Apartamento 32
cultura, nosso relacionamento e a semana que passou.
@pgmiziara e @_mari.veloso no nosso sofá de casa
Apartamento 32
POLÊMICA NO FLAMENGO, NO MET GALA E NO CINEMA - Apartamento 32 Ep 6
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Episódio 06 do Apartamento 32 — o podcast do Pedro Gabriel Miziara e da Mari Veloso.
Nesse episódio, a gente senta pra conversar sobre a semana mais barulhenta da agenda cultural: o Met Gala 2026, com Jeff e Lauren Sánchez Bezos como patrocinadores principais e o boicote que tomou as ruas de Nova York; a polêmica em torno da arte do Flamengo para a Libertadores e o velho debate entre referência e plágio; o comportamento das plateias de cinema depois das sessões caóticas de "Michael" e a saudade dos lanterninhas; e a manobra do Cinemark para driblar a Cota de Tela exibindo "Zuzubalândia" mais de 17 mil vezes em 2026.
No quadro Love Story, abrimos uma conversa que muita gente pede: como a gente divide as contas em casa.
⏱ CAPÍTULOS
00:47 - Leitura de Comentários
04:09 - Polêmica do MET Gala
21:56 - Plágio no Flamengo e debate artístico
32:34 - Lanterninhas no Cinema
46:40 - Cota de tela e programação de filmes
49:58 - Love Story: divisão financeira
01:17:46 - Encerramento
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Pedro: @pgmiziara
Mari: @_mari.veloso
Olá, meus queridos. Eu sou Pedro Gabriel Muziara. E eu sou a Mari Veloso e sejam muito bem-vindos ao Apartamento 32, podcast semanal em que eu e Mariana a gente fala um pouco da nossa vida, de notícias, de fofocas.
unknownE.
SPEAKER_02O que ideia na telha, no geral?
SPEAKER_00O que ideia na telha. Bom, episódio de hoje temos algumas coisas. Polêmica no Met Gala. Polêmica no Flamengo. Polêmica no cinema. Polêmicas. Leitura de comentário. E mais algumas coisas. Pois bem. Ah! Vinheta, né? Está cada dia mais próximo à identidade visual desse canal, tá? Vocês não perdem.
SPEAKER_02Eu acho que a vinheta tinha que tocar com as duas gatinhas sentadas no meio, né?
SPEAKER_00É, se elas quiserem vir, elas tiveram.
SPEAKER_02Pode sentar aqui, por favor. Helena e Elisabeth agora.
SPEAKER_00A Laura Rosso comentou. Queria saber mais da vida do Pedro também. Quantos anos saiu de casa? Como a relação com os pais estando em São Paulo? Adoro muito vocês dois. Estou assistindo a todos os episódios.
SPEAKER_01É o Pedro.
SPEAKER_00Pois bem, Laura. Eu saí de casa, jovem, cedo, criança. 19 anos. E eu não tenho relação com os meus pais, basicamente. Não é a melhor relação dos mundos. Um dos motivos pelo qual eu saí de casa tão cedo foi essa. E outro motivo pelo qual eu sou tão independente na minha vida em geral e feliz morando em São Paulo. Eu acho é pela liberdade que eu criei de poder não estar próximo. E, bom, domingo é dia das mães, e estou falando isso nesse dia das mães, mas não tenho uma boa relação com eles, e primeira vez que eu falo isso publicamente.
SPEAKER_02Eu sempre fiz questão de respeitar extremamente isso, mas é que a minha família faz tão parte da minha história que é uma coisa que sempre vem à tona, né, entre a gente.
SPEAKER_00Claro.
SPEAKER_02A minha foi. Publicamente também, assim, sabe?
SPEAKER_00A minha faz parte da história, né? Positivo ou negativamente, mas faz parte.
SPEAKER_02Ah, mas eu digo do atual, sabe? Eles estão sempre sendo tópicos na minha vida. Total. E aí é muito comum que a gente fale muito da minha aqui, sabe?
SPEAKER_00Eu faria do Pedro, né? Exatamente. A Anne falou, agora que a Mari contou o processo pra entrar na faculdade, também gostaria de saber qual foi o processo do Pedro. Escolha do curso, como foi parar no mundo do cinema, experiência com o TCC. Anne!
SPEAKER_02Aposto que não foi tão traumático quanto está sendo pra mim.
SPEAKER_00De longe, assim, cinema sempre foi minha única opção da vida. Teve um momentinho que eu pensei, você é um ótimo psiquiatra.
SPEAKER_02Não acredito.
SPEAKER_00Estou descobrindo isso agora. Foi, cara, foram dois meses, aí eu me toquei que eu precisaria virar médico e eu não queria virar médico.
SPEAKER_02Ah, é verdade.
SPEAKER_00Mas eu acho que eu seria um ótimo psiquiatra. E eu não queria ser psicólogo, queria ser psiquiatra, queria poder receitar remédio, né?
SPEAKER_02Entendi.
SPEAKER_00Era um pouco de admiração o meu psiquiatra, que.
SPEAKER_02Ah, entendi.
SPEAKER_00Mas eu fiz PUC-Rio, passei pra PUC direto de primeiro. Meu colégio, modéstia à parte, era muito bom no Rio, e ele preparava a gente exatamente pra PUC. Cinema pode parecer vagabundagem, mas era o terceiro curso mais concorrido da PUC. Atrás apenas de arquitetura e engenharia, se eu não me engano. Ou arquitetura e direito. Passei. A faculdade foi boa, foi uma faculdade de comunicação. Era muito mais textos, leituras, do que fazer algo. E na época isso me incomodava, porque eu queria produzir, eu queria fazer. Mas no final das contas, eu percebi que o fazer é atualizado o tempo todo. A filosofia por trás do fazer não é. Então, as minhas aulas de sociologia, filosofia, política me ajudaram muito a fazer.
SPEAKER_02Sim, no fim.
SPEAKER_00Exato.
SPEAKER_02Fez muito sentido.
SPEAKER_00E. Meu TCC foi durante a pandemia. Em 2019, no final de 2019, eu tinha entregado um documentário na PUC, que a gente tinha que entregar um documentário e depois uma ficção. Eu entreguei o documentário, que era sobre o anacronismo da fotografia analógica, basicamente. Porque nós estávamos voltando a querer fotografar analogicamente. Quando eu entrei na matéria do TCC, eu mostrei esse documentário pro meu professor e ele falou: Pedro, você já tem seu TCC aqui. Só agora escreve algo pautando, baseado nisso, basicamente. Entregue e tá pronto. Tirei 10, não me estressei, nem de longe foi igual a Mariana.
SPEAKER_02Bom pra ti. A Débora Queiroz, 9933, disse: Justice for Pedro, ele é apenas carioca.
SPEAKER_00Porra, exato.
SPEAKER_02Eu acho que sim, faz muito sentido. A tua fala é vista de forma muito mais hostil pelas suas origens.
SPEAKER_00Eu sofro xenofobia.
SPEAKER_02É quase isso.
