescentes, pré-adolescentes, basicamente.
SPEAKER_04Tô sabendo. Bom pra eles.
SPEAKER_02A Hanna. Hanna é o. Hanna e o Agha. Pode ser assim? Pra mim, seria incrível se fosse um love story do Kurt Cobain e Kirtney Love.
SPEAKER_04Concordo. Seria um ótimo love story. Seria. Seria bom.
SPEAKER_02Faria barulho.
SPEAKER_04Sim. Lê o próximo.
SPEAKER_02Ana. Ah, eu posso ler na TV, é verdade. Ana Poeme, da Rocha, 28. Eu tô bem ansiosa pra ver a opinião de você sobre o show do Justin no Coachella.
SPEAKER_04Então não perca, porque daqui a pouco a gente fala sobre isso. No Instagram, a Gesciane Pinheiro comentou: às vezes te confundo com café com teu pai. Bom, eu lancei um vídeo essa semana muito sobre isso também. Xinguei uma pessoa essa semana também no meu vídeo de toalha. Alguém falou, nossa, você não é aquele cara red pill, não, né? Eu xinguei. Eu, hein? Eu não gosto desse comentário. Desculpa, mas não gosto. Não, eu imagino.
SPEAKER_00Eu não vou fazer com ele. Não.
SPEAKER_04E mesmo quando fazem na brincadeira. Mas depois a gente vai falar também do meu vídeo Café com seu Padrasto. A arroba Mamonter também falou: tô muito solteira pra assistir esse episódio. Vou passar.
SPEAKER_02Esse eu tenho que te informar, mas todo episódio vai ter seu momentinho romântico e amoroso.
SPEAKER_04Exato, eu acho que esse podcast pode ser um incentivo pras pessoas encontrarem o amorzinho.
SPEAKER_02E não terem medo de expressar seu amorzinho, pelo seu amorzinho. É isso.
SPEAKER_04E o Michel pontou muito bem pra gente comentar por que estamos sempre usando calça em casa. Quer começar, Mariana?
SPEAKER_02Eu acho que dá pra gente chamar mais de tipo calça jeans, roupa que as pessoas consideram roupa de não estar em casa. Isso não é nem legging nem moletom. É calça jeans, calça de afaiataria. Usamos essas calças em casa.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_02Eu acho que tem vários motivos. O primeiro, obviamente, é nós trabalhamos gravando o que a gente faz no nosso dia a dia.
SPEAKER_00O tempo inteiro.
SPEAKER_02O tempo inteiro. Então, é muito mais inteligente acordar e já se vestir de uma forma que vai servir para o momento em que esse vídeo for ser gravado. A gente faz várias outras coisas ao longo do dia. Então, no momento em que encaixa, ah, parei de escrever um roteiro, eu parei de fazer TCC, já tô pronta pra começar a gravar um vídeo, entendeu? Então tem esse lado. E aí eu também acho que vem uma coisa da estranheza das pessoas, que é de não entender que nós basicamente trabalhamos de home office.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_02E aí eu deixo uma pergunta aí pras outras pessoas que têm trabalhos talvez mais convencionais do que a gente, mas que também são home office. Vocês trabalham de pijama todos os dias, ou de moletom todos os dias, porque eu uso moletom num dia em que eu joguei pro universo a minha produtividade. Sabe? Se eu tô de moletom, se eu tô de pijama por um dia inteiro, significa que eu não tenho nada pra fazer naquele dia, ou que eu até tenho algo pra fazer, mas eu não vou fazer nada.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_02Então é isso. Eu acho que a roupa de sair pra ficar em casa é porque nós estamos trabalhando, a gente tem que ser produtivo. Então, vem muito dessa mentalidade de acordar e se arrumar pro trabalho. Mesmo que o trabalho seja ficando em casa.
SPEAKER_04E vira e mexe também, um aparece no vídeo do outro, tem que estar sempre pronto pra isso. E a gente não é um casal que gosta de ficar desleixado um na frente do outro. É, esse é um outro ponto que eu tô fazendo. Nossos pijamas do Brasil. É, nossos pijamas são bonitinhos, eu tenho samba canções bonitas, eu durmo com camisetas básicas de algodão peruano. A Mariana também tem uns pijaminhos, uma graça. A gente não é um casal que gosta de ficar desleixado na frente do outro.
SPEAKER_02Nem mesmo a nossa roupa de fazer trabalhos de casa, assim, de pintar. É o que a gente tá sempre falando. Exatamente. Porque até isso a gente grava, então, assim, roupa rasgada, furada, sabe, com alguma mancha, que não seja, manchas de tinta, porque hoje eu tenho uma camiseta. Tem inclusive uma palma da mão do Pedro, assim, na minha blusa, que é tipo assim, tá, ela é uma camiseta suja de tinta, mas até essa é de forma artística, é uma camiseta novinha, bonitinha, que virou de pintura. Foi. Então, é, gostamos de nos vestir bem, por esporte. Não é um trabalho a mais pra mim, estar bem vestida. É um prazer.
SPEAKER_04É um prazer, mas o que me impressiona é o incômodo que algumas pessoas têm. Tem gente que comenta revoltado.
SPEAKER_02Sim, que manda DM, né? Não, não consigo. É quase pessoal.
SPEAKER_04Mas o meu vídeo lavando o toalho, teve gente reclamando, tipo assim, por que você tá de calça jeans em casa? Tipo assim, a pessoa não entende que isso aqui também é nosso trabalho. A gente vai se arrumar pra fazer o nosso trabalho.
SPEAKER_02Exato, a gente trabalha com marcas, então a gente tem uma imagem, querendo ou não, a zelar. A gente não tem como aparecer de qualquer jeito só porque é um vídeo que tá sendo gravado dentro de casa. Porque, como eu falei, a nossa casa virou nosso estúdio de gravações, né?
SPEAKER_04Isso. E às vezes a gente trabalha até muito tarde, né? Igual cantoras que trabalham até tarde porque são cantoras. Começou. Coachella! Esse final de semana, passado e o próximo, teve o Coachella. E dois shows chamaram nossa atenção. Sabrina Carpenter e Justin Bieber.
SPEAKER_02Chamaram a atenção de muita gente na internet, no caso, não apenas a nossa.
SPEAKER_04Sabrina, né? Como são headliners, o show acontece uma hora da manhã aqui no Brasil. Sabrina, Mariano, estava tentando, mas tentando, mas tentando, e não conseguia ficar acordada. Ela foi dormir, eu fiquei acordada, até que uma da manhã eu acordei a donzela pra podermos assistir juntos com a tchela. Mariano, o que você achou da apresentação de Sabrina Carpenter?
SPEAKER_02Eu fiquei completamente hipnotizada. Eu achei, pra variar, que ela soube muito bem contar uma história de início ao fim. A Short Sweet Tour já tem toda uma narrativa do início ao fim, né? É um programa de TV, então o próprio cenário já envolvia uma câmera gravando aquela casinha que claramente era um cenário. Era uma história que Sabrina contava do programa de TV dela. Sim. Dessa vez, ela trouxe uma outra história. Que ela tava dirigindo na estrada, um policial para, avisa ela que o lugar que ela tá chegando, acontecem umas bizarrices, acontecem umas coisas esquisitas. E ela chega onde? Em Hollywood. Na verdade, Sabrina Wood.
SPEAKER_03Sim.
SPEAKER_02Onde acontece todo tipo de coisa esquisita. Ela chega lá no Hall da Fama? As Estrelinhas, é esse o nome?
SPEAKER_04Calçada da Fama.
SPEAKER_02Calçada da Fama. Tem coreografia no letreiro de Hollywood.
SPEAKER_04Sim. E o que você achou sobre o show?
SPEAKER_02Eu achei incrível, como eu falei, que ela conseguiu contar essa história. Eu fiquei muito entretida, assim. Eu desenvolvi uma paixão por musicais nos últimos tempos, então assisti um show que é basicamente um musical incrível pra mim. Eu só fico me questionando se era tão incrível assim pra quem tava ao vivo, né?
SPEAKER_04Não era.
SPEAKER_02Não é. É feito pra TV.
SPEAKER_04Cada vez mais esses shows são pensados para o YouTube.
SPEAKER_02É.
SPEAKER_04O que eu acho ruim pra quem está lá pessoalmente, né?
SPEAKER_02É, tô vendo também.
SPEAKER_04Entrou uma abelhinha, uma mosquinha.
SPEAKER_02Ai, meu Deus. Eu não lido muito bem se ela chegar perto de mim. É, tu também não, né?
SPEAKER_04Eu sou alérgico com a abelha, mas aqui não é abelha, não. Parece um aquelas abelhinhas de fruta.
SPEAKER_02Eu acho que é, tipo uma abelhinha preta, assim.
SPEAKER_04Pra quem não tá vendo, tem uma abelha aqui, sobrevoa da gente.
SPEAKER_02Meu Deus!
SPEAKER_01Meu Deus, ela tá muito perto de ti.
SPEAKER_04Pelo amor de Deus!
SPEAKER_01Ai, tomara que ela não vem em mim depois.
unknownPara!
SPEAKER_02Cara, a Bete viu! A Bete viu!
SPEAKER_03Ataque, Elizabeth!
SPEAKER_02Vai, Bete, faz alguma coisa!
SPEAKER_03Ataque, Elizabeth!
SPEAKER_01Pega ele! Tu não enxerga tão bem, né?
SPEAKER_03Foi embora.
SPEAKER_01Coitada. Ela tava pronta. Ela tava pronta pra te proteger. Ainda bem.
SPEAKER_04Ela só demorou um pouco. Demorou um pouquinho, porra. Até comecei a suar aqui. Fiquei com calor. Bom, continuando.
SPEAKER_02Tá, esses shows não são pensados pra quem tá lá pessoalmente.
SPEAKER_04Não são. Eles são pro YouTube.
SPEAKER_02Que retrô da minha parte de falar que são pra TV, né?
SPEAKER_04Exato. E são pro YouTube, é onde a maior parte das pessoas estão hoje em dia. Mas eu não consigo achar meio deixar de achar meio triste pra quem está lá.
SPEAKER_02É, porque tem como ser pensado pros dois, mais ou menos, né? Tipo assim, a Tour da Taylor fez um filme muito incrível. Sim. Né? Sim. E ainda assim era uma experiência absurda pra quem tava lá pessoalmente. Então tem como equilibrar as coisas melhor, sabe?
SPEAKER_00Tem.
SPEAKER_02Mas eu entendo também que a proposta já é essa, então Sabrina desenvolveu algo ótimo para essa proposta. Zero críticas à nossa diva.
SPEAKER_04No meio do show, ecuou um canto árabe chamado Zagruta. Zagui.
SPEAKER_02Ah, não. O jeito que fala isso aí é totalmente diferente disso. Eu não sei falar, mas eu vi. Sagruta? Não. Não, é bem diferente.
SPEAKER_04Eu vi TikToks. Um grito de alegria, vibrante e agudo, comum em celebrações no Oriente Médio e Norte da África. Sabrina, sarcaixa como ela é, ela fez uma piadinha com tal grito. Achando que estavam fazendo um yodalei, né? É isso.
SPEAKER_02É.
SPEAKER_04É, um yodelei. É isso, né? Eu acho que é.
SPEAKER_02Eu não sei como é que é em português.
SPEAKER_04Pra infelicidade da dona Sabina Carpenter, não era um yodalei. Era um canto comum em celebrações do Oriente Médio na norte da África.
SPEAKER_02Cara, ela teve muito azar, porque se fosse o que ela achava que era, realmente não teria tido polêmica nenhuma.
SPEAKER_04Não. E como tudo na internet é visto primariamente como negativo.
SPEAKER_02Sim, como más intenções.
SPEAKER_04Exato. Ela foi duramente criticada por isso. E ela precisou pedir desculpas e tudo. E eu acho que não dá pra partir do pressuposto que todo mundo sabe o que é tudo o tempo todo. E eu entendo que comunicadores e artistas têm um papel de talvez saber mais e ter um cuidado melhor. Eu acho que a Sabrina não teve naquele momento toque. Eu acho que ela poderia ter falado.
SPEAKER_02É, depois que alguém gritou, it's our culture, né? É a nossa cultura. Sim. Ela podia ter ali se tocado e dito, ai, que legal, então obrigada. Ao invés de ter continuado com a beat, com a piada de. Exato. Eu não tô gostando, pode parar, por favor.
SPEAKER_04Ao mesmo tempo em que não é todo lugar que você é convidado a demonstrar sua cultura. Sabe? Aquilo era a cantoria.
SPEAKER_02Eu acho que é a forma daquela pessoa de celebrar o momento que tá acontecendo.
SPEAKER_04Me pareceu um pouco intrometido, sabe? A ponto de ter um diálogo com a cantora por causa disso. Vamos, por exemplo, eu sou brasileiro, a França, Inglaterra, historicamente, os shows lá são muito mais contidos. As pessoas não berram, as pessoas não fazem. não surtam. Eu, brasileiro, indo num show na França, eu vou me conter mais. Eu não vou berrar como eu berro no Brasil. Porque não é meu lugar, não é meu momento de fazer isso e chamar atenção pra mim mesmo naquele lugar. Sabe? Eu acho que no momento em que a pessoa fez isso, ela, ok, chamou a atenção pra ela. Só que nem todo mundo sabe o que é aquilo. E nem todo mundo precisa saber o que é aquilo. E entrar numa quase discussão ali ao vivo por causa disso, eu achei também de.
SPEAKER_02Mas eu acho que ao vivo ninguém teve um momento de que Sabrina devia ter agido diferente. Eu acho que no momento todo mundo ficou, tipo, nossa. Sabe, tava tão silêncio que dava pra ela conversar direto com alguém da plateia que fez um som que ela quis criar uma piadinha a partir daquilo. Sabe? Provavelmente foi o momento que ela tentou criar uma interação com o público.
SPEAKER_04Ela não, né? Tentaram criar uma interação com ela.
SPEAKER_02É, tentaram criar uma interação com ela. E a forma como ela reagiu não foi a esperada daquela pessoa.
SPEAKER_04Exato. Eu acho um pouco disso, assim, da própria expectativa. O que a pessoa esperava? E estamos num momento muito delicado, com guerra no Oriente Médio, com genocídio do povo palestino. Os nervos muito mais aflorados. E acaba causando confusões como essa. Eu acho que teve erro de todo mundo ali também.
SPEAKER_02Não, eu também acho. Acho que não dá pra crucificar a Sabrina Carpenter. Acho que. Não acho, como tu, que necessariamente essa pessoa estava errada em fazer esse som nesse lugar. Eu acho que todo mundo tem direito de fazer as suas coisas, das suas culturas, em qualquer lugar do mundo. Eu acho que, tipo assim, pô, tava num momento de celebração, sabe? No meio de uma multidão, todo mundo gritando, celebrando, fazendo uh.
SPEAKER_04O metrô no Japão é extremamente calado. Eu acho que eu, como brasileiro, não tenho direito de botar minha cultura brasileira num metrô do Japão calado porque é minha cultura, sabe?
SPEAKER_02Mas eu acho que também daí tem países e países que aceitam, não aceitam, recebem e não recebem. Por exemplo, Estados Unidos, enfim, Nova Iorque, eu acho que tem uma coisa muito de. Nova Iorque, especificamente. Nova York. Abraçar todas as culturas e tu ir pra lá e tu conseguir ver. Tudo sendo expressado ali. Então eu não acho que esse especificamente era um lugar de não poder, sabe?
SPEAKER_04Eu não acho que era não poder, mas eu acho que se chamou. Tirou-se a atenção de Sabrina pra outra coisa. Eu acho que naquele momento a atenção devia ser mais Sabrina, só acabou. Entendeu?
SPEAKER_02Entendi. Tudo bem.
unknownÉ.
SPEAKER_04Opinião diferente.
SPEAKER_02É, concordamos em discordar.
SPEAKER_04E o que vamos concordar em discordar também é o show do Justin Bieber.
SPEAKER_02Eu acho que.
SPEAKER_04Vamos contextualizar o show do.
SPEAKER_02Diga.
SPEAKER_04Justin Bieber, diferente de Sabrina Carpenter, Sabrina Carpenter fez um musical. Foram 90 minutos de troca de cenário, troca de figurinhas. Mil dançarinos de cara.
SPEAKER_02Tipo assim, uma plataforma, né? Uma passarela gigantesca. O resto do show aconteceu num monte de carros no meio da.
SPEAKER_04O Justin foi justamente o contrário. O palco era só ele, tinha um design de palco belíssimo, inclusive. Eu tenho umas fotinhas aqui. Tinha um stage, sabe? Tinha um stage de um pouco. É verdade. Tava bonito o palco. Pô, eu não tinha visto isso.
SPEAKER_02Teve algum pensamento? A internet gosta de criar um recorte muito pior. Exato. Contextualiza aí primeiro.
SPEAKER_04E aí o Justin Bieber começou o show dele cantando músicas do álbum recente dele, cantando mesmo. E aí ele partiu pra um momento em que ele abriu o MacBook dele, entrou no YouTube, que graças a Deus era premium, e começou a botar clipes antigos dele, músicas antigas dele, e basicamente fazer um dueto com ele mesmo do passado. Eu achei isso extremamente interessante. Mas, assim, muito interessante. Eu acho que a gente tem, claro, tem que entender o recorte.
SPEAKER_02Tem camadas.
SPEAKER_04Tem. Se fosse uma mulher fazendo isso, ela seria só uma sacrada a ponto, acabou.
SPEAKER_02Com certeza. Eu acho que esse é o principal ponto, assim, que revoltou as pessoas na internet. Foi a discrepância entre tudo que Sabrina Carpenter fez no show dela e ainda assim pegaram uma micro coisa, um micro momento, e transformaram o evento dela inteiro sobre aquele infeliz comentário.
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_02Enquanto o Justin fez pouquíssimo, na visão de muita gente, comparando com Sabrina. E ele dividiu opiniões, né? Não foi necessariamente todo mundo achando ó, nem todo mundo achando o máximo.
SPEAKER_04Eu achei muito interessante, sonoricamente, ele fazer um dueto com ele mesmo do passado.
SPEAKER_02E sabe o que me deu vontade, na verdade, de ver muitos outros artistas tendo esse momento. Eu fiquei pensando, tipo, pô, imagina Taylor Swift colocar Love Story pra tocar num telão gigante e cantar com ela mesma. Todo mundo ia achar icônico.
SPEAKER_04E o Justin de. Cantando música ali de Baby, eu acho o quê? 2007, 2008, sabe? A voz mudou, ele mudou, e o Justin Bieber é um cara que sofreu muito na indústria musical por N motivos. Ele fazer isso, eu achei, cara, muito interessante.
SPEAKER_02E eu acho que também daí tem o recorte de rolou muita coisa que fez ele parar de lançar música, rolou muita coisa que fez ele parar de se apresentar, ele teve complicações de saúde, teve muita coisa que aconteceu. Então eu acho que o fato dele ter voltado, performado num festival desse tamanho, e.
SPEAKER_04A maior caixa da história do Coachella foi dele - 10 milhões. Olha só.
SPEAKER_02E ainda ter trazido todo esse tom de nostalgia, considerando que grande parte dos. Sabe, eu sinto que o Justin Bieber não renovou a faixa etária dos fãs dele. Não. Diferente de Taylor Swift, por exemplo, que tem fãs de 7 anos de idade. Mais ou menos. Pessoas de 30 e poucos anos de idade.
SPEAKER_04Ali em 2017, ele mudou um pouco da audiência. Ele começou a lançar uma de músicas mais RB, que é. Quem escuta RB é um público majoritariamente homem. E o Justin Bieber conseguiu se reposicionar como artista para as meninas que são apaixonadas nele, pra hoje em dia um artista que tem muito homem mano, sabe? Que escuta.
SPEAKER_02Mas de qualquer forma, de idade ele não atualizou tanto. Eu acho que continua pessoas entre 20 e 30 anos.
SPEAKER_04É, mas eu acho a própria intenção dele. Ele parece alguém muito cansado da indústria musical.
SPEAKER_02Sim, sim. É justificável. Não é todo mundo que lida da mesma forma. Entendo que, pô, o Taylor Swift sofreu muito também, por exemplo. Mas.
SPEAKER_04Mas a Taylor tem um, parabéns pra ela, um ótimo preparo mental que, depois de muito sofrimento, conseguiu se fechar da indústria musical e da indústria em geral. Se blindar, né? Exato.
SPEAKER_02É isso.
SPEAKER_04Se ela não quer ser vista, ela não vai ser vista. O Justin parece não conseguir ter esse próprio autocontrole, às vezes. E briga com paparazzi. E a esposa dele é muito pública também.
SPEAKER_00Também, tem.
SPEAKER_04E posta, e aí as pessoas começam a ter uma relação muito parassocial com ele também, as menininhas que eram apaixonadas por ele. E aí começa a criar uma.
SPEAKER_02E eu acho que até ali rola, talvez, uma falta de sintonia entre quanto cada um dos dois, no casal, quer se expor publicamente, né? Porque, por exemplo, voltando. Eu sei que tá chato comparar com o Taylor Sift, mas voltando pro Taylor Sift agora, ela tem um relacionamento que os dois também são pessoas extremamente públicas, mas que eu acho que os dois estão muito bem alinhados sobre qual parte da vida deles vai ser compartilhada e exposta e qual parte não vai.
SPEAKER_04Eu acho que tem a própria diferença de tamanho. A Taylor e o Travis, os dois são gigantes no mundo deles. O Justin é muito grande no mundo dele, mas a Hailey, cara, com todo respeito a ela, eu sinto que muita da vontade dela era ser famosa. Sabe, ela.
SPEAKER_02E talvez muito da. Talvez não o objetivo dela, mas talvez a expectativa dela casando com o Justin teria ter sido promovida, né?
SPEAKER_04A outro nível de fama. Sim, ela. Porque ela não é artista. Ela não é atriz, ela não é cantora, ela não escreve.
SPEAKER_02Ela é empresária.
SPEAKER_04Ela é empresária. Só que ela é empresa.
SPEAKER_02Ela lançou uma marca.
SPEAKER_04Ela é empresária porque ela calhou de ser empresária também. Ela não é tipo business serve, ótima. Ela lançou uma marca e juntou ela com o Justin Bieber mesmo, que cresceu ela, e aí a marca dela cresceu, a Road. Ok. Mas isso é ela, né?
SPEAKER_02Eu acho que pra muita gente Haile Bieber é referência de estilo. Esses dias eu vi alguém falando que a última campanha é que ela lançou uma máscara de facial, assim, sabe? Tipo uma máscara de argila. E ela aplicou na campanha com um pente. Aí ficou toda listradinha, assim, a máscara no rosto dela. Começaram imediatamente a reproduzir isso. Então, eu acho que talvez seja mais local, Estados Unidos, ela ser vista como muito referência. Mas até pra umas coisas bobas, assim, ela acaba lançando uma trend. Pô, foi ela que fez só um vídeo, acho, comendo sushi, ela tava com aquelas máscaras. E aí, tipo, uma semana depois, todo mundo ficou comendo sushi. Vendo se conseguia comer sushi com essas máscaras, porque isso abre muito a boca, né? Não entra necessariamente uma peça de sushi. Sabe, umas coisas assim, ela acabou sendo muito referência pra muitas pessoas.
SPEAKER_04Mas aí, só uma pergunta, se ela já era referência antes de namorar a casar com ele ou não?
SPEAKER_02Não, eu acho que quando veio a Road, ela também já era casada com ele, né?
SPEAKER_04Eu acho que sim.
SPEAKER_02Pelo menos se não era casada, tava indo no casar. Mas eu vejo ela muito meio que no mesmo patamar de Kardashians, assim, sabe?
SPEAKER_04Não vejo, não.
SPEAKER_02Não vê?
SPEAKER_04Eu, cara, assim, pra mim, pelo menos no top três Kardashians ali, a Kim, Kendall e Kylie são muito maiores.
SPEAKER_02Porque pra mim é, tipo assim, pessoa pública, que é muito mais conhecida, talvez, pelas marcas que são assinadas por elas, sabe? Do que por outros feitos delas na indústria. De entretenimento num geral, sabe?
SPEAKER_04Eu acho a Kim ganhou um respeito forte dentro da indústria. A Kim tem um dedo bom, querendo ou não ali, no entretenimento. Ela. Tudo que ela participa dá certo na Kim Kardashian, basicamente. A Kendall é a modelo mais bem paga do mundo ainda.
SPEAKER_00Ah, é?
SPEAKER_04Se eu não me engano, é. E ela tem um mérito ali. Ela é boa de passarela, é boa de foto. A Kylie é um unicórnio. Eu não sei como é que ela conseguiu o que ela conseguiu, mas ela conseguiu.
SPEAKER_02Kylie Cosmetics. Eu sei, exatamente. Eu acho que ela sim enquadra bem tipo o Hailey Bieber.
SPEAKER_04Pode ser, mas ela é. Você mostra pra uma pessoa na rua uma Kylie e uma. As pessoas vão reconhecer muito mais a Kylie do que a Hailey. Certeza. Certeza. Enfim.
SPEAKER_02Cara, a gente foi embora do Justin Bieber e fomos pra empreendedoras femininas.
SPEAKER_04Foi.
SPEAKER_02Mas, enfim. Eu inicialmente julguei muito mais e senti um ódio muito grande do Justin Bieber quando eu vi esse show num primeiro momento. A primeira coisa que passou na minha cabeça foi que desrespeito e que injusto. Depois, eu fui mudando completamente e virou a narrativa pra mim. E eu achei legal. Pô, ainda mais agora, vendo esse design de palco, arquiteta. Eu achei um projeto interessantíssimo, muito bem iluminado, muito bem desenhado esse palco.
SPEAKER_04Mas teve um outro palco muito lindo semana passada. Kanye Wech.
SPEAKER_02Ah, é?
SPEAKER_04É?
SPEAKER_02Ah, é verdade.
SPEAKER_04O palco dele tava muito bonito. Deixa eu abrir aqui pra quem tá vendo no YouTube ou no Spotify.
SPEAKER_02Ah, isso é pauta extra. Não tava na roteira. Não, não tava.
SPEAKER_04No Sofá Stadium. Foi um palco que era basicamente a terra. E ele estava em cima da terra.
SPEAKER_02Não, é bem épico.