SPEAKER_00Quase não, é literalmente isso. A Tainara falou: eu adoro vocês, acho dinâmica espontânea e cheia de conexão. Dá pra ver o quanto se entendem e se respeitam. A gente se respeita. Nem sempre a gente se entende.
SPEAKER_02Eu não esperava por essa. Eu ia justamente falar que eu gostei muito como o jogo virou de um episódio pro outro, não no sentido de opinião geral. Acho que continuamos dividindo opiniões, e por um lado isso é bom, quer saber? Eu acho que nos torna papo em roda de conversa e dane-se.
SPEAKER_00E não é pra ser unânime mesmo, não.
SPEAKER_02Exatamente. Eu acho que faz muito sentido com também a nossa relação, que nunca necessariamente é aquela coisa de se um falou tá falado, os dois concordam, não sei o quê. A gente discorda muito. O que eu tava pensando.
SPEAKER_00Não é natural. Se a gente fosse homogêneo, isso aqui seria muito chato. Era só a gente lendo notícias e não falando sobre nada.
SPEAKER_02É. Mas eu gosto muito de como vieram muitos comentários de quem gosta da nossa dinâmica, quem gosta de como a gente interage, porque foi uma coisa que eu falei pro Pedro essa semana, como é natural do ser humano, não é criticar ninguém. A gente falar muito mais quando o feedback é negativo do que quando o feedback é positivo, né? Então, acho que o que aconteceu foi a gente receber uma onda de feedbacks negativos ali no episódio, e o pessoal compensou no episódio seguinte. Quem tinha coisa boa pra falar foi lá e falou. Eu acho que isso faz bem pra alma da pessoa que comenta e pra nós, obviamente. Muito.
SPEAKER_00Esphar amor é muito mais legal do que espalhar raiva. Dito isso, se semana passada os comentários tivessem sido negativos, a gente tava pronto pra encerrar essa brincadeirinha daqui e nunca mais voltar. Graças a Deus não foi.
SPEAKER_01Ninguém precisa disso pra ficar ouvindo ofensa toda semana. Graças a Deus, a gente já tem tudo muito bem estabelecido nas outras redes.
SPEAKER_00A Amanda Carvalho falou que depois deles e do. Desculpa, depois dela e do marido dela, nós somos o casal favorito. Pra encerrar, a Fernanda fez um comentário que eu achei muito positivo. Concordo com pouquíssimas coisas com eles, e por isso mesmo que amo ver esse podcast.
SPEAKER_02É sobre isso. Literalmente. Essa frase meio clichê da internet. Resume. Eu gosto muito que tenha esse intuito de ver opiniões diferentes da sua quando vai assistir o podcast. Eu acho que isso engrandece muito mais uma pessoa do que ficar vendo só quem concorda com ela, quem tem as mesmas opiniões, né?
SPEAKER_00E eu acho que exige coragem, inclusive, de quem discorda da gente, continua ouvindo. Porque é muito fácil a gente ir pra algo, como eu já falei, homogêneo. Que é tipo assim, é só.
SPEAKER_02Sim, ficar nesse look. De se reafirmando a opinião e nunca tentar olhar por outro lado, outro ponto de vista.
SPEAKER_00Precisamente. Falando em ponto de vista, essa semana a gente teve diversos pontos de vista em relação.
SPEAKER_02Sobre um grandíssíssimo evento.
SPEAKER_00Um grandíssíssimo nosso sonho é ser convidado, era, talvez. Nesse não será.
SPEAKER_02É, nesse a gente ia boicotar.
SPEAKER_00É. Bom, fala, Mariana, porque esse tema é mais teu.
SPEAKER_02Eu faço uma introdução. Eu vou fazer uma introdução. Essa semana tivemos o Met Gala que envolveu uma polêmica mais política do que o evento já costuma ser, né?
SPEAKER_00Mariana, o que é o Met Galo?
SPEAKER_02Vamos lá. Eu não sou uma grande especialista, mas o Matt Gala é um evento beneficente de pessoas relevantes na mídia, no mundo das artes, em que eles arrecadam fundos pra esse Costume Institute do Museu Metropolitano de Arte de Nova York. E aí é o evento em que todas as celebridades chegam vestidas de acordo com o tema, e lá dentro acontecem coisas que raramente a gente tem muitos registros do que é, né?
SPEAKER_00Os celulares são proibidos.
SPEAKER_02Celulares proibidos, mas sempre tem alguma atração, alguma performance de algum artista relevante no momento. E o tópico que sempre se levanta em relação a esse evento é muito mais focado nas roupas que as pessoas usam do que qualquer outra coisa, né?
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_02Tipo, ninguém fala, ah, esse ano arrecadamos muito mais do que ano passado.
SPEAKER_00Não, a gente nunca fala.
SPEAKER_02Porque é muito isso que a gente escuta falando sobre. Ou então, a exposição desse ano do Costume Institute tá muito boa, tá muito linda. Raramente conteúdo é sobre isso, né?
SPEAKER_00Mas pode ser até focado mesmo, mas numa ideia de, sei lá, de pão e circo, circo, ser mais os artistas, e deixa pras coisas mais importantes pra eles ficarem quietos, sabe?
SPEAKER_02Eu sinto que, na verdade, meio que indiretamente, o tema escolhido pelo Matt para o evento do ano, acaba sendo levantada uma discussão sobre esse tema no momento em que todo mundo opina sobre os looks que as pessoas usam e se eles estão dentro do tema ou não, né? Tipo, começa a colocar em perspectiva o próprio tema. Porque daí se questiona assim, ai, tá, o tema desse ano, já entrando nisso, foi como é que é o nome? Mas eu vou dar uma explicada pelo quê? É isso?
SPEAKER_00Não, não.
SPEAKER_02Enfim, eu não sei exatamente o nome, mas era toda uma coisa misturando o corpo humano, a arte, a moda como arte.
SPEAKER_03É importante mesmo.
SPEAKER_02É isso? É, a costa de arte faz sentido, porque é a moda como arte e aí tem alguma relação com o corpo humano no meio de tudo isso, assim. Não sei explicar exatamente, mas é basicamente isso. E aí os debates, geralmente sobre os looks, são isso, são, tipo, começando a pôr em perspectiva o tema. Tipo assim, tá, mas moda é arte? Sabe? Tipo, esse debate começou a ser levantado uma semana antes do match, as pessoas opinando sobre se elas acham que é ou não. É uma pergunta que divide muito opiniões, então eu acho que, querendo ou não, a repercussão do match acaba indo além de só julgar os looks, porque julgar os looks envolve debater-se o tema, né?
SPEAKER_00Claro. A polêmica que aconteceu essa semana foi porque o Jeff Bezos, que é o dono do conglomerado Amazon, ele decidiu ser a primeira pessoa da história a fisicamente ele, PF, patrocinar o evento. Normalmente o evento é patrocinado por Chanel, Dior, Leviton, Gucci.
SPEAKER_02É sempre só por marcas de casas de moda.