SPEAKER_04Muito maneiro. Tipo, olha isso aqui. Muito maneiro.
SPEAKER_02Pena que a figura é tão controversa.
SPEAKER_04É um nazista, que já pediu desculpas, mas é muito difícil perdoar um cara que vendeu.
SPEAKER_02Não tem como apagar.
SPEAKER_04Camisa com a sua acha. Não, é bizarro, é bizarro.
SPEAKER_02Esse cara é bizarro.
SPEAKER_04E falando em polêmicas, aí, por exemplo, é um lugar que merece muito mais revolta do que a Sabrina, pelo que ela falou do canto. O Justin cantou o fit dele com a Nick Minaj. Nick Minaj hoje, que é uma grande apoiadora do Trump. Sim. Sabe? E aí.
SPEAKER_02Eu acho que isso era muito mais condenável do que o comentário de uma artista no meio do show do que ela acha que escutou na plateia, sabe? E tentou ainda transformar num moment. E isso vira um problema muito maior do que um cara cantar uma música com uma artista que hoje em dia tem um posicionamento desses, né?
SPEAKER_04Exato. E aí, pra mim, isso é insane. E eu, pelo menos, não vi ninguém falando disso.
SPEAKER_02Não vi também. Eu até vi alguém justamente fazendo esse paralelo, porque daí eu, do meu lado, tem muito mais TikToks falando: pô, Sabrina Carpenter não merecia todo esse hate, e olha que o Justin Bieber fez, acho que é muito pior. Eu vi TikToks disso. Só que foi referente a ele cantar alguma música do Chris Brown, eu acho. Também. O que é igualmente péssimo e polêmico. Horroroso. Porra. O Chris Brown já.
SPEAKER_04É, e aí pra ele ser liberado. E pro Sabrina, não. Eu acho que aí é muito mais a irritação.
SPEAKER_02Sim, muito mais do que nível de produção em palco, né? Sim.
SPEAKER_04E tipo, a Luísa Sonza, que cantou lá também, ela tem uma música com a Nick Minaj, aparentemente. E ela, a primeira. Na música, ela mesma fala Nick Minaj. E aí a primeira vez ela não cantou o Nick Minaj. E na segunda vez na música ela cantou sem querer. E tem uma foto dela com uma cara, tipo. Esqueci de não falar. Exato.
SPEAKER_02A Muscle Memory foi mais forte do que.
SPEAKER_04Sim. Tem um contrato muito interessante do Coachella that exclusividade na região where it is a Coachella for, cinco years. So a Sabrina não podia fazer nenhum show on the redella for cinco years. Antes and depois, sorry. And critica o Coachella because prejudica artistas menores who don't have a tour na Califórnia because they won't tocar no Coachella.
SPEAKER_02But tem uma coisa assim do Lola também, por exemplo, né?
SPEAKER_04Mais ou menos. O Lola não tem isso com artista brasileiro, sabe?
SPEAKER_02Sim, só com gringo.
SPEAKER_04E tem gringo que realmente tem uma exclusividade pra tocar dentro do Lola. Mas normalmente o que acontece é que esses artistas vêm pro Brasil com o Lola trazendo toda a produção deles. Então não tem como eles fazerem show do lado de fora. Sim, realmente é.
SPEAKER_02Seria feio eles pegarem o Lola, trouxe pra eles a estrutura e eles. Não tem como. Querem fazer um show por fora.
SPEAKER_04Mas, enfim, é interessante ver o Justin, que teve tantos problemas de doença cantando assim e.
SPEAKER_02Sim, aparecendo publicamente de novo e até trazendo esse lado nostálgico, né? É isso. As conclusões foram chegadas.
SPEAKER_04E doença, saudável. Falando em doença, tem uma série minha que eu amo chamada The Pit. Mariana tentou assistir The Peach, mas a Mariana tava tentando assistir The Peach na maneira que ela assiste dinamicamente, que é não prestando muita atenção. E não tinha como Mariana assistir The Peach sem prestar muita atenção.
SPEAKER_02Se você fica dois minutos sem ver, tu já se perdeu.
SPEAKER_04Mas, essa semana chega ao fim a segunda temporada de The Peach. A temporada tá ótima. Mas eu vou esperar pra falar sobre a temporada. Eu quero falar muito mais sobre uma corrente que eu tô sentindo dos fãs de The Peach.
SPEAKER_02Não, não, mas tu não. Eu acho que tu não contextualizou tanto.
SPEAKER_04Boa, deixa eu contestar o que é The Peach.
SPEAKER_02Ai, The Piet, ai, falando em doença The Peach.
SPEAKER_04The Peach é uma série que se passa durante um turno no hospital. É um hospital em Pittsburgh, nos Estados Unidos, e cada hora de episódio é uma hora dentro desse plantão médico.
SPEAKER_02Ou seja, a temporada inteira é um dia só. Só um dia de trabalho.
SPEAKER_04E é muito legal quando você compara como os atores começam a temporada e como eles terminam caracterizados no final da temporada. Molheira maiora, pele oleoso, cabelo desfeito. É muito maneiro ver essa progressão.
SPEAKER_01É muito sensível, né?
SPEAKER_04Nesse sentido, o figurino. E como a série te dá um dia inteiro acompanhando os personagens, você, obviamente, cria um apego a esses personagens, mas você se desenvolve com eles. Você vê, literalmente, eles levando um esporro no trabalho. O episódio seguinte, eles tristes porque levaram um esporro nesse trabalho. No outro episódio, eles um pouco melhores. Você realmente sente tudo com eles.
SPEAKER_02Pra cara, pensando agora, faz sentido que eu não consiga me apegar na série, sendo que eu tava vendo de forma tão casual. E que, por exemplo, a Vitória espera terminar de lançar tudo pra querer ver tudo numa vez só.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_02Porque eu consigo entender como minha tentativa de ver mais espaçado fez eu não me apegar tanto, que é porque eu não consigo sentir tanto essa continuidade entre um episódio e outro, se eu não assisto quase que um num dia, outro no outro, outro no outro. Ou então quase tudo no mesmo dia, uma maratona assim de um dia só. Talvez seja muito mais impactante, depende pra mim, se eu assistir tudo junto.
SPEAKER_04Talvez. E a primeira temporada eu comecei. Já tinham, sei lá, 10 episódios na primeira temporada, então eu também maratonei os 10 de uma vez. A série é ótima, se vocês não assistiram ainda, vão no HBO Max. Só que. E eu vou tentar tomar cuidado com spoilers aqui, eu prometo. Os fãs estão entrando, obviamente, numa relação parassocial com os personagens da série. E o protagonista da série, interpretado pelo Noah Weil, o protagonista é um protagonista difícil. É um homem difícil, com muitos problemas mentais, assim, de depressão. Ele é um cara pesado, ele é um cara abusivo no trabalho. Ele é um médico que, pra ele, os teoricamente 12 horas dentro do plantão médico, só aquilo importa. E ele se incomoda com essa nova geração de médicos, que são um pouco mais moles e que não são tão cascaduras quanto ele. Mas dá pra ver também que o personagem tem um ótimo coração, ele dá conselhos muito bons. Esse é o nosso protagonista. Esse ator, Noah Weil, ele também é produtor executivo da série. De vez em quando ele roteiriza episódios, ele, de vez em quando, dirige episódios. E o episódio que ele dirigiu essa temporada, pra mim, foi o melhor episódio da série. Da temporada. Muito bem dirigido. Ok. Os fãs, pelas ações do personagem na série, começaram a criar ódio do ator e assumem que o ator faz tudo para prejudicar os outros atores da série. Então, ele é o protagonista. Ponto, acabou. É papel dele protagonizar a série. Mas os fãs estão reclamando que Fulana ou Fulano teve um papel menor essa temporada.
SPEAKER_02Não tem tanto tempo de ter ela.
SPEAKER_04Exato. E que aí o egocêntrico Noah Weil faz tudo porque ele não gosta do sucesso que os outros personagens tiveram na primeira temporada.
SPEAKER_02Que loucura!
SPEAKER_04Louco. E aí?
SPEAKER_02Eu acho que tu saiu bem em não dar nenhum spoiler de nada. Ah, tá.
SPEAKER_04Tem uma personagem mulher. Eu não sei como falar isso em português, mas ela é. Ela é colorida. Ela não é uma personagem branca. Eu não quero. Colorida, ela. É tipo people of color, sabe? Ela é de uma outra etnia. Eu não quero falar. Não branca. Não branca. Eu não quero especificamente falar quem é. Mas ela vai sair da série no final dessa segunda temporada. Saiu a notícia que ela está saindo da série. Caíram de pau em cima do ator, por causa disso. Porque o personagem.
SPEAKER_02Mas, além de tudo, ele ainda é racista. É isso?
SPEAKER_04Sim. E aí, como o personagem dele passou essa temporada inteira brigando com ela, por motivos que ela quase merece, entendeu?
SPEAKER_02Tem de desenvolvimento de personagem.
SPEAKER_04E a saída dela faz completo sentido com a personagem dela. Completo sentido. Ela percebeu que talvez aquele lugar que ela está vivendo não é pra ela. E que talvez ela não seja pra emergência do.
SPEAKER_02Eu acho que eu sei quem é.
SPEAKER_04Talvez você saiba.
SPEAKER_02E eu acho que também faz todo sentido.
SPEAKER_04Você já me viu vendo, você vê algumas coisas.
SPEAKER_02Sim.
SPEAKER_04Ela não funciona pra emergência de hospital.
SPEAKER_02E não quer dizer que ela é uma má profissional. Não. Pelo contrário.
SPEAKER_04Só que aí estão caindo de cima. Assim, muito em cima dele. E, enfim, saiu uma matéria muito interessante na CNN, literalmente ontem, na CNN americana. E muito como pros fãs da série, às vezes o metatexto é muito mais interessante do que a série. Porque a série dura 45 minutos, cada episódio. E ela é lançada semanalmente. Então você tem seis dias. Pra ficar inventando coisas. É, e aí esse personagem, o protagonista, ele é depressivo e tá claramente assim, suicida. Já se mostrou na primeira temporada e está se mostrando na segunda temporada suicida. E aí começam a desenvolver teorias de quem vai se matar, que ele não vai se matar, que na verdade fulana vai se matar. Cria-se um metatexto muito forte. Aí, quando a série não cumpre as expectativas do metatexto, não ficam decepcionados com a série só. Porque eles também estão falando que a segunda temporada é uma merda. E não é. Ficam decepcionados com esse ator.
SPEAKER_02Sim, tem que arranjar alguém pra culpar.
SPEAKER_04Ele é egocêntrico, pipipipi, popopo. E é loucura. Porque as pessoas, eu acho que desaprenderam a ver série, essa série, assim.
SPEAKER_02A deixar distante o suficiente. Eu acho que a internet fez um pouco isso, né? Tu tem muito acesso a essas informações de. sabe, por trás das câmeras, da produção, de quem é a pessoa, tu consegue ver mais sobre a vida dela, sobre o background dela, não sei o quê. E aí eu acho que vocês têm tendo um direito de quase que se intrometer, assim, de achar que a série tá indo no rumo que não é o rumo que ela achava que tinha que ir. E aí, ainda com a internet, as pessoas conseguem se dar força na mesma ideia e juntam um monte de gente com a mesma ideia e gera algum impacto, como tu tá vendo agora.
SPEAKER_04Eu acho que como lança toda semana, dá muito mais espaço de se criar coisas e se reclamar. Sim. E se tivesse lançado tudo de uma vez só, não teria tido.
SPEAKER_02É, talvez não teria tempo entre um episódio e outro.
SPEAKER_04Exato. E aí agora todo o foco tá sendo na saída dessa personagem. Eu botei aqui uma foto minha vendo.
SPEAKER_02Que eu tirei.
SPEAKER_04Que você tirou eu vendo o último episódio. Cara, não.
SPEAKER_02Não, a quantidade. Eu devia ter botado mais uma colagem, assim, a quantidade de posições diferentes que tu ficou em questão de cinco minutos assistindo. Só um período do episódio, é só um pedacinho, sei lá, cinco minutos do episódio.
SPEAKER_04Você tava desesperado. Eu amo essa série, ela é muito boa. Eu não tenho como fazer um follow-up pro nosso próximo tópico. Não tenho. Eu assisto essa série até quando eu tô em hotéis, por exemplo, viajando.
SPEAKER_00É.
SPEAKER_04É. E falando em hotéis, Mariana. Tem.
SPEAKER_02Esse tópico me deixa extremamente irritada, tá?
SPEAKER_04Tem hotéis e Airbnb sendo feitos em lugares de moradia social em São Paulo. Eu vou pedir pra você me explicar melhor esse tema.
SPEAKER_02Tá. Não é exatamente que estão sendo feitos em lugares de moradia social. Eu acho que vamos começar do começo. Vamos. Existem políticas públicas no plano diretor em que, em determinadas partes da cidade, tu pode construir uma porcentagem específica diária a partir do tamanho do teu terreno. Então, ah, eu tenho um terreno de 100 metros quadrados. Eu posso construir só em 60% desse terreno. O resto tem que ser o que foi?
SPEAKER_04Por que isso acontece?