SPEAKER_00Normalmente são casas. É a primeira vez que o Jeff Bezos entra, que uma pessoa física entra como patrocinadora especial.
SPEAKER_02Não foi nem a empresa dele, né?
SPEAKER_00Não foi a Amazon, foi o Jeff Bezos.
SPEAKER_02Que bizarro, né?
SPEAKER_00E pra quem assistiu o Diabo Vest Prada 2, eu sinto muito uma conexão disso com o que tentou se fazer com a revista da Runaway, né? Da Vogue do Diabo Vesho Prada. É, eu senti muito o Jeff Bezos tentando comprar isso pra talvez inserir um pouco mais a nova esposa, troféu dele ali, mais nesse mundinho, tipo assim, olha, toma. Você foi convidada pro Match Gala agora. Nós estamos convidados do Match Gala.
SPEAKER_02Sim. É. E no fim das contas, eu, inclusive, vi muita gente falando que é impressionante que o marido tem grana pra basicamente comprar um convite pra ela pro Match Gala, pra ela ir vestida de um. Era Scaparelli, mas que parecia um vestido da Sheen que se usa pra ir nos proms, lá nos bailes de formatura americanos. Vestido normal, básico, nada, nada com nada ali em relação ao tema.
SPEAKER_00Dinheiro não compra elegância.
SPEAKER_02Não, não compra criatividade, expressão.
SPEAKER_00Dinheiro não compra nenhum lugar que você frequenta. Às vezes o dinheiro pode te botar lá dentro, mas você continua não.
SPEAKER_02Deslocado, né?
SPEAKER_00Exato. E ela tava completamente deslocada. Dava pra ver. Com certeza. E ela posando lá da Ana Winter, assim, coisa feia, coisa feia.
SPEAKER_02Dava pra ver que ela não. Sabe? Muita gente lá, claro que é comprada a carreira. Mas pelo menos é de uma forma com muito mais contexto, né? Do que ela, tipo, tá bom, toma. E aí enfia ela do lado da Ana Winter pra tirar uma foto, sabe? Fica muito claro que foi só uma grana ali e acabou.
SPEAKER_00E aparentemente vários artistas estavam boicotando. Nenhum ativamente confirmou.
SPEAKER_02Sim, ninguém falou sobre isso. Mas muitas personalidades que costumavam ser confirmadas em todos os Met Galas acabaram.
SPEAKER_00A gente não foi, né? E ela normalmente vai e entrega boas roupas. Exato. E esse ano pra ela é forte. Faria sentido ela como divulgação estar. Ao mesmo tempo em que eu me questiono assim, que listou-se alguns artistas que talvez tenham boicotado, falaram da Meryl Streep, mas a Mary Street raramente vai no Met Galo.
SPEAKER_02É, mas também com o filme sendo lançado e aí tendo ido a Anna Hathaway.
SPEAKER_00Ela foi?
SPEAKER_02A Anna Hathaway foi.
SPEAKER_00E aí eu fico assim, hum, esses artistas será que boicotaram, mas aí, se boicotaram, não vai estrear filme no Amazon Prime? Tipo, eles vão boicotar totalmente a. Não vão, né? Duvido que vão.
SPEAKER_02É, os artistas. Alguns artistas até acredito que faça sentido ter sido boicote. Mas daí eu também não fico nem na dúvida se não é, não foram convidados esse ano. Por exemplo, uma que eu vi que tinha ido nos dois últimos, desde o primeiro que ela começou aí, no caso, foi a Edson Ray, que é essa artista pop que surgiu a partir do TikTok, que tem sido bem comentada. Eu acho que o primeiro dela foi duas edições atrás, e aí ela foi, tipo, 2024, foi 2025, e esse ano não foi. Aí eu fico assim, pô, se ela já tinha entrado nessa lista, será que boicotou ou não foi convidada? Sabe? Porque ao mesmo tempo a relevância dela é aquela coisa meio nebulosa, né?
SPEAKER_00Ela é. Mas, cara, se ela já foi convidada em dois últimos e esse ano ela tava no Coachella, não tem porque ela não ser convidada.
SPEAKER_02Exato, então a gente realmente começa a pensar muito no que eu acho que eu vou fazer.
SPEAKER_00Ela pode também só não ter querido ir. Tipo assim, o time, Timoteia e Chalamet. Falar time é mais fácil do que falar Timoteia e Chalamé.
SPEAKER_02Mas tu fala só time e eu não ia entender sozinha o que é.
SPEAKER_00Agora, durante esse episódio, vamos entender que Times. Me apresentou. Exato. Ele fez questão de não ir no Met Gala pra ver o jogo do New York Knicks. O time de basquete dele.
SPEAKER_02E ele falou abertamente sobre isso?
SPEAKER_00Não, ele não falou abertamente. Ele estava no jogo.
SPEAKER_02Ah, ele tava no jogo.
SPEAKER_00Enquanto a Kylie tava de gap, ele estava na primeira fileira do jogo do Knicks. Eu achei divertidíssimo. E eu sendo convidado pra, sei lá, um.
SPEAKER_02Desculpa, o que tem a ver com a Kylie isso e a gap?
SPEAKER_00A Kylie está vestida de gap, namorada de time.
SPEAKER_02Ah, eles namoram, é verdade. Cara, é tão aleatório isso pra mim que eu me esqueço que é uma realidade.
SPEAKER_00Ela fez um story que eu achei uma graça, que foi. Porque tá rolando, se eu não me engano, os playoffs da NBA são jogos importantes, eu acho que estão rolando. E ela estava do lado dele. E aí ela usou uma bolsa da RME, sei lá, era uma. Devia ser uma. Birkin. Azul e botou, tipo assim, ah, a cor por causa do New York Nick.
SPEAKER_02Usou no Matt Gala?
SPEAKER_00Não, não.
SPEAKER_02Ah, tá.
SPEAKER_00Ela só postou um story, assim, a bolsa no carro, tipo, semana passada, sabe? Por causa dele.
SPEAKER_02Então eles são fofos um com o outro.
SPEAKER_00Eles são. Eles nunca postaram nada um com o outro, mas eles postam no mesmo. na mesma viagem. Inclusive, quando. Saindo aqui completamente do tópico, mas ele. Eu adoro ele. E as pessoas ficaram. Já sabemos. E as pessoas ficaram. Inclusive, quando eu falei que ele era um bom, ele era um exemplo legal de masculinidade, em algum vídeo meu falaram. O time não é bom exemplo de masculinidade. Desculpa, eu acho que ele é.
SPEAKER_02Eu acho que é. Eu acho que no nosso contexto aqui, homens que eu gosto, que são o meu tipo, e homens em quem tu te inspira, nesse sentido a gente concorda muito. Aqui é a opinião, bate.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_02E eu acho que é, na minha cabeça, também um ótimo exemplo de masculinidade.