SPEAKER_02Por várias questões. Pra tipo assim, não ficar uma casa colada na outra, não ficar uma casa colada na calçada, tem toda a questão dos recursos de jardim. E também pela questão de taxa de ocupação. Cada bairro tem um objetivo de ser um bairro mais densificado, ou seja, mais gente morando por metro quadrado, ou um bairro menos densificado, com menos pessoas morando por metro quadrado. Definições, coisas, às vezes é tipo assim, ai, a gente quer que esse bairro vá mais pra essa direção, ou esse bairro historicamente tem essa característica. Então, às vezes o objetivo é manter, às vezes o objetivo é corrigir com essa questão de taxa de ocupação e coeficiente de aproveitamento. É isso. Tá bom. Enfim, aí, com todo esse contexto, quando tu compra um terreno com o objetivo de construir uma habitação de interesse social, que é nada mais, nada menos do que tu construir um edifício, que tu vai poder vender aqueles imóveis por um valor mais acessível pra pessoas com menos poder aquisitivo conseguirem comprar um imóvel próprio. E aí, quando tu constrói um apartamento, um prédio com apartamentos de habitação de interesse social, tu recebe vários incentivos fiscais pra tu fazer isso. Umas isenções em algumas taxas, coisas assim. E inclusive, tu recebe o direito de construir algo mais denso do que o normal pra aquela região da cidade, sabe?
SPEAKER_00Por quê?
SPEAKER_02Às vezes, pra tu conseguir vender esse imóvel mais barato, tu precisa concentrar mais pessoas num espaço menor.
SPEAKER_00Claro.
SPEAKER_02Tá fazendo sentido do jeito que eu tô explicando? Então é isso. Então, a cidade te incentiva, te facilita baixar o valor daquele imóvel pra essas pessoas conseguirem comprar. E o que está acontecendo muito aqui em São Paulo é estar se registrando a compra do terreno como vou construir uma habitação de interesse social pra se tirar vantagem do fato de que tu pode construir um prédio que não respeita tantos recursos, um prédio que ocupa quase todo o terreno. Só que não é, no fim, o uso de interesse social. Não é pra vender apartamento pra pessoas com menos condições conseguirem comprar esses apartamentos. É pra colocar hotéis e Airbnbs e cobrar caríssimo por eles, inclusive, porque ainda se fossem hotéis e Airbnbs de interesse social, né? Tivesse um valor acessível.
unknownNão.
SPEAKER_02Nem isso é.
SPEAKER_04E eu vi que prédio de interesse social tem meio que umas obrigações na planta do apartamento. Como, por exemplo, ter um sanitário só, sabe? Eu tava pensando. O que torna-se perfeito também pra um quarto de hotel ou pra um Airbnb, né? Ali um.
SPEAKER_02Sim, pra mascarar esse negócio na prefeitura na hora de aprovar o projeto, né? Exato.
SPEAKER_04Assim, é porque quando você vê esses estúdios Airbnb, é um sanitário só, não tem quarto sala, é meio que um quarto. É só isso. São 15 metros quadrados, 20 metros quadrados no máximo, que é muito bem o tamanho também de um quarto de hotel. Então eles se aproveitam. Essa semana eu vi um vídeo que foi o que motivou a gente.
SPEAKER_02Ah, trazer essa pauta, né?
SPEAKER_04É, do vereador aqui de São Paulo, Nabil Bonduque. E ele está sendo vice-presidente da CPI disso, de habitação social.
SPEAKER_02É, como é que é? É a HMP, né? Aí, ó, habitação de mercado popular.
SPEAKER_04Exato.
SPEAKER_02É isso. Então é a CPI da habitação do mercado popular.
SPEAKER_04E ele fez um vídeo indo num hotel que está registrado como habitação social.
SPEAKER_02Habitação de interesse social.
SPEAKER_04E a tarifa no fim de semana era de R$733,00. Exato, isso é o que você tem.
SPEAKER_02Onde isso é social não é, né? Pra começar, que o uso não era nem pra ser de hotel.
SPEAKER_04Não, não era. Aparentemente, na verdade, esse daí, ele estava liberado a hotel. 12% como hotel. Era alguma coisa assim.
SPEAKER_02Ah, uma taxa pra isso. Então, eu não sei como é que tem funcionado isso sobre o Airbnb, se eles já estão. Tendo algum controle assim de tipo.
SPEAKER_04Não, teoricamente, como o Airbnb não pode. Porque não tem como controlar. Porque no momento em que você faz um prédio, nesse prédio principal.
SPEAKER_02O uso que tu vai dar pro teu apartamento, ninguém tem como controlar, né?
SPEAKER_04E aí o Airbnb, que, na verdade, deveria conseguir bloquear isso. Tipo assim, ah, esse endereço aqui.
SPEAKER_02Sim, não vamos listar no Airbnb, porque esse imóvel não tá apto a isso.
SPEAKER_04Esse endereço está registrado na prefeitura como habitação de interesse social. Então, não vou. Mas o que estão fazendo? estão comprando esses apartamentos que são mais baratos, e ao invés de ir pra população que precisa de apartamentos mais baratos, tá indo pra empresário pra ficar fazendo Airbnb.
SPEAKER_02Isso me irrita no nível.
SPEAKER_04Não, irrita muito. Irrita muito. E aí é mais especulação imobiliária, e são apartamentos fechados em áreas de extremo interesse social, como por exemplo centro de São Paulo, onde muita gente trabalha. E que aí fica presinho porque o Airbnb é alugado duas, três vezes por semana, no máximo.
SPEAKER_02De hotel foi nova, pra mim.
SPEAKER_04Não, o hotel foi foda.
SPEAKER_02Hotel. Pô, 91 unidades em 14 pavimentos. Eu acho que é isso. Esse caso específico do vereador.
SPEAKER_04É.
SPEAKER_02Olha quanta gente podia estar morando.
SPEAKER_04Era bonitinho. A gente viu o.
SPEAKER_02É um prédio com uma fachada super interessante.
SPEAKER_04Cara, pra pessoas que precisam de habitação de interesse social, que muitas vezes são acostumados a encontrar apartamento Minha Casa e Minha Vida naqueles prédios da MRV sem nenhuma característica bonita, né? Que parece só uma caixa de. Sim, sem cara de casa, né? Exato. A ideia de poder comprar uma casa num prédio bullying. Com aquela fachada. E ele virar o hotel é revoltante.
SPEAKER_02Eu achei até interessante, tu falando que o tweet que tu viu foi alguém dizendo que não gosta desse vereador.
SPEAKER_04Mas que ele está fazendo um ótimo trabalho.
SPEAKER_02Que ele está fazendo o trabalho que foi delegado a ele.
SPEAKER_04É, porque parafraseando aqui o tweet que eu vi, existe muito vereador que acha um vereador federal. E que ao invés de fazer o papel de vereador que é cuidar da cidade dele, aliás, não só da cidade, do bairro dele, porque tem muito vereador que é local de bairro de zona, que é correto. Não, o vereador, tem muito aqui em São Paulo, acha que ele tem que discutir problemas federais. Sim. E o que não falta é vereador indo aqui na USP ou alguma coisa assim, reclamando do Lula. Porra, tu é vereador, cara. A cidade de São Paulo tá cheio de problemas.
SPEAKER_02Eu achei o máximo, ele tá, tipo, fazendo um trabalho de formiguinha. Foi lá, viu aquele hotel, provou que tinha sido decidido que aquele terreno, aquele edifício ia ser usado pra interesse social e não tá sendo, sabe? Tipo, é isso, é um trabalho de formiguinha e é o trabalho de um vereador.
SPEAKER_04Correto. Eu não faço, eu não sei nem que partido é esse vereador, honestamente. Eu deveria ter pesquisado e eu não pesquisei.
SPEAKER_02É perigoso a gente estar aqui falando um pouco bem dele, mas é isso. Querendo ou não, ele tá sendo competente em algum micro.
SPEAKER_04Pra isso ele merece parabéns. A gente, inclusive, tem que mudar o nosso título de eleitor aqui pra São Paulo. O tempo tá acabando.
SPEAKER_02Temos, é verdade. Tá ontem.
SPEAKER_04E é bom a gente começar a pesquisar. Pra quem a gente vai votar esse ano também. Tem vereador esse ano?
SPEAKER_02Não sei.
SPEAKER_04É presidente e federal, talvez, só, deputado federal? Não sei. Votem. Votem. Façam seus títulos. E, bom, falando em fachadas bonitinhas, tem o tópico que a Mariana passou as últimas horas reclamando aqui. Chegou o meu momento. Chegou o momento dela.
SPEAKER_02Vamos lá. Eu sabia muito por cima de uma coisa, de uma série que tinham os criadores de conteúdo fazendo aí no TikTok e no Instagram. Que eles basicamente compraram um terreno pra construir uma casa num estilo chateau-francê.
SPEAKER_03Coisa brega.
SPEAKER_02Começaram em 2020, terminaram no final do ano passado de construir essa casa. E eles compartilharam todinho o processo nas redes sociais, tem tipo infinitos episódios. Esse assunto ressurgiu essa semana, eu não sei nem o que eu acho.
SPEAKER_04Eu também não sei porquê. Mas ele se ressurgiu e vamos falar.
SPEAKER_02É, ressurgiu e me fez me aprofundar no fato deles terem construído esse château francês, na problemática que existe em cima de você reproduzir uma arquitetura muito mais antiga. E me intrigou quais foram as motivações deles para construir uma casa inspirada num château francês.
SPEAKER_04É muito feio.
SPEAKER_02I think a gente começa contextualizando por que, qual foi a motivação deles para construir um château francês? Basically, eles viajaram para a França, um pediu casal homossexual, um deles pediu o outro em casamento embaixo do Torrifa. Os dois se apaixonaram por Paris, pela França, depois viajaram o mundo, segundo eles, mas enfim, voltaram para o Brasil. Detalhe, eles são de Santa Maria, Rio Grande do Sul.
SPEAKER_04Essa é a nossa cota gaúcha da semana no episódio. A gente precisa sempre ter um tópico de novo.
SPEAKER_02A gente tenta. Às vezes não acontece. Mas enfim, são de Santa Maria, voltaram da viagem pelo mundo deles para Santa Maria, determinados que, se eles não se mudassem para a França, eles tinham que trazer um pedaço da França para Santa Maria, Rio Grande do Sul. E aí eles começaram a fazendo The Sims como eles queriam que ficasse a casa deles. O cara desenhou, a pessoa pegou e criou um desenho feito à mão, reproduzindo uma fachada do que ele considerava ali um château francês. Eu acho que foi falha minha até que eu não fui a fundo entender o que é, o que não é um château francês. Chateau, tipo, essa palavra especificamente, sabe? Eu não fui atrás. Mas enfim, basicamente ele pega e fala que ele é fotógrafo, que desde pequeno ele viveu sempre respirando muita arte, e que ele e o marido são apaixonados por arte renascentista. E que essa foi a motivação deles, depois de se apaixonarem pela França, pra quererem transformar a casa, o imóvel próprio deles, numa imitação, numa cópia de um château francês, de uma casa com arquitetura do período renascentista.
SPEAKER_04As pessoas anseiam por morar na Disney.
SPEAKER_02Cara, é. Eu acho que daí tem várias camadas, assim. Por onde eu posso começar? Alguém que se desgostar tanto de arte renascentista, de respirar arte há tantos anos, já devia saber que esse tipo de reprodução de arte em qualquer âmbito da arte, né? Seja uma pintura, uma escultura ou arquitetura.
SPEAKER_04Pra quem tá escutando só a gente, a gente tem uma foto aqui do Château e a gente vê o quê? Uma entrada.
SPEAKER_02Com um portão arqueado.
SPEAKER_04De pedra com ferro.
SPEAKER_02Todo cheio de arabescos, ornamentos.
SPEAKER_04E como é que é dentro? Como é que é a casa?
SPEAKER_02E aí a casa tem frontões, tem capitais compósitos.
SPEAKER_04Mariana, eu não entendi nenhuma das três palavras que você acabou de falar.
SPEAKER_02Tipo assim, é uma casa que tem essa aparência imponente que traz uma mistureba de elementos de templos romanos antigos, com um neoclássico, uma coisa bizarra e ao mesmo tempo com cara de. Mas ó, a gente tá vendo sobrado, suburbano americano. É, a gente tá vendo.
SPEAKER_04É uma casa de dois andares com um sótão. Cada andar tem.
SPEAKER_02Cinco janelas.
SPEAKER_04Cinco janelas de.
SPEAKER_02De frente pra rua.
SPEAKER_04Janela total, é do piso ao teto. Tem uma varandinha ali.
SPEAKER_02Em todas as janelas.
SPEAKER_04É bem uma. Parece que você tentaria encontrar algo parecido com isso em Paris. Você não encontra, mas. É realmente - é uma cópia. É uma tentativa de copiar. Me lembra muito o Epcot da Disney que tenta copiar Paris também.
SPEAKER_02É isso. Essa casa, no fim, acaba tendo, pra quem entende um pouco de arte de arquitetura, o mesmo impacto que um cenário na Disney. Só que existe toda uma discussão na arquitetura sobre o termo pastiche.
SPEAKER_00O que é o termo pastiche?