SPEAKER_00Enfim, ele. Quando ele começou a namorar com a Kylie, as pessoas acham, tipo assim, não, não é o tipo dele. Nossa, nunca ia que ele faria isso. Só porque o cara é ator, magricelo, as pessoas acham que ele é cult. Que ele é o que vai ficar namorando uma, sei lá, uma artista que pinta quadros, que não sei o que, que ninguém conhece.
SPEAKER_02É, mas se fosse alguém mais mainstream, que fosse alguém, um padrão mais cult, menos.
SPEAKER_00Exato.
SPEAKER_02É, Kardashian, né? Eu acho que é o que se espera, assim.
SPEAKER_00As pessoas se esquecem que o Timothy é um garoto branco, playboy de Nova York. Sim. Ele vai gostar de uma Kardashian, sim, cara. Eu preferia que ele estivesse com a Kendall. Eu acho que eles combinam mais. Sim. Mas ele e a Kylie, hoje, vendo os dois, pra mim já parece um casal fofo.
SPEAKER_02Mas, ao mesmo tempo, pensando mais no histórico da Kendall, não fecha pra ela. Tipo assim, sabe, pensando no casting dela.
SPEAKER_00O escolhido da vez da Kilda. O Timothy não entra. Outra pessoa que eu adoro também.
SPEAKER_02Quem?
SPEAKER_00É, o Jacob é Lord, teoricamente.
SPEAKER_02Ah, sim, mas muito allegedly.
SPEAKER_00Inclusive, no episódio de semana passada, de euforia, não o de domingo, né? O da outra, que você viu. O Jacob perde o dedinho e midinho, né? Sim. Né? Pois bem, ele ia participar do júri de Kane, aparentemente, que vai ser agora em maio, ele saiu a notícia que ele teve que cancelar a participação no júri por uma lesão no pé. As pessoas ficaram.
SPEAKER_01Cara, o dedinho dele de verdade.
SPEAKER_00É. A gente até tinha pensado se a gente ia discutir looks ou não íamos discutir looks do Matt Gala.
SPEAKER_02Sim.
SPEAKER_00Devido a toda a polêmica e de muita que a gente concorda, como um bilionário que é capaz de resolver a vida de todos os funcionários dele prefere investir dinheiro no Bet Gala, sendo que tem outras pessoas pra investir no Met Gala.
SPEAKER_02É, já tem público que investe no Met Gala.
SPEAKER_00É, o fone que eu te escuto. Eu fico monitorando a voz da Mariana, que era ela mais pertinho de mim, sabe? Ele tá caindo, tá puxando o meu orelho, tá doendo.
SPEAKER_02Você tá mexendo numa cordinha, a Beth tá olhando.
SPEAKER_00Pois bem, decidimos não discutir, né?
SPEAKER_02É.
SPEAKER_00Mas você levantou um ponto interessante ontem.
SPEAKER_02Sim, que inclusive nesse tópico de um milionário. bilionário? Quase trilionário, pessoa física, tá querendo patrocinar um evento desses, tem outros sentidos em que esse evento tá começando a ser, não é. Não sei se corrompido é a palavra, mas.
SPEAKER_00Eu acho que é a palavra.
SPEAKER_02Corrompido, deturpado, talvez, não sei.
SPEAKER_00Eu acho que corrompido ele sempre foi. O Matt Galo nunca teve.
SPEAKER_02Talvez invadido. Invadido. É a palavra, sabe? Porque esse ano no tapete, a única coisa que vamos comentar de Lux, nós tivemos gap, né? Vestindo uma Kardashian. E tivemos.
SPEAKER_03A Kendall e a Kylie.
SPEAKER_02Não, a Kylie não. A Kylie era de Scaparelli. Tanto que eu vi um TikTok assim, tipo, nossa, eu ia ficar muito puta se a minha irmã fosse de Scaparelli e eu tivesse que ir de gap.
SPEAKER_00É? Sim. Elas estavam com basicamente a mesma roupa.
SPEAKER_02Não, não. A única coisa que tinha igual era o mamilinho nude.
SPEAKER_00Não, calma lá. Era aquele bodies e.
SPEAKER_02Sim, só essa parte que era igual.
SPEAKER_00O tecido. Não, sabe por quê?
SPEAKER_02Deixa eu te explicar. Vamos acabar comentando o looks aqui, né? O vestido da Kendall, ele era feito de camisetas brancas. Da gap. Da gap, precisamente. Entendi. E o vestido da Kylie, tu não deve ter visto com tanta atenção, mas todo o lance dela era parecer que tinha caído o vestido. Então não era aquele Boris que tava caído pra cá, assim. Era um vestido realmente Taylor, uma coisa com aqueles tecidos de vestido de galo, entendeu? O da Kendall, que era realmente camisetas torcidas e esticadas e com algum trabalho ali.
SPEAKER_00Bom, ela pelo menos com certeza ganhou uma grana da gap.
SPEAKER_02Total. E Zara também esteve presente.
SPEAKER_00Zara esteve presente.
SPEAKER_02Vestindo quem agora eu não me lembro. Mas a Zara tá. Steve Knicks, eu acho.
SPEAKER_00Porra.
SPEAKER_02Não sei. Eu acho que talvez seja. Era um vestido grande azul marinho.
SPEAKER_00Eu acho que talvez a Steve Nix seja alguém que é acessível financeiramente ao mesmo tempo que você fala, porra, é Steve Knicks, ok. O. A Zara tá se reposicionando nessa guerra de fast fashions da vida.
SPEAKER_02Cara, tem rolado um movimento interessante em todas as fast fashions no geral.
SPEAKER_00Todas vamos com calma.
SPEAKER_02Não, não, não, em várias, né? Em várias. Que é, por exemplo, H ⁇ M agora com Stella McCartney.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_02Zara com alguém, essa assinatura desse look do mês.
SPEAKER_00A Zara fechou com algum designer, tem um pouco mais de um mês, eu esqueci o nome, pra fazer uma foto.
SPEAKER_02John Galiano, com a Zara.
SPEAKER_00É isso.
SPEAKER_02É o look da Steve Knicks, acertei.
SPEAKER_00É, a Zara fechou com Galeano, foi isso?
SPEAKER_02E aí é isso, nós tivemos gap com. Vamos ver com quem que foi? John Galeano da Diora?
SPEAKER_00Não faço ideia. Eu não me lembro. Tá me pedindo demais.
SPEAKER_02Zack Pose, esse estilista eu não conheço. Foi o que colaborou com a Gap. E aí tivemos Zara com o John Galeano e. O que mais que a gente falou? Ah, e tem a HM, que não esteve no Match Gala, mas que também tá colaborando com designer, né?
SPEAKER_00Stella McCartney. E com outras. Você já foi convidada pra conhecer outras coleções da HM, que era com estilista X, estilista Y.
SPEAKER_02Sim. Só não sei se nenhum era de um calibre tão grande quanto.
SPEAKER_00Stella McCartney.
SPEAKER_02É.
SPEAKER_00Inclusive, voltando pra Kardashians, eu vi a Kylie fazendo uma coisa muito interessante. Ela no jogo do Knicks usando uma calça, que era de alguma couture da vida. Era uma calça meio bordada, assim, com lantejoulas na lateral. Uma calça claramente de milhares de dólares. E na marca dela, ela lançou uma calça parecida, por tipo 100 dólares, sabe? Quem? A Kylie, ela tem uma marca. A gente já viu, inclusive, vídeo da minha Maples testando as roupas da Kylie.
SPEAKER_02Kylie? É uma marca de roupa? Tem. Eu só sabia da marca de biquíni.
SPEAKER_00Não, é uma marca de roupa. A menina, a minha Maples, já testou roupa da Kylie, cara. A gente viu esse vídeo juntos.
SPEAKER_02Na minha cabeça era só a biquíni.
SPEAKER_00Não, ela tem, a gente já viu ela testando os jeans, bebê.
SPEAKER_02Ah, é verdade.
SPEAKER_00Então, mas a Kylie, eu achei interessante essa manobra dela.
SPEAKER_02Meu nome é Kylie. Exato. Kai by Kylie.
SPEAKER_00Exato. Ela fazendo isso pra, tipo, vendendo uma roupa mais barata do estilo que ela usa pra.
SPEAKER_02Ela tornar acessível o tipo de coisa que ela usa pras pessoas não serem uma inspiração tão distante, tipo assim, né? Olhar no Pinterest, salvar uma foto dela e saber que pra tu ter uma calça daquelas.
SPEAKER_00Mas será que isso é plágio?
SPEAKER_02Pois é, né? Na verdade, isso quase cara. O Bardash anda lado a lado.
SPEAKER_00Anda. Sabe onde é que o Plagio andou lado a lado também? Com o Clube de Regatas do Flamengo.
SPEAKER_02Essa foi boa. Essa me pegou de surpresa. Quando tu falou de plágio, eu não ainda achei que a gente tava passando pro próximo, entendeu?
SPEAKER_00Você quer voltar a falar sobre o match? A gente volta.
SPEAKER_02Não, não, não nesse sentido. Só falei que foi bem naturalmente inserido, sabe?
SPEAKER_00Obrigado. É. Gravando aqui a tela agora. Pois bem, rolou uma polêmica com o meu clube de regatos do Flamengo. Na verdade, tem muita coisa acontecendo com as artes do Flamengo que têm me incomodado. Me incomodado num tom um pouco mais pessoal, que vamos entrar. Mas o que aconteceu essa semana? Foi quinta passada, quarta passada. dia 29 de abril. É isso. Um pouco mais de uma semana atrás. A conta do Flamengo postou o perfil em inglês do Flamengo, especificamente. O Flamengo tem três perfis: português, inglês e espanhol. O perfil do Flamengo lançou essa arte, tá ali na tela.
SPEAKER_02Eu vi, na verdade, eu vi na internet isso.
SPEAKER_00Então.
SPEAKER_02Não é tão surpresa pra mim, só não sei tanto sobre, sabe?
SPEAKER_00Ele lançou essa arte, que ficou bonitaça. Só que isso foi no Twitter. Logo depois, o artista original, Ian Woods, que é um designer americano, com mais de 55 mil seguidores no Twitter, que é conhecido por colagens e remixes visuais feitos à mão, respondeu a publicação do Flamengo com LOL, tipo, risos, né? Basicamente isso. Claramente, uma claridade.
SPEAKER_02Risos e anexou imagens do trabalho dele. Exato. Só isso, assim, ele nem precisou dizer muita coisa a mais.
SPEAKER_00Esse post acabou viralizando, pegou mais de um milhão de visualizações, 31 mil curtidas, mil retweets. Eu achei muito feio o que o Clube de Regatas fez, mas muito feio.
SPEAKER_02Porque tem muitas camadas, né? Tem o fato de que tem alguém que faz isso e quem faz isso faz isso manualmente.
SPEAKER_00E se eu não estou enganado, porque assim, esse jogador aqui atrás, eu não 100% reconheço. Eu não duvido que tenha sido IA, de alguma maneira.
SPEAKER_02Será?
SPEAKER_00Porque aí é uma outra coisa que tem me incomodado na comunicação do Flamengo. O Flamengo é um clube bilionário. Ele tem uma receita de mais de bilhão de reais. Puta, eles estão usando IA pra cacete. Mas pra cacete em geração de imagem. E eu, cara, já trabalhei com o Flamengo. Eu conheço os fotógrafos do Flamengo. São pessoas extremamente talentosas. O time de comunicação do Flamengo é muito talentoso. E eu entendo que é uma velocidade correndo, extrema, tem que postar e tem que fazer. E é muito mais fácil fazer com IA. E eles também têm designers na equipe, eu conheço alguns também. É todo mundo muito talentoso. Mas, porra, cara, ficar usando IA, irmão, você paga 2 milhões de salário pra jogador contra. Longa. Você paga 2 milhões de reais por mês pra um jogador. Sim, não. Aumenta a tua equipe de designer, cara.
SPEAKER_02É, né? Você tem tanto essa demanda, dá emprego pra mais gente ainda, pra conseguir suprir a demanda.
SPEAKER_00Cara, eu acho muito feio. E aí, não só isso, assim, eu vejo que é uma trend, algo geral, do futebol brasileiro. Tem um jogador chamado Hulk, esse jogador tava no Atlético Mineiro, ele agora foi pro Fluminense. O anúncio é o Hulk, personagem da Marvel, destruindo coisa, não sei o quê, e chegando no Maracanã. 100% com Ya. E aí, cara, eu sou muito certinho com direitos autorais. Na produtora que eu trabalhava antigamente, inclusive, eles não gostavam disso, eles tinham que eu fizesse umas coisas que não necessariamente podia. Como é que um clube como o Fluminense, que arrecada, sei lá, 400 milhões de reais, uma empresa, inclusive o Fluminense é Safi já, eu acho, enfim, não sei. Usa a identidade intelectual do Mickey Mouse, da Disney e da Marvel pra anunciar um jogador para arrecadar mais dinheiro também.
SPEAKER_02Sim, é uma publicidade que anuncia uma coisa que dá muita grana pra eles, né?
SPEAKER_00Eles no final até falaram, seja sócio, com a imagem do Hulk. A gente, nas nossas publicidades, a gente não pode usar uma música com direito autoral. E aí um clubzão desse, não sei, eu só acho. É isso, eu só acho muito feio, eu acho triste.
SPEAKER_02Não, é muito, muito feio. E imagina que bacana se fosse eles terem. Isso eu não assumindo que é IA, isso é assumindo que alguém viou referência e foi lá e fez parecido, né? Se eles tivessem reached out, né? Entrado em contato com o artista e dito, a gente é um time brasileiro, a gente gostou muito, tem como fazer no mesmo estilo, na mesma proposta.
SPEAKER_00Mas não tem esse budget também, né? Pra eles. O Flamengo nunca vai alocar esse budget. Prefere contratar mais jogador. E aí teve até Flamenguista.