SPEAKER_02O pastiche é justamente tu pegar e copiar, reproduzir. Desce aí. Aí, ó. Copiar e reproduzir sem contexto uma arquitetura de outra época. E o problema todo do pastiche tá em qual é a intenção e da onde surge essa vontade nas pessoas. Que é demonstrar luxo, grandiosidade. E isso no pastiche só vem como? Reproduzindo coisas da Europa.
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_02Exclusivamente. E eu acho que todo problema tá aí, na falta de contexto. Tu traz uma coisa da Europa pra cá, ok, que existe muita influência europeia, especialmente no Rio Grande do Sul, por causa de colonização, então existe muita casinha tradicional.
SPEAKER_04Mas existe também em Salvador, existe também no Rio de Android.
SPEAKER_02Não, no Brasil inteiro, ok.
SPEAKER_04São Luís do Maranhão é cheia.
SPEAKER_02Exatamente. Mas daí que vem o meu questionamento, né? Uma pessoa que gosta muito desse tipo de arquitetura.
SPEAKER_04Deixa eu deixar eu fazer até uma pausa. Mas isso que a gente vê no Rio, em Salvador, São Luís do Maranhão, etc. São uma arquitetura que era contemporânea, à europeia, adaptada ao Brasil, né? Então ela tinha identidade escrita, mesma fonte da europeia, mas ela era feita para o brasileiro. Ou para os portugueses que estavam morando no Brasil naquela época.
SPEAKER_02É isso, para os portugueses, enfim, para os europeus morando no Brasil.
SPEAKER_04Mas ela era, de certa forma, adaptada ao Brasil. Diferente dessa, que é o que você tá falando do Pachixe, que tenta só copiar lá de fora e trazer pro Brasil sem adaptá-la ao Brasil, né?
SPEAKER_02Não, tanto que assim, bota ali na imagem, pelo menos pra quem tá no YouTube, quem não tá também, tudo bem, vai ser ridículo olhar isso. Olha o contexto das casas do YouTube.
SPEAKER_04Esse contexto é muito zoado.
SPEAKER_02E essa é a frente da casa. Olha a dos fundos também ali, a de cima. Cara.
SPEAKER_04É muito zoado.
SPEAKER_02É ridículo a falta de noção de que não tem contexto pra tu colocar uma reprodução de uma arquitetura de dois séculos atrás.
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_02Ainda tem o fato de que é uma reprodução muito mal feita. Sim. Porque a reprodução da reprodução, porque a reprodução do neoclássico, que já o neo na frente já remete a.
SPEAKER_04E eu quero, pra quem não tá vendo, tem placa solar no teto dessa frase. Do château francês. Eu sou completamente a favor de energia renovável. Mas puta que pariu, que coisa horrorosa, cara. Que muito feio. Muito feio.
SPEAKER_02E aí eu acho que.
SPEAKER_04O paciente que você tava falando me lembra muito a arquitetura greco-goiana.
SPEAKER_02Sim, mas greco-goiano é paciente.
SPEAKER_04É paciche, né? É. É exatamente isso.
SPEAKER_02Todo problema do paciche é justamente isso. Tu quer demonstrar uma grandiosidade, tu quer demonstrar uma imponência e uma luxúria, uma opulência através do quê? Do que é europeu.
SPEAKER_04Por que não copiam o quê?
SPEAKER_02O modernismo brasileiro.
SPEAKER_04Ou o leite europeu brutalista. Ia ser tão mais bonito. Imagina, fui pra.
SPEAKER_02Então é que assim, ó, eu entendo que tem muita gente, e aí eu quero entrar nesse tópico.
SPEAKER_04Tá bom.
SPEAKER_02Tem muita gente que olha para o modernismo brasileiro, por exemplo, e não acha bonito. O que acha bonito é o neoclássico. É o clássico.
SPEAKER_04Uma corrente que vem até com a própria extrema direita. De menosprezar o que é nosso brasileiro feito aqui.
SPEAKER_02Mas eu acho que existe quase que uma revolta com o quão sem graça, e aí eu tô fazendo aspas muito grandes com a minha mão, é a arquitetura. A moderna e a arquitetura contemporânea continua fazendo aspas. Quando comparada a essa arquitetura neoclássica que as pessoas chamam de antiga.
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_02Eu tô tentando ser muito didática aqui. E obviamente, essa coisa de achar essa arquitetura antiga, bonita, and a architetura moderna e contemporânea feia and graça, sem ornamento, and blah, blah, blah, vem de um lugar de uma revolta de a gente perdeu toda a bossa, toda a graça, notora mais uma casa.
SPEAKER_04Essa própria revolta da arquitetura do momento em prol de uma antiga, o Hitler tinha isso.
SPEAKER_02Não aceitar que estamos vivendo outro momento e as coisas mudam por um motivo.
SPEAKER_04Perseguiu-se a Bauhaus naquela Alemanha por causa disso, and era arte degenerada, né? E o que era arte de verdade era a arte do passado. Mesma coisa que a gente vê hoje em dia. Mas cedo não, moço, você tava me falando mais ou menos do porquê essas casas cheias de adorno significavam riqueza e hoje em dia não significam mais. Me explica.
SPEAKER_02Tá. Antigamente, a arquitetura dependia dessa quantidade de adorno pra representar. Quase que era a forma das pessoas de dizerem eu tenho muito dinheiro, né? Tu precisava contratar artesãos pra fazer manualmente um monte de adorno pra tua casa. Eles criavam regras de tipo, ai, uma coluna de tanto tem que ter o adorno tal em cima. Uma coluna que vai ser outro uso tem que ter o adorno tal em cima. Criavam infinitas regras, e aí o que o teu dinheiro conseguisse comprar era uma casa de gente mais rica ainda. Com a segunda revolução industrial, começou a produzir esses adornos em massa, não precisava mais os artesãos pra construir esses adornos. E aí eles automaticamente passaram a baratear.
SPEAKER_00Óbvio.
SPEAKER_02E não foram mais uma coisa que demonstrava riqueza. Então eles perderam um pouco da única utilidade que eles tinham na arquitetura. Então, quando tu vê isso, tu não pensa que tu tá enchendo teus olhos de arte. Porque no momento em que não é mais um artista que faz isso, e sem uma máquina, né? Deixa de ter todo o valor que tinha. Seja no sentido de representar poder aquisitivo, seja no sentido de tu olhar e enxergar aquilo como arte, sabe? Que eu acho que é o que as pessoas veem hoje em dia que se impressionam muito quando vão pra Europa, né? Olham pra esses prédios, essas coisas super assim ornamentadas e pensam, nossa, isso era. Isso sim, que era arquitetura, né? As pessoas estão carving à mão uma casa toda enfeitada. Mas, enfim, aí, segundo a revolução industrial, isso parou de fazer sentido. E os arquitetos, então, precisaram fazer o quê? Ir atrás de outras formas de fazer boa arquitetura.
SPEAKER_04Tá bom.
SPEAKER_02E aí, decidiram que. Como é que é o slogan ali?
SPEAKER_04Menos é mais?
SPEAKER_02Não. O outro. Forma segue função?
SPEAKER_04É.
SPEAKER_02É, né?
SPEAKER_04Forma segue função, é um.
SPEAKER_02Forma segue função. Tu vai construir uma casa a partir. Uma casa não, né? Tu vai construir um edifício a partir de qual uso vai ser dado pra esse edifício. E, cara, isso faz muito mais sentido. Do que tu construir e depois decorar. É tipo, tu já pensa na aparência que aquilo vai ter a partir de qual uso aquilo vai ter.
SPEAKER_01Claro.
SPEAKER_02Eu acho que foi simplesmente uma mudança de narrativa ali. A arquitetura perdeu o seu valor naquele sentido manual, né? De artesãos e tudo mais. Então precisou ter uma nova ótica. Então, assim, realmente não tem mais contexto, não tem mais motivo pra alguém reproduzir aquela coisa que era feita naquela época com esse intuito. E aí o cara pega e reproduz, e reproduz ainda de isopor, sabe? Porque se ele estivesse tendo grana suficiente pra contratar um artesão e fazer da mesma maneira. Pra fazer daquela mesma maneira, não é legal também.
SPEAKER_04Não, tá bom.
SPEAKER_02Por quê? Porque também no mundo do restauro, por exemplo, quando tu pega uma ruína de uma construção histórica antiga, existem linhas que divergem sobre se tu deve fazer um anacronismo, que é restaurar perfeitamente, exatamente, e aí confundir, por exemplo, sabe? O que é o novo e o antigo.
SPEAKER_04Mas imagina se a proposta deles fossem, vamos construir esse château da exata mesma maneira que se construía naquela época.
SPEAKER_02Sim. Não, beleza?
SPEAKER_04Com o mesmo material, com a mesma ferramenta, pô, legal, maneiro.
SPEAKER_02Ao mesmo tempo, não, né? Por quê?
SPEAKER_04Discordo. Eu acho uma experiência legal.
SPEAKER_02É, mas aqui ia continuar, tu ia passar numa ruinha em. numa ruazinha em Santa Maria, com casas normais dos lados. E no meio ia ter um chateau. Continua tendo um contexto.
SPEAKER_04E arquitetura é muito isso, arquitetura é contexto geral.
SPEAKER_02Socio, político, cultural e temporal.
SPEAKER_04Exato. É tudo.
SPEAKER_02Todo o contexto é importante.
SPEAKER_04Eles terem o château francês perfeito deles ali do lado de duas casas que parecem clínica de estética, pelo amor de Deus.
SPEAKER_02Não, um dos lados ainda tem até uma casa com cara de casa brasileira.
SPEAKER_04Tem mesmo, até tem.
SPEAKER_02Com uma telha de barro, uma casa térrea, que me pareceu legal. Claro que eu tô vendo sol o telhado.
SPEAKER_04É, do lado da esquerda parece uma clínica, meu chute aqui, assim, pelo que eu tô vendo de trás. Sim. Mas a da direita, ela realmente tem uma carinha brasileira. Imagina esse vizinho. Imagina se você já tá morando lá, já tem aquele terreno há cinco anos, dez anos. E aí, quando chega ao teu lado, tem um casal de TikTok que tá querendo construir um chateau francês.
SPEAKER_01Um chateau francês de isopor.
SPEAKER_04Cara.
SPEAKER_02Eu coloquei foto ali, porque daí hoje em dia essas molduras, já que não são feitas à mão, alguém imprime isso 3D com isopor e passa uma camadinha fina de concreto por fora pra parecer que são as molduras, os capitais, as coisas dessa arquitetura clássica, renascentista.
SPEAKER_03As pessoas anseiam pela Disney.
SPEAKER_02É um cenário. É bizarro. E aí também eu acho que vem um lado de. Eu entendo quem aprecia essa arquitetura. Reproduzir ela não é o caminho. Podia muito bem comprar uma casa, então, né? Um casarão meio antigo. Toda cidade tem casarões neoclássicos. E aí fazer um conteúdo reformando essa casa. Porque assim tu tá ajudando de várias formas, né? Porque eu também, obviamente, sou contra caixas de espelho, caixas de vidro.
SPEAKER_00Claro.
SPEAKER_02A gente aqui é a favor de uma arquitetura que não é a reprodução do antigo antigo e não é as coisas horrorosas que incorporadoras estão fazendo hoje em dia nos prédios horrorosos, todos iguais, todos envidraçados. Esse meio do caminho seria perfeito se ele tivesse.
SPEAKER_04É um prédio envidraçado que pode é da Hermê em Tóquio. Ele está liberado.
SPEAKER_02Enfim, eles podiam muito bem ter comprado um casarão antigo e reformado ele. Porque daí eles estão contribuindo pra não virar uma ruína que posteriormente vai ser derrubado pra construir um prédio espelhado no lugar.
SPEAKER_04Ou ter visto o que eles gostaram lá e se inspirar e trazer pros dias de hoje com aquela fonte, não necessariamente uma cópia, que eu acho pra mim seria o mais legal. Tipo, eu amo tanto isso que eu quero recriar, mas não, tipo assim, copiar. É o que que. Qual o sentimento que isso me traz? Eu quero trazer esse sentimento de volta de alguma forma.
SPEAKER_02É. Mas, no geral, isso é muito polênico. Você é arquiteto? Não, um deles é fotógrafo, o outro eu não sei, porque o outro não é influenciador.
SPEAKER_04Ele é marido do outro, entendeu? Ok. É.
SPEAKER_02E aí esse é o fotógrafo que fala que gosta de arte renascentista.
SPEAKER_04E o Carl não fala nada, né?
SPEAKER_02Tu acha mesmo que a gente continua nesses tópicos arquitetônicos agora, passando a minha fofoca do Cal?
SPEAKER_04Não vamos falar só fofoca do Cal. A sua fofoca do Carl é boa.
SPEAKER_02Tá bom, vamos lá, gente. Aparentemente, mesmo antes de me formar, o Conselho de Arquitetos e Urbanistas de São Paulo já sabe quem eu sou.
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_02Porque em janeiro deste ano, eu recebi um e-mail de dito CAL, Conselho de Arquitetos e Urbanistas, de São Paulo. Porque aparentemente houve uma denúncia ao meu perfil no Instagram.
SPEAKER_04Alguém denunciou Mariana Veloso.
SPEAKER_02Alguém denunciou meu ar.
SPEAKER_04Ao Cal.
SPEAKER_02Ao Cal. E aí o Cal tirou o tempo, 15 de janeiro.
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_02Pra analisar o meu perfil.