SPEAKER_02Ah, e eu vi isso aí. Que vergonha, que é.
SPEAKER_00Como se essa camiseta justamente.
SPEAKER_02Ah, não, é, vamos falar a frase do começo. A gente tentou encontrar isso no áudio.
SPEAKER_00Teve torcedor do Flamengo usando uma camiseta do Flamengo em 2022, a terceira camiseta, que tem umas listras assim mesmo. Mas tentando usar as listras dessa camiseta, que são umas listras inspiradas na praia do Rio, pra justificar.
SPEAKER_02Pra dizer que não foi plágio desse negócio desse cara, que na verdade foi inspirado nessa camisa. Ai, o que é isso? Isso aí me lembra o lance lá da Chap Rons, tu quer saber? Que é sempre acima de tudo, defende o cara do time.
SPEAKER_00Mas o Jorginho.
SPEAKER_02Sem nem entender direito o que aconteceu.
SPEAKER_00Jorginho, naquele momento, foi correto.
SPEAKER_02No fim das contas, ele foi lá e teve que se retratar e se retratou de uma forma patética, bem underground.
SPEAKER_00Ele postou no story da mesma maneira que ele fez a denúncia original.
SPEAKER_02É, mas aí quando ele fez a denúncia original, ele sabia que as proporções que ia tomar. Eu acho que o se retratar não teria que ser só assim, entendeu? Mas eu acho que é isso. Eu acho que pessoas de futebol, não todas, mas tem muitas que se perdem no personagem, assim, essa coisa de defender cegamente. Pô, claramente não foi inspirado nessa camiseta, não mete essa.
SPEAKER_00Não, não foi. Tentaram, né? Não foi. E aí rola todo um negócio, eu participo muito desse grupinho no Twitter de ai, faz parte, tá no mundo, agora aceita. Então, a IA tá aí pra ser usado. Vai tomar no cu, porra. É o trabalho do cara.
SPEAKER_02É, eu também. Eu li aqui que alguém falou assim: Pô, irmão, fica feliz, porque a tua arte é tão identificada. Não é assim. Gente, não é assim que funciona. Não é assim. Claramente não é assim que funciona. Se alguém imita um vídeo teu, tu vai ficar feliz porque significa que alcançou tanta gente que.
SPEAKER_00Só de ter um contexto parecido, estavam chamando a gente de plagiador.
SPEAKER_02A gente fez um podcast no sofá e já queriam nos.
SPEAKER_00Exato. Os criadores do outro ficaram publicamente comentando que a gente era ladrão, quase, enfim. O Flamengo pecou muito, acho muito feio.
SPEAKER_02Não, é feio pra caramba. Quando eu vi esse tópico no nosso roteiro, eu tava com medo da tua opinião.
SPEAKER_03Não.
SPEAKER_02Mas, olha só, gente, pra quem gosta que a gente concorde, podem ficar tranquilos. No que diz respeito a ser sensato, a artes visuais, a gente geralmente concorda muito.
SPEAKER_00Eu, cara, eu amo o meu time, inclusive hoje à noite tem jogo, vou editar esse podcast vendo o jogo. Eu amo muito meu time. Ele trouxe as maiores felicidades da minha vida, definitivamente, provavelmente. Não sei. Mas.
SPEAKER_02Tu queria uma reação com isso, mas. Não, não queria, tava. Ficou olhando no fundo do meu olho enquanto ele falava que o time trouxe as maiores felicidades da vida dele.
SPEAKER_00Tipo, novembro de 2019, quando o Flamengo virou na Libertadores, estava 1x0, e aí os 44 do segundo tempo se tornou 1x1, e aí aos 46 se tornou 2x1. Aquilo foi uma sensação carnal. Que eu acho que só vai chegar perto quando a Alicezinha vier. É. Quando o Flamengo, quando o Danilo pulou mais alto e fez o gol em cima do Palmeiras ano passado, em novembro também, é uma felicidade de dentro, sabe?
SPEAKER_02Mas eu acho que nenhuma sensação é tão intensa, só não supera o momento em que tu bateu os olhos na minha entrada naquele restaurante.
SPEAKER_00E quando eu vi a sua mandíbula pela primeira vez. Eu postei essa story, né? A gente tava comemorando aniversário de ter se conhecido pessoalmente, no sábado.
SPEAKER_02A gente prefere comemorar o nosso intensivo, aquele de Porto Alegre, presos num hotel, do que comemorar o oficial pedido de namoro. Sim. Eu acho mais significativo.
SPEAKER_00Exato, é porque assim, a partir daquele momento a gente sabia que eu não tava namorando com o outro, só não tinha ninguém que tinha pedido ainda. Enfim, mas eu postei o story, né? Falando do seu maxilar, porque na minha cabeça, isso daqui, sempre foi um maxilar.
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_00Turns out, não é.
SPEAKER_01Não é.
SPEAKER_00É a mandíbula.
SPEAKER_02Eu também sempre falei. Minha família inteira.
SPEAKER_00É isso daqui.
SPEAKER_02O que é muito esquisito, porque, tipo, eu tenho uma mandíbula, então dizendo aqui certinho agora, bem marcada desde criança. E a vida inteira eu ouvi, virou, acho que uma coisa meio popular, assim, porque a vida inteira eu ouvi as pessoas falando, nossa, mas o mandíbula que falava, não, é maxilar. Maxilar é muito marcado, nossa, maxilar definido. Tipo, no meu Instagram, eu recebia direct das pessoas perguntando se eu fiz preenchimento, coisa pra definir, e todo mundo falando maxilar, maxilar, maxilar. Então, ter tido essa correção agora, e pesquisar na internet, realmente. Descobrir que era mandíbula.
SPEAKER_00A pessoa que me respondeu foi tipo assim, ah, você quer dizer mandíbula, né? Tipo assim, burro. Vocês aí, comentem. Vocês sabiam que o nome disso daqui.
SPEAKER_02Disso daqui, ele tá dizendo a parte de baixo do queixo, né?
SPEAKER_00Porque, assim, eu sei que isso é a mandíbula. O que mais chega é a mandíbula. Sim. Mas na minha cabeça, isso era maxilar.
SPEAKER_02Será que é por causa de Jaw em inglês, que é. Ja é isso aqui. Sim. Que a gente. Que na minha cabeça, Jaw era maxilar, entendeu? Eu tinha associado uma coisa com a outra. Não, mas não deve ter isso que é. Virou assim. Vem cá. Meu amor. Voltou a cheirar o suéter.
SPEAKER_00Tá usando o meu suéter, ela tá sentindo o cheiro do pai dela. Ao invés de sentir o cheiro em segunda mão, vem e. Isso, vem, velho. Vem. Bete. Assim que a gente recebeu esse sofá, eu tava brigando. Pra ver em que colo a gata. Aqui, ó, tem um triângulo pra você. Um triângulozinho na perna. Betty. Tem um triângulo na perna, vem. Vem, filho. Pra quem tá só nos ouvindo, vem nos ver. Mas tem um.