SPEAKER_04Voltaram no recesso animados.
SPEAKER_02Animados pra trabalhar. Analisaram o meu perfil e chegaram à conclusão de que eles precisavam me mandar um e-mail. O e-mail, adivinha, não é dizendo que eu infringi alguma regra, que eu me intitulei arquiteta não sendo arquiteta, porque nenhuma dessas coisas é verdade. O e-mail é apenas me alertando para que eu não venha eventualmente a infringir alguma regra em relação ao papel de um arquiteto poder ser apenas cumprido por um arquiteto.
SPEAKER_04Acharam, em algum momento, talvez, que ela pudesse, eventualmente, se denominar arquiteta, ainda sendo estudante.
SPEAKER_02E fazer coisas de arquiteta.
SPEAKER_04Porque ela estava fazendo coisas de arquiteta num apartamento que ela tinha acabado de alugar. Talvez tenha sido um problema inédito na vida deles. Porque é muito raro estudantes de arquitetura conseguirem ter um apartamento próprio para fazer as próprias coisas dentro do próprio apartamento.
SPEAKER_02Sim, tipo, ter condições de decorar o próprio apartamento tão a fundo, como a gente fez. E, ok, se existe alguém que tá fazendo isso, essa pessoa não tá sendo tão pública sobre isso. Eu acho que foi a primeira vez que houve esse combo, né?
SPEAKER_04E aí reclamou da Mariana estar falando de fazer um projeto, sendo que ela não é arquiteta ainda, mas o projeto é pra própria casa dela.
SPEAKER_02E é um projeto que não envolve responsabilidade técnica.
SPEAKER_04Nenhuma.
SPEAKER_02Que é a situação de se eu estivesse aqui sugerindo derrubar a parede da cozinha pra juntar com a sala, entendeu?
SPEAKER_04Eu queria muito fazer isso.
SPEAKER_02Isso seria uma coisa irresponsável de se fazer. Agora, eu escolher aonde vai o meu sofá, aonde vai a minha estante, aonde vai o vaso de planta, aonde vai o quadro e que cor eu vou pintar?
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_02Uma parede, isso eu posso 100% chamar de projeto.
SPEAKER_04Você viu não estar batendo meta, precisava denunciar X pessoas, alguém ficou com invejinha do seu perfil, da sua beleza, e ele falou: vamos denunciar maravilhoso.
SPEAKER_02É, mas o que o Carl podia fazer com essa denúncia era pensar: essa menina não tá fazendo nada demais, tem gente aí pela internet ensinando a construir coisa sozinho, sem arquitetos, sem. Tem gente ensinando a construir casas do zero.
SPEAKER_04E eles reclamaram que a Mariana não adianta.
SPEAKER_02Mas eu queria, é, não, eu queria falar quais foram as coisas, os pontos de atenção. Quais foram os pontos de atenção desse e-mail? Ah, a partir da análise do teu perfil, a partir da denúncia, não identificamos nenhuma infração. Porém, queremos deixar alguns pontos de atenção. Pontos de atenção são os seguintes. Observamos que mesmo que na sua bio esteja esclarecido que você é estudante de arquitetura, existem comentários nas suas publicações te chamando de arquiteta e tu não tá respondendo esses comentários corrigindo essas pessoas.
SPEAKER_04Queriam que a Mariana respondesse todo comentário que chama ela de arquiteta, falando, não, na verdade, eu sou estudante. Mas eu tomo cu, cara.
SPEAKER_02Gente, é uma coisa que totalmente foge do meu controle e foge do controle de todo mundo, né?
SPEAKER_04Bando desocupado.
SPEAKER_02É tipo assim, se alguém vê o teu vídeo fazendo coisa na tua casa e sai dizendo que tu é arquiteto. Não ia acontecer nada com o Pedro. O problema todo deles, o bife deles, é porque eu sou estudante dessa futura profissão. Então o Carl basicamente me mandou esse e-mail dizendo assim, olha, queremos deixar claro que pra atuar é preciso se inscrever, né? No Cal e começar a pagar a noidade. Foi todo no cu, Carl. Foi tipo assim.
SPEAKER_03Eu, hein?
SPEAKER_02Foi bem bobinho. Aí foi isso e o que mais que eles falaram no e-mail?
SPEAKER_03Não sei, não.
SPEAKER_02Era isso e. E um guia prático de boas. É, um guia de boas práticas nas redes sociais pra arquitetura. É isso.
SPEAKER_04Loucura. Não tem nem segmento pro meu próximo contexto.
SPEAKER_02A gente já falou muito disso aqui, a gente se revoltou muito quando chegou. A gente ficou debatendo se a gente respondia ou não o carro.
SPEAKER_04A Mariana passou uma semana puta, uma puta falta.
SPEAKER_02Eu não podia pensar sobre isso, eu perdi o meu sono na hora de dormir. Falava só sobre isso. Hoje já passou, a gente decidiu ignorar o e-mail, não responder. Continuamos fazendo nossos conteúdos do nosso apartamento. Chamamos de reforma. É, ainda teve isso. Eles falaram, ai, porque tu chamou o conteúdo de reforma. Gente, reforma. Reforma pode ser.
SPEAKER_04Vocês se acham bons demais pra serem nossos chefes, né? O que pode, editoria, sim, o que pode e o que não pode falar. Eu, hein? Eu, hein? Cara, um bando desocupado, cara. Só quer teu dinheiro, só quer que você pague a taxa do carro.
SPEAKER_02Gente, calma. Eu me formo em julho, final do ano, vou estar começando a pagar.
SPEAKER_04Se tudo der certo, nem vai pagar. Não vai ter dinheiro de Mariana Veloso pro cal de São Paulo.
SPEAKER_02Eu acho que tem que pagar o carro da tua cidade, então não vai ser vocês, carro de São Paulo, que vão receber meus 700 reais anuais.
SPEAKER_04Loucura, loucura. Bom, falamos duas semanas atrás sobre o Poa Fashion Week.
SPEAKER_02É verdade, Pô Fashion Week.
SPEAKER_04E está rolando agora o Rio Fashion Week. E até, pra minha surpresa, tá sendo gigante.
SPEAKER_02Não é, pra minha surpresa. Pô, Rio é rio, né? Não, é eixo.
SPEAKER_04Rio é rio, mas eu não sabia que o primeiro ia dar tão certo enquanto tá dando.
SPEAKER_02Tá dando mais certo que o São Paulo Fashion Week. É que o Rio tá num holofote muito grande.
SPEAKER_04O Rio sempre teve um holofote muito grande.
SPEAKER_02Mas é que, pô, até pro internacional ele tá.
SPEAKER_04O Rio sempre tem. O Rio sempre teve. Rio sempre teve.
SPEAKER_02Então por que tu não esperava que fosse dar tão certo?
SPEAKER_04Porque a gente vê o São Paulo Fashion Week nos últimos anos, não tá sendo grandes coisa o São Paulo Fashion Week. Não tá chamando os nomes que estão chamando o Rio Fashion Week. E talvez o Rio Fashion Week tenha chamado esses nomes porque é o primeiro, de novo, e as marcas querem participar. Mas os últimos São Paulo Fashion Week, Desfiles baixo orçamento, os desfiles novo São Paulo Fashion Week mesmo. Nada demais. Agora o Rio Fashion Week tá fortíssimo.
SPEAKER_02Mas eu acho que tem muito a ver com isso que eu falei, tá? Brasil está em alta, fora do Brasil.
SPEAKER_04O Brasil também tá em alta. Outubro do ano passado teve São Paulo Fashion Week e não foi a mesma coisa.
SPEAKER_02Mas então, o Brasil está em alta com a estética do Rio. Então eu acho que, pra ser notório globalmente, as marcas quiseram participar do Fash Week do Rio, entendeu?
SPEAKER_04Não sei se é só isso, não.
SPEAKER_02Eu acho que tem muito a ver com isso, cara. Rio tá, tipo, pô, o gringo só quer falar do Rio de Janeiro.
SPEAKER_04Rio de Janeiro sempre tava, cara.
SPEAKER_02Mas não sei, essa coisa do Brasil Cora aí meio forte.
SPEAKER_04Enfim, eu tava vendo uma entrevista do Oscar, que é o novo velho dono da Osclin. Ele criou a Osclin. 12 anos atrás, eles venderam pra Alpagata, que é o grupo da Havaianas.
SPEAKER_02Que loucura, não sabia dessa.
SPEAKER_04É, e aí a Oslim deu uma boa caída, assim. E aí, esse. E agora a Oscan voltou a ser só dele. E, por exemplo, quando ele vendeu a parte da Osclin, a Oslin tinha 14 lojas internacionais, se não me engano, em Nova York, em Londres, em Paris, em Tóquio. Fecharam todas nos últimos anos.
SPEAKER_00Que loucura.
SPEAKER_04Não trataram bem a empresa. Então ele recomprou. E teve um desfile no Rio Fashion Week, eu vi algumas peças, muito a cara da Oslin, muito legal. Mas teve uma coisa que eu achei muito interessante: que ele falou: a gente vai ser menor em distribuição, mas com mais qualificação. Hoje temos cerca de 60 lojas. É muito. Meu desejo seria ter 5 a 10 lojas, mas na prática devemos ficar entre 20 e 30, fechando umas 3 a 4 por ano. Eles, ao invés de quererem expandir, eles querem diminuir. Achei muito legal poder voltar a focar realmente em menos mercados, com melhor atendimento, algo mais exclusivo, inclusive.
SPEAKER_02É, mais exclusivo e com o público-alvo mais específico, né? Não atirar pra todos os lados.
SPEAKER_04Exato, porque financeiramente não tava dando certo. E eu achei muito interessante essa colocação dele. E é uma visão muito certa, assim, de marca, de realmente vamos ver o que tá dando errado, vamos diminuir pra acertar. Enfim, parabéns, Real Fashion Week. Parabéns, Osclin. A gente foi chamado pra alguns desfiles, eu tô muito triste que a gente não vai. É. A gente deveria ter se programado melhor.
SPEAKER_02Pro Hill Fashion Week.
SPEAKER_04É. Esse domingo assistimos o primeiro episódio da terceira temporada de Euforia. O que você achou, Mariana?
SPEAKER_02Tu não quer contextualizar Euforia?
SPEAKER_04Euforia, uma série da HBO, que é remake de uma série israilense.
SPEAKER_02Eu já não sabia disso.
SPEAKER_04É.
SPEAKER_02Olha só, tu contextualizar me traz novas informações.
SPEAKER_04Eu foria o remake de uma série israelense em que as duas primeiras temporadas eram basicamente sobre dramas escolares, drogas e sexo, e era uma série para adultos. A terceira temporada virou um. um faroeste. Virou um Breaking Bad ali de drogas. Virou uma coisa que eu não sei dizer. A gente assistiu o primeiro episódio da terceira temporada. E. Eu me diverti em algumas cenas, eu me diverti em alguns momentos, mas não é a mesma euforia que a gente tá acostumado a ver.
SPEAKER_02Não.
SPEAKER_04Não.
SPEAKER_02A gente tocou nesse assunto, né?
SPEAKER_04Tocou. E.
SPEAKER_02Eu acho que é isso. É trazer o parecer de como foi assistir o primeiro episódio.
SPEAKER_04O que é interessante é: tem a pior avaliação de todos os episódios no IMDB, estreou com a pior avaliação, só que a terceira temporada de euforia aumentou 44% de público em relação à segunda temporada. Então estreou com mais audiência. Querendo ou não, alguma coisa eles estão fazendo certo. A gente pode não gostar, a gente pode gostar, pode gostar de algumas cenas e de outras não. Mas o mais importante que é a audiência.
SPEAKER_02Cara, mas eu acho que, com toda a antecipação que teve negativa sobre a série, a audiência aumenta e a motivação são haters poderem haters.
SPEAKER_04Hate Watch não dá tanta audiência assim. É. É uma misconception. É um erro que as pessoas têm de achar que Hatewatch traz audiência. Não traz. Hatewatch muitas vezes traz relevância nas redes sociais, muitas pessoas falando sobre. Mas realmente para um domingo, 11 horas da noite, 10 horas da noite, pra assistir, são poucas.
SPEAKER_02É.
SPEAKER_04É.
SPEAKER_02Na minha cabeça, pra falar mal daquilo, eu preciso ter muito conhecimento sobre.
SPEAKER_04É bom pra você. A maior parte das pessoas vai ver três fotos e vai criticar. As pessoas não vão parar pra ver uma hora e três minutos de episódio pra falar mal. Não fazem. E com isso, estamos terminando o nosso giro de notícias da semana. A gente foi rápido nessas últimas duas. Foi.
unknownFoi.
SPEAKER_02Nas duas eu fiquei com um outro tópico engasgadinho aqui, ó.
SPEAKER_04Qual o tópico?
SPEAKER_02Não, não, a de euforia é uma curiosidade muito mal aprofundada por mim. Eu vi que alguém falou que a estética dos Billboards da euforia e etc. foram, entre aspas, roubados de uma artista de 25 anos.
SPEAKER_04Teve, mas isso é da primeira temporada, but acusou-se euforia de roubar a identidade visual de outra artista. Eu acho que isso é um tópico depois.
SPEAKER_02Mas que ela foi contratada.
SPEAKER_04Ela no início foi contratada.
SPEAKER_02Depois ela foi demitida depois que eles já conseguiram sugar o que eles queriam ter. Foi basicamente isso, né? Bizarro.
SPEAKER_04É foda. Não temos muitas histórias nossas pra contar essa semana, eu acho, pelo menos.
SPEAKER_02Não temos?
SPEAKER_04Até temos.
SPEAKER_02É que daí é curto, né? Porque daí a gente terminou no último episódio falando quando seria a próxima vez que nos veríamos, depois que o Pedro foi embora de Porto Alegre, com muito esforço.
SPEAKER_04A gente se viu três semanas depois.
SPEAKER_02Comprei passagem pra ir pro Rio. Não!
SPEAKER_04São Paulo.
SPEAKER_02Ah, é verdade, a justificativa foi atualizar meu material de modelo pra alavancar de volta minha carreira de modelo. É isso.
SPEAKER_04Aí ela foi pra São Paulo, eu fui pra São Paulo, vim pra São Paulo. A gente se encontrou, passou sete dias junto.
SPEAKER_02Quatro dias em São Paulo. Depois eu fui e fiquei um monte no Rio contigo.
SPEAKER_04Depois passou dez dias no Rio e a gente começou a namorar.
SPEAKER_02Aí foi tipo um intensivão de 15 dias juntos. E aí oficializamos, chamamos de namoro.
SPEAKER_04E estamos aqui agora.
SPEAKER_02Estamos aqui agora, é isso. Não tem mais como alongar essa história.
SPEAKER_04Por isso, reunimos perguntas que vocês nos fizeram hoje pra responder algumas coisas e poder responder mais do que em 59 segundos de stories.
SPEAKER_03É isso.
SPEAKER_04A Ingrid Mendes nos perguntou: como a gente define o nosso estilo? Estilo de casa, imagino eu.
SPEAKER_02Será que é só de casa? Nosso estilo num geral.
SPEAKER_04Não sei. Como é que a gente define?
SPEAKER_02Eu acho que é eclético bebendo muito da fonte ofentry of modernism.
SPEAKER_04A gente tirou as palavras da minha cabeça. Eu estava literalmente falando um modernismo eclético.
SPEAKER_02É, é isso. É isso.
SPEAKER_04É um modernismo eclético. A gente gosta muito dos bons and velhos.
SPEAKER_00Yeah.
SPEAKER_04Those da decada de 40, da decada de 50, 60, que beberam muito da Bauhaus, do Modernismo, the mid-century. But a gente também não quer fazer um pastiche disso.
SPEAKER_02Exatamente. Eu acho que o ponto todo é tu saber gostar do que tu gosta e usar isso como referência sem tentar copiar um ambiente. Não é pegar uma imagem no Pinterest tentar recriar na tua casa.
SPEAKER_04Não é tentar recriar a casa dos Ames.
SPEAKER_02Não é tentar recriar a casa do Ames Charles. Charles Ames.
SPEAKER_04Casal. Não, é só fazer com o nosso estilo bebendo dessa fonte.
SPEAKER_01É isso.
SPEAKER_04É o que eu recomendaria o casal gaúcho fazer. É ver o que inspira eles lá e trazer pros dias de hoje com algo que dá um calorzinho no coração deles.
SPEAKER_02É, mas isso é mais difícil.
SPEAKER_04A Mariana não concorda com essa ideia, cara.
SPEAKER_02Cara, é porque é difícil tu fazer isso. Quem eu vejo morando em casas que têm elementos dessa época são o quê? Daí, infelizmente, nós não temos tanto acesso aqui. Americanos que compram casas vitorianas reformam a casa ao invés de restaurar ela a sua glória anterior. Então, por isso que eu falei, o que eles podiam ter feito. Ela tem um casarão antigo.
SPEAKER_04Se a gente fosse construir uma casa nossa do zero hoje, a gente não estaria fazendo essa casa copiando exatamente o brutalismo e o modernismo da década de 50. A gente estaria fazendo hoje em dia, mas claramente com inspirações, pelo menos na rocha.
SPEAKER_02Claro, é só porque é muito mais difícil tu usar de inspiração uma coisa que era tão baseada em decoraçõezinhas pontuais, né?
SPEAKER_04Claro, mas eles queriam fazer. E de roupa, como é que é o nosso estilo?
SPEAKER_02Mas eu acho que é a mesma coisa de roupa pra gente. É tipo assim, a gente gosta sempre de ter algum elemento vintage na roupa, né? Alguma peça garimpada. Eu gosto muito de fazer.
SPEAKER_04Você é muito mais do que eu, eu não.
SPEAKER_02Eu sou muito da roupa vintage. Só que de pegar.
SPEAKER_04A roupa adoro roupa nova.
SPEAKER_02Só que pegar e ressignificar essa roupa, não trazer uma caricatura de como essa roupa era usada no período de onde ela é, sabe? Pô, eu tenho muita coisa que é dos anos 80, eu tenho muita coisa que é dos anos 90, tenho muita coisa que é dos anos 2000. Acho que são as três décadas existentes aí no meu guarda-roupa. Raramente eu tenho uma bolsinha garimpada que é dos anos. Mas, enfim, eu gosto muito de pegar essa coisa, vintage, e misturar de forma inusitada com trends, tendências e, enfim, peças, modelagens atuais.
SPEAKER_04Eu gosto muito de um básico elevado. Eu gosto muito de umas tendências. Tendências não, mas umas. linguagens asiáticas de modelagem. Mas são básicos elevados. São boas peças básicas e elevadas. O Victor Manuel perguntou. Se a gente pudesse roubar uma roupa do guarda-roupa do outro, o que roubaríamos? Eu não sei como é que a Mariana vai responder isso, porque ela todo santo dia abre o meu armário pra pegar alguma peça.
SPEAKER_02Eu roubo. Eu roubo ativamente, não é se a gente pudesse roubar, eu posso roubar.
SPEAKER_04Exato.
SPEAKER_02Eu posso e eu roubo.
SPEAKER_04Eu não roubaria nada.
SPEAKER_02Ah, é, palhaço?
SPEAKER_04Não tem nada que eu consiga. Caberia em mim.
SPEAKER_02O que tu usou esses tempos aí? A jaqueta do meu pai.
SPEAKER_04Mas não é que eu guarda-roupa. Alô, Júlia!
SPEAKER_02É meu.
SPEAKER_04É da Mariana e da Júlia.
SPEAKER_02Mas não deixa de ser meu, sabe?
SPEAKER_04Porto Alegre. Então eu não abriria o seu guarda-roupa. Eu não roubaria do seu guarda-roupa. Eu roubaria da sua família. Eu realmente roubaria a jaqueta do teu pai.
SPEAKER_02Cara, eu acho uma injustiça essa jaqueta não ser minha, gente. Foi uma jaqueta de couro que eu encontrei. Tipo, no depósito da minha casa, toda mofada.
SPEAKER_04E a Júlia tem tão menos que você, coitada, que ela merece ter essa jaqueta.
SPEAKER_02Aí eu peguei a jaqueta, eu lavei a jaqueta, comecei a usar a jaqueta, todo mundo ria de mim quando eu usava a jaqueta. Uma jaqueta de couro, com umas inspirações meio até de aviação, assim. E aí, do nada, a minha irmã decidiu que gostava da jaqueta também e começou a fazer uma guarda compartilhada da jaqueta. Começou a me cobrar quando eu levava a jaqueta pra São Paulo, trazia a jaqueta pra São Paulo. Enfim, aí, com a mudança definitiva, eu decidi abrir mão da jaqueta, deixar a jaqueta com ela em Porto Alegre.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_02E comprar uma semelhante na feira do bexiga.
SPEAKER_00Que é ótimo.
SPEAKER_02Que eu, inclusive, dividi com o Pedro, porque daí ele também gostou muito da nova jaqueta. E agora ela é nossa jaqueta vintage de grandona marrom.
SPEAKER_04O Michel Diamante perguntou pra gente como a gente se organiza para termos tempo a dois sem impactar o nosso trabalho. A gente não organiza. A gente só vive a nossa vida.
SPEAKER_02É, eu acho que a gente tem muito privilégio de que o nosso trabalho nos permite ter tempo sobrando. Sim, a dois. A dois.
SPEAKER_04E esse é o maior tempo a dois de qualidade que a gente tá tendo nos últimos tempos também.
SPEAKER_02É, eu falei isso nos stories, que eu acho que é. Eu fico quase que ansiosa pelo dia de gravar o podcast, porque a gente consegue ter uma conversa muito focada na conversa, sabe? Ninguém tá ao mesmo tempo olhando o Instagram, ninguém tá ao mesmo tempo pensando em outras demandas de trabalho. A gente tá focada aqui em debater coisas. É trabalhar, mas é que é uma conversa que a gente consegue ter mais.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_02Quase que longe de telas, mesmo tendo uma tela gigante na nossa frente.
SPEAKER_04É isso. A Erika As perguntou como a gente lida com a fama. E eu boto fama entre aspas.
SPEAKER_01Fama, entre aspas.
SPEAKER_04A gente lida super bem. São vocês que assistem, que falam com a gente na rua e que comentam e que tudo que permite a gente ter tudo que a gente tem hoje. Então a gente lida super bem, super grato a todo mundo.
SPEAKER_01É isso.
SPEAKER_04Tem momentos, deixa eu não negar, acontece muito mais comigo do que com a Mariana, que dá uma cansada a certas coisas. Tem polêmicas vazias que se criam ao redor de coisas que a gente fala que incomodam às vezes e que cansam, mas o lado bom é tão melhor que o lado ruim.
SPEAKER_02É, não, o lado ruim não tem nem muito direito de como reclamar, porque o lado bom.
SPEAKER_04É, a gente não reclama da vida, a gente reclama muito mais de pessoas específicas que fazem maldades e que veem coisas de maneiras negativas e diferentes e que deturpam. Mas é sempre muito bom. A Nai perguntou: como fazemos para trabalhar os dois de casa?
SPEAKER_02A gente alugou um apartamento.
SPEAKER_04Com três quartos.
SPEAKER_02Com três quartos. E a gente também valoriza o tempo de cada um. Eu acho que isso é uma parte importante, porque se um dos dois não conseguisse respeitar e só o outro tivesse essa vontade de se isolar e ficar quieto pra trabalhar, não ia dar certo.
SPEAKER_04Sim.
SPEAKER_02Mas como os dois sabem a hora de parar.
SPEAKER_04A gente alugou um apartamento de três quartos, sendo um quarto do casal, um meu escritório e o outro, teoricamente, o escritório da Mariana. Mas nesse exato momento o escritório da Mariana se tornou a nossa sala. Tá tudo do TCC no.
SPEAKER_02Não, é, no caso, a nossa sala virou o meu escritório e que era pra ser o meu escritório é só meu closet.
SPEAKER_04Legal. E aí, enfim. A gente não tem mais mesa de jantar hoje em dia.
SPEAKER_02Mas é só até julho.
SPEAKER_04Ah, que bom. Divertido.
SPEAKER_02É só até entregar o TCC. Pô, é que não teria uma mesa. Não, você vai ganhar uma mesa amanhã.
SPEAKER_04Você vai ganhar uma mesa amanhã.
SPEAKER_02Que caberia uma folha 1. Cabe. Não cabe. Cabe? Não cabe.
SPEAKER_04A1 é quanto?
SPEAKER_02Pô, não tem a medida da A1 na minha cabeça. A 1 é duas a dois, é isso que eu sei.
SPEAKER_04Cabe a 1, eu tenho certeza que cabe a 1.
SPEAKER_014x3.
SPEAKER_04Naquela dali, cabe a 1. Como a gente faz a nossa divisão financeira? A Ana P. Franca ou França perguntou.
SPEAKER_02Cara, cada um paga as suas coisas.
SPEAKER_04Cada um paga as suas coisas, normalmente.
SPEAKER_02É tudo 50x50.
SPEAKER_04É. Um mês um paga um condomínio que é mais caro que o aluguel e outro paga o aluguel.
SPEAKER_02Isso nem é tão organizado também.
SPEAKER_04Não é também, não.
SPEAKER_02Teve, tipo assim, ah, dois meses seguidos que o Pedro pagou o que era mais caro e eu paguei o que era mais barato. É muito baseado também, tipo, a gente no final do mês ali, transparência. Ah, como é que ficou pra ti de grana nesse fechamento do mês? Ah, ficou menos que tuba, aparentemente. Ah, então esse mês tu que paga mais caro, eu que pago mais barato.
SPEAKER_04Cada refeição. É mais transparente. Um pad no iFood e a gente vai revezando quem pede cada refeição.
SPEAKER_02Às vezes a gente se esquece quem que foi, já se perde no negócio, mas.
SPEAKER_04Às vezes alguém quer uma coisa mais cara que a outra e essa pessoa acaba pedindo. E normalmente é a Mariana com sushi.
SPEAKER_02Toda vez que a gente pediu sushi, acabou com metade e metade.
SPEAKER_04É, né? É verdade.
SPEAKER_02E aí, tu também só peça o sushi quando tu concorda que é dia de pedir sushi.
SPEAKER_04Tem isso. A Manu Asmar perguntou: dicas pra quem tá indo morar junto. Temos dicas?
SPEAKER_02Eu não sei se eu sei dar dica.