SPEAKER_01Betty!
SPEAKER_00A gente tá brigando pra ter a gata no colo. Os comentários vão falar que eu sou abusivo por não deixar a gata deitar no seu colo.
SPEAKER_01Elisabeth. Não! Betty.
SPEAKER_00Tem que estar de sacanagem. Vamos voltar a gravar? Vamos. Achei muito feio isso que você tá tentando fazer. Ela tava passando o dedinho no sofá pra gata achar que é um bichinho pra ela comer. Sabe o que também é muito feio?
SPEAKER_02O que é feio?
SPEAKER_00As pessoas te mexem no celular no cinema.
SPEAKER_02É muito feio.
SPEAKER_00Horroroso.
SPEAKER_02Eu acho que eu vi esse tópico e eu acho que, no geral, a gente pode falar de comportamentos no cinema. Não só sobre o celular, mas vai.
SPEAKER_00Essa semana, o jornal O Povo lançou uma matéria que eu achei bem legal, sobre a necessidade da volta dos lanterninhas. Você já viu um lanterninha no cinema?
unknownJá.
SPEAKER_00Já. Porque eu tenho certeza.
SPEAKER_02Quando eu era bem nova.
SPEAKER_00Exato. Talvez a Júlia não tenha visto um lanterninha no cinema, irmã da Mariana. E lanterninhas, talvez alguém não saiba, deve saber. Lanterninhas eram pessoas que uma lanterninha que às vezes levava no seu assento. Se tinha alguém falando, acendia a lanterninha na cara da pessoa, tipo assim, cala a boca. Era algo muito bom. Eu já fiz alguns vídeos.
SPEAKER_02Um fiscal de cinema.
SPEAKER_00Basicamente. Eu já fiz alguns vídeos falando sobre como a experiência de ir ao cinema tá extremamente ruim. E tiveram muitas pessoas nos comentários que estavam, tipo assim, ah, o cinema já tá sem grana. Aí você vai lá e faz esse vídeo, vai fazer as pessoas não irem mais ainda ao cinema. E é justamente o contrário. Eu também não consigo botar a culpa no trabalhador que ganha um salário mínimo, em escala 6x1. O cara tá lá pra bater ponto, pra olhar o ingresso, às vezes vê se é meia, às vezes não vê se é meia. E, tipo assim, ele não vai ficar sendo guardião das salas, né? Tem que. Eu fiz uma coisa que eu tenho muito orgulho, né? Do que eu fiz no Diabo Vest Prada. A pessoa na nossa frente, assim, a gente foi no Diabo Vest Prada na primeira sessão possível, sete da noite da quarta-feira passada. Quem tava lá pra assistir, eu tô ouvindo você mastigando só uma unha. Quem estava lá pra ver o Diabo Vesti Prada claramente gostava, né, do Diabo Ves Prada. Sim.
SPEAKER_02Eu ia falar que a gente tem se acostumado aí bem nessas estreias, né? Era pré-estreia?
SPEAKER_00Era estreia.
SPEAKER_02Era estreia. Nessas estreias de convidado. Sim. Que daí tem que guardar o celular no saquinho. O pessoal respeita. A gente tava com esse contexto, assim, de ir nessas primeiras sessões, né?
SPEAKER_00Pois bem, a gente entra no cinema e eu já fico assim, ai, a sessão vai ser ruim, porque sessão lotada, as pessoas fantasiadas, eu já tava esperando que a sessão fosse ruim, que as pessoas fossem ficar comentando em voz alta o filme. Não aconteceu. Eu, graças a Deus, fui provado errado.
SPEAKER_02É verdade, né? Tu me comentou assim, ai, vai ser. Eu falei, será?
SPEAKER_00E não foi. E no final foi. Mas, querida, imediatamente na minha esquerda, assim, inferior, na fileira de baixo, ficou no WhatsApp no início do filme, brilho no máximo. Ela não tava respondendo uma mensagem. Não tava, tipo assim, não consigo falar agora, depois eu te respondo. Ela só tava parada olhando alguma coisa. Quarta-feira, 7 horas da noite. Ou é emergência, você levanta. A gente tava bem na saída, assim, a gente tava bem no corredor. Ou emergência, você levanta, sai e vai responder. Ou você fala, daqui a pouco eu falo com você, desliga o celular, sai pra responder. Ela ficou com o celular, assim, uns 20 segundos. Depois dos 20 segundos, eu comecei a dar chute na cadeira dela, um chutinho mais leve. Continuou com o celular parado. Chutinho mais forte. Até que eu dei um, porra, parecia que eu tava no pênalti chutando pro gol, assim, eu dei um chutão. Ela leu pra você.
SPEAKER_02Enquanto isso, eu estava no banheiro, não tava? Não, eu já tinha voltado. O filme já tinha voltado. Porque então eu não vi, só falou.
SPEAKER_00Não, foi muito discreto. Só ela sentiu. Foi realmente só ela sentiu. E me dá muita felicidade fazer isso. Às vezes eu gosto de ser o chato. Eu acho que às vezes é importante ser o chato.
SPEAKER_02Você sabe aonde eu faço questão de ser a chata? Onde? Mas aí não é um lugar que necessariamente precisa, só porque eu me irrito no aeroporto. Ah, tá. Avião?
SPEAKER_01Sim.
SPEAKER_02Quando eu seguro a fila de quem quer levantar e sair se enfiando na frente de todo mundo. Porque na minha cabeça todo mundo pode sair do avião na ordem, entendeu? Vai levantando e saindo fileira por fileira.
SPEAKER_00Você pegou avião durante a pandemia?
SPEAKER_02Cara, eu peguei um pouquinho depois. E eu vi eles dizendo que era pra fazer por fileira. Que é isso que eu ia falar.
SPEAKER_00Era.
SPEAKER_02Mas ninguém jamais obedecia.
SPEAKER_00Era ótimo, era ótimo. Realmente obedeciam. Não sei se eram os lugares.
SPEAKER_02Era tipo uma chamada, assim.
SPEAKER_00Era, tipo, fileira 1 a 5, 6 a 11, 12 a.
SPEAKER_02É, tem que ter o medo de um vírus mortal pra alguém.
SPEAKER_00Relaxa, tá chegando o vírus novo aí.
SPEAKER_02É.
SPEAKER_00O Ectavírus, não, esqueço o nome.
SPEAKER_02Mas voltando pro cinema. Eu acho que de forma geral, assim, a coisa se perdeu, né? Eu vi um TikTok esses dias de uma mulher falando que foi naqueles cinemas VIP, que é duas poltronas bem de casal, né? A pessoa fica deitada, deitada. Que é pra quê? Eles já estão dando uma oportunidade de a gente até uma. Não, e pra gente ter uma oportunidade de experienciar, quase que estar no sofá de casa, só que vendo uma tela gigantesca. É o melhor dos dois mundos, porque às vezes eu sinto falta de ver um filme em casa ao invés de no cinema, no sentido de sofá, entendeu? Se jogar num sofá. Eu sei que tu não concorda comigo, mas eu tenho esse lado. E aí eu acho isso cinema VIP muito legal. O lance das comidinhas mais elaboradas, que não são só pipoque e tal. E aí esse TikTok me irritou muito, porque eu pensei, já pensou se acaba o cinema VIP por causa desse.