SPEAKER_04Cara, eu acho que é respeitar muito a individualidade do outro. É entender que só porque vocês estão indo morar junto, vocês não vão ser uma só pessoa.
SPEAKER_02É, não viram a mesma pessoa.
SPEAKER_04E é respeitar que cada um vai precisar, às vezes, do seu próprio tempo, do seu próprio silêncio, do seu próprio lugar.
SPEAKER_02Pensando agora, na última semana, eu meio que tive um insight sobre outra coisa que é importante, que é autocrítica. O seguinte, e isso é uma autocrítica, tá? Que essa semana, em diversos momentos, eu me incomodei por, tipo assim, tu pegar e estourar pipoca de micro-ondas e deixar o plástico da pipoca de micro-ondas em cima da bancada ao invés de jogar no lixo. E aí eu imediatamente pensar assim, vou gritar aqui pra reclamar do Pedro, porque ele fez isso aqui e, pô, podia muito bem ter jogado no lixo, né? Só que aí tu para e pensa, quantas vezes eu fiz ou a mesma coisa ou algo equivalente em outro cenário, sabe? Em outra tarefa doméstica. Exato, quantas luzes eu deixo aces, não sei o que, não sei o quê.
SPEAKER_04Quantas luzes você eu apago e eu também não falo nada. Exatamente.
SPEAKER_02É isso. Então é isso. Essa é a autocrítica na hora de tu pensar em encher o saco do outro porque ele não fez alguma coisa da casa. É tu pensar em quantas vezes tu faltou e aquela pessoa também só ficou quieta e fez pra ti.
SPEAKER_00É isso.
SPEAKER_02E eu acho que é isso, porque senão o ambiente se tornaria insuportável. Por exemplo, na minha casa era muito mais clima de guerra. Porque quando tu viu o faltante da outra pessoa, tu fazia a questão de ir lá esculachar ela pelo faltante. Mas eu acho que é muito mais interessante tu fazer isso, tu parar e analisar como tu também já faltou várias vezes, então não vale a pena ir lá criticar o outro, é ficar quietinho e fazer, todo mundo colabora dessa forma.
SPEAKER_04Com certeza. E, cara, é entender que cada um tá tendo um dia completamente unitário. E que às vezes um vai estar irritado, às vezes o outro vai estar mais cansado. E que não é sobre você, é sobre outra pessoa. E faz parte do parceiro que tá morando com essa pessoa também entender as coisas. E é isso, tem momentos que, às vezes, o meu dia tá muito estressante, da Mariana não tanto. Se ela gritasse comigo porque eu deixei a pipoca do lado de fora, pra mim podia ser o estopim de eu, sei lá, me revoltar, me cansar, tudo. E às vezes é entender muito o dia do outro. A Mariana vira e mexe, tá estressada por 10 mil motivos diferentes. Imagina, se toda vez que eu visse uma luz dela acesa, eu reclamasse. Não faz, é entender muito que cada um tem seu próprio dia, mesmo vocês morando juntos.
SPEAKER_02É isso, eu acho que é abrir mão de ser chatão, assim, com coisa de casa, sabe?
SPEAKER_04Essa eu acho a nossa dica.
SPEAKER_02Eu acho que é uma boa dica.
SPEAKER_04Mariana, vamos para o saldo da semana. O que fizemos, o que compramos, ou ficamos de olho, o que recomendamos? O que você comprou essa semana, Mariana?
SPEAKER_02Desses últimos episódios, eu comprei um vestido da Tig, preto, esvoçante, maravilhoso, que o Pedro trouxe uma referência mortícia que me ofende um pouco. Porque eu olho pra ele e eu sinto uma coisa Fleetwood Mac, entendeu? Eu sinto Steve Nid. Eu me sinto etéria. Eu não me sinto mortícia. Vocês entendem a diferença do tom de o que eu tava querendo com isso e o que o Pedro tá dizendo que eu atingi.
SPEAKER_01Mortícia.
SPEAKER_02Me ofende. Mas eu tô apaixonada pelo vestido. As garotas do meu Instagram entenderam a minha referência à Flute Boot Mac, a Steven Mãe.
SPEAKER_04Porque alguém me chamou de novo.
SPEAKER_02Não, teve umas duas pessoas de mortícia, tá?
SPEAKER_04E eu não falei nada publicamente, então isso veio na cabeça delas também.
SPEAKER_02Ah, que bom, né? Nosso episódio de ir na Mont no provador juntos. Eu comprei dois vestidos e uma calça jeans, que é simplesmente a calça jeans mais perfeita, com o jeans mais impecável, modelagem caimento. Não é o que você tá usando agora, né? Não é o que eu tô usando. Ela não é das mais confortáveis. Porque ela não é esses jeans que esticam e ela não é completamente largona. Ela é mais coladinha. Mas ela é muito bonita. Mas ela é simplesmente impecável, né? Essa calça que eu vou usar pra me jogar no sofá em casa, que a gente só usa calça jeans confortável pra ficar em casa, né? Mas é assim, ó, ela é absurda. Claro que os vestidos também são incríveis, mas é que eu espero isso da Mondé Part, entendeu? A calça jeans foi mais impressionante pra mim que eles fazem tão bem. E tu também, né? Tu já tinha comprado um jeans da Mondé Part e eu fiquei morrendo de vontade.
SPEAKER_04Sim, a hora que eu vesti o jeans da Mão de Part, eu falei, isso aqui vai sair de casa comigo. O provador comigo. Eu comprei cinco peças na Mondé Part. Duas camisas sociais.
SPEAKER_02Uma calça.
SPEAKER_04Uma calça, que eu fiz um vídeo, e duas camisetas. Foi isso.
SPEAKER_02É verdade.
SPEAKER_04Lindas. E foi o que eu comprei essa semana. Só, basicamente. Só, né? Entre mil aspas. E. Bom, a gente foi convidado pra ver Shrek essa semana, mas eu estava alérgico demais e não conseguimos sair de casa. Mas eu tenho uma recomendação, eu não assisti ainda, mas eu assisti a primeira temporada. Hoje, quando estamos gravando 16 de abril, estreia a segunda temporada da série Bife da Netflix. Eu acho que em português o nome é treta. A primeira temporada é ótima, bife. É muito boa. E a segunda temporada não tem nada a ver com a primeira. É um outro caso diferente. Mas é basicamente sobre uma briga que escalona. É muito boa.
SPEAKER_02Qual é o tipo de briga? Tipo, entre quais são.
SPEAKER_04É uma briga de trânsito, se não me engano.
SPEAKER_02Ah, de trânsito?
SPEAKER_04É, que escalona o nível de surto. Interessante. A série é muito boa.
SPEAKER_02Sei lá, quando falou de briga, eu pensei que podia ser entre dois vizinhos, qualquer coisa, sabe?
SPEAKER_04Não, mas é essa vibe - tipo assim, dois vizinhos brigando também seria um bife pra ele.
SPEAKER_02Entendi. Ah, cada temporada é um conflito, é um diferente. Entendi. É isso. Eu senti uma vibe quando eu escutei o título, quase que daquela série das mães que tu me indicou.
SPEAKER_04Não, é Big Little Lies. Não, nada a ver.
SPEAKER_02Nada a ver?
SPEAKER_04Nada a ver. O que tem a ver, talvez, seja mais um pouco da parte da fofoca, de cada um do seu lado, reclamando do outro. Entendi. Mas a série é muito boa, vale muito a pena a Netflix.
SPEAKER_02Pô, vou assistir também.
SPEAKER_04E nosso roteirista sugeriu que a gente fale também sobre os conteúdos que a gente postou essa semana. Eu, como criador de conteúdo, estou extremamente feliz com a performance do meu Instagram na última semana. Foi muito bem. Meus vídeos foram muito bem. Teve o Café com teu padrasto. Quando eu vi a notícia, eu falei que eu tinha certeza que eu precisava fazer um vídeo sobre isso, e eu estava correto. Falando sobre, graças a Deus, o breve, em breve, downfall do café com teu pai.
SPEAKER_02Extremamente necessário tu falar sobre isso. Ainda mais com todo esse contexto das pessoas ficarem dizendo que quando vem a tua imagem confundem com a imagem deste chorume humano.
SPEAKER_04Comentário que me irrita muito, mas enfim. Sim. Fiquei muito feliz com isso. Fiquei muito feliz com a performance do meu vídeo Lavando a Toalha. Pra mim foi um vídeo bobo e despretencioso, mas eu acho que graça muito às minhas gatas. Ele elevou também. Então, enfim, muito feliz com essa performance. Se vocês não assistiram, assistam. Se vocês assistiram e não comentaram lá, comentam aqui o que vocês acharam desses vídeos. E também dêem ideia de vídeo pra gente.
SPEAKER_02E agora é a minha vez.
SPEAKER_04Fala.
SPEAKER_02Eu, como estou fazendo meu TC6, tenho tomado bastante do meu tempo o que eu tive de conteúdo essa semana, além do nosso provador em casal. Que foi, inclusive, engraçadinho ver a repercussão que teve.
SPEAKER_04Foi super maneiro.
SPEAKER_02Tive a postagem do nosso fashion filme da 1000.
SPEAKER_00Verdade.
SPEAKER_02Que teve uma repercussão muito incrível. Pra mim foi muito. Eu tenho muito segurança de postar uma coisa tão diferente do que é esperado, né? Do meu perfil. Sempre acho que não vai performar tão bem, não seguir o modelo de sempre. Que a gente não tem quadros fixos, né? A gente tava até falando de.
SPEAKER_04Mas a gente tem uma linguagem fixa.
SPEAKER_02Mas a gente tem uma linguagem fixa e um fashion filme foge completamente disso. Então, fiquei muito feliz que foi bem recebido também. Eu acho que tem quase que um orgulho de muitas seguidoras minhas, assim, de verem o meu crescimento, o meu desenvolvimento e verem o uau, você está trabalhando com a mil. E pra mim também é muito isso.
SPEAKER_01Claro.
SPEAKER_02E tá rolando super bem também a série de documentar o meu TCC.
SPEAKER_04Foi ideia de quem, Mariana?
SPEAKER_02Que foi ideia do meu namorado.
SPEAKER_04Porra. Às vezes ela decide me ouvir, cara. Vira e mexe, eu dou uma ideia de orgânico pra ela e ela. Ai, tá bom. E aí eu falo duas. É que eu falo três dessas. E aí eu falo quatro.
SPEAKER_02É, todas essas não é como se ele falasse ou não quisesse fazer. Só demora um pouco pra eu me acostumar com a ideia de que, pra fazer, eu tenho que estruturar. Eu tenho que sentar e gravar. E blá blá blá, por exemplo. Um vídeo que o Pedro tá falando que eu tenho que fazer, e eu concordo que eu tenho que fazer. Como é usar um MacBook como estudante de arquitetura para software de arquitetura, enfim. Vou fazer esse vídeo, só que no meu tempo.
SPEAKER_04Mas já tinha que ter feito. Tá com o MacBook há quatro meses, cara.
SPEAKER_02É, olha só, agora eu tenho mais experiência pra falar sobre.
SPEAKER_04Sim, mas já perde um pouco também do timing.
SPEAKER_02Não acho. Vai ser muito bem recebido. Vai, claro. Recebam bem, por favor, porque pra eu provar o Pedro errado.
SPEAKER_04Claro que vai ser bem recebido, mas já tirou um pouco do momentum que tava, quando tava todo mundo te perguntando sobre isso.
SPEAKER_02É que eu acho que é um tópico atemporal. Todo mundo acha que MacBook não dá pra arquitetura.
SPEAKER_04E você vai provar que dá. É isso, mais alguma coisa? É isso.
SPEAKER_02Não.
SPEAKER_04Então estamos chegando no final do episódio de hoje. Se você chegou até aqui, a gente considera parte do nosso apartamento e quem sabe a gente não te dá uma cópia da chave.
SPEAKER_02Se tu tá nos ouvindo no Spotify ou no Apple Podcast, segue a gente por lá, deixa uma nota pra gente, ajuda muito.
SPEAKER_04E se você tá no YouTube, não se esquece de se inscrever no nosso canal, ativar o sininho pra sempre que a gente postar um vídeo novo. Dá aquele famoso joinha, eu sempre quis falar isso, cara. Meu sonho era ser youtuber.
SPEAKER_01Eu tenho pavor de ter que falar isso, ainda bem que ficou pra ti.
SPEAKER_04Exato. Dá o joinha e, enfim, comenta. A gente lê tudo e agora a gente vai começar a trazer os comentários do YouTube.
SPEAKER_02Realmente chama de joinha no YouTube no YouTube. É joinha. Em português é joinha.
SPEAKER_04Achei joinha.
SPEAKER_02Porque like é em inglês, né?
SPEAKER_04Sim. E qualquer coisa, também estamos no Instagram, tanto da Mari quanto meu, e também do apartamento 32. Manda mensagem, manda pergunta, manda pauta. A porta por lá. O arroba é apartamento.3.2.
SPEAKER_01Que eu ainda não gosto, mas é isso. Nos encontre por lá.
SPEAKER_04A porta tá sempre aberta. E a gente se vê no próximo episódio, sexta-feira, 11 da manhã.
SPEAKER_01É isso. Um beijo.
SPEAKER_04Beijo.