SPEAKER_00É o que mais dá dinheiro. É dá muita grana, né?
SPEAKER_02Porque o TikTok era a pessoa contando que um casal, que era de adolescente, mas não era tão adolescente assim, começou a se amar com tanta vontade.
SPEAKER_00Mas isso é o que o cinema deveria fazer com as pessoas. Ela tava assistindo, sabe qual filme?
SPEAKER_02O drama. E ela disse que os sons não eram mais só sons de beijo.
SPEAKER_00Pô, gente.
SPEAKER_02E que. Mas aí eu, tipo assim, ela tava muito desconfortável. Ela tava com um amigo.
SPEAKER_00Mas ela fez o quê?
SPEAKER_02E aí ela precisou falar pro amigo, porque o amigo foi reagir a algo do filme. Tava no ápice do filme do drama. E aí o amigo, tu viu? Não sei o quê. Tipo assim, não é pra ela. E aí ela disse, eu não vi porque eu não tô conseguindo prestar atenção por causa do casal. E aí precisou o amigo falar alguma coisa pro casal. E aí o amigo pegou e falou assim: Vocês não querem ir pra um hotel? Vocês não acham que pra cá já tá bom assim?
SPEAKER_00Você tá me incomodando ela esse ponto, eu acho que ela deveria ter tido um pouquinho de força e falar, ô, ô, ô, gente, né?
SPEAKER_02É, precisou do amigo pra falar pra ela. Tem gente que não tem muito assim. Tem gente pra pegar e reclamar publicamente, né? Na frente da pessoa. Ainda mais nesses tópicos que tem gente que é muito mais travada do que outro.
SPEAKER_00Eu entendi completamente o medo dela, porque você não sabe como é que vai ser a reação das outras pessoas.
SPEAKER_02É, principalmente de um homem, né? Mulher sozinha.
SPEAKER_00Ela já tendo um amigo homem do lado, ou tivesse avisado pro amigo antes, cara.
SPEAKER_02É, né? Porra. Ela contando no TikTok e ela falando que tava tentando.
SPEAKER_00TikTok é um leão.
SPEAKER_02Tava tentando se concentrar no filme. Ela queria deixar o amor rolar. É.
SPEAKER_00Não é um empata foda.
SPEAKER_02Não, eu não queria ser empata foda, mas é que a foda virou muito foda. Não era mais só um beijinho do cinema.
SPEAKER_00Tá rolando muito isso do cinema, e não necessariamente o sexo, né? Mas a performance. A gente vê com os filmes do filme do Michael Jackson, assim, as pessoas estão levantando, dançando, cantando. Foi pra algum filme. Ah, ok. Eu nem fiquei irritado. Eu sou chato, mas não fiquei irritado, não. Wicked. O Eduardo, meu melhor amigo, me levou na estreia de Wicked, do primeiro. As pessoas estavam singalonga ali, estavam.
SPEAKER_03Sim, é assim.
SPEAKER_00Eu falei, cara, é a primeira sessão, é fã, deixa cantar, o Wicked é um musical. Michael Jackson não rolou isso. O cara da nossa frente tava com um chapéu eterno. Eu acho que ele tava.
SPEAKER_01Que isso?
SPEAKER_00Eu te cutuquei, eu te mostrei, quando ele saiu mandando, assim, eu acho que ele estava no look. Mas tudo bem. Sim. Mas tem uma galera que tá. É porque eu acho. A etiqueta do cinema já foi abandonada há muito tempo.
SPEAKER_02É, porque é isso que eu tô falando, sabe? Pô, beijinho no cinema é um classing. E tá dizendo que não pode dar um beijinho. Mas. É tudo com parcimônia, né?
SPEAKER_00Tá respondendo a Mariana Veloso, né? Mariana Veloso.
SPEAKER_02Jovens no cinema, adolescentes.
SPEAKER_00Eu tenho uma história boa.
SPEAKER_02Darem um beijinho não tem nada demais. O problema é.
SPEAKER_00Depende, mas sala lotada tem muito demais, sim. Pô, sala lotada, um casal na minha frente. Inferno! Porra! Get a room!
SPEAKER_02É que adolescente, às vezes, nem tem como se encontrar em outro lugar, Pedro Gabriel. Não pode ir pra casa um do outro.
SPEAKER_00Não importa, cara. Pô, é porque uma coisa assim, cinema vazio, tu compra na última filhinha.
SPEAKER_02Sim, e numa sessões aleatórias. Não é uma estreia de um filme, não é um filme que tá lotado. Tu compra um filme que não tá indo muito bem e vai viver.
SPEAKER_00Vai viver, vai ser feliz. Eu não, sabe? Concordo. Mas aí, já vi algumas vezes, sala lotada, filme bom, lotadaça, estreia. Casal na frente.
SPEAKER_02Uma vez a gente represenciou, eu acho que um primeiro date até, né? No cinema. A gente tava lá em Porto Alegre e eles estavam super. Antes do filme começar. E aí eu já falei pro Pedro assim, eu acho que eu era o date. E quer ver? Beijar nesse filme bem na nossa frente, que saco. Ou então vocês continuam falando o filme inteiro, porque eles estavam muito falando. Porque primeiro date realmente. Eu acho muito estranho ser no cinema, tá? Vou falar. Porque tu quer conversar com a pessoa.
SPEAKER_00Segundo, terceiro também.
SPEAKER_02É, mas é que o papo era muito inicial, me parecia.
SPEAKER_00Um segundo date não tem papo inicial.
SPEAKER_02Mas enfim, não aconteceu nada disso, não tem essa história. Eles se educaram, foram educados no cinema.
SPEAKER_00Eu tenho uma história boa aqui. Era 2015, eu já tinha visto aquele filme Perdido em Marte no cinema uma vez, e tinha uma menininha que eu tava trocando mensagens na época. E ela, você gostou desse filme? E eu falei, ah, eu adorei. Inclusive, assistam Perdido em Marte, muito bom. Eu falei, ah, eu gostei do filme. Ela falou, ah, eu queria ver, vamos. Eu falei, vamos. Aí a gente, né? A gente vai no cinema. E aí, eu tô com. Eu compro um balde de piboca, porque se eu vou no cinema é pra ver o filme. Não é pra ficar com uma menininha, né? E aí.
SPEAKER_02E sempre foi assim.
SPEAKER_00Sempre. Minha vida inteira. Eu prefiro não beijar a menininha e ver meu filme do que qualquer outra coisa.
SPEAKER_01Isso vai pegar tão bem pras alegations da internet.
SPEAKER_00Eu prefiro também ver o filme que eu beijar um menininho também. Eu prefiro ver o filme. Sentei eu, minha pipoquinha na mão, o refrigerante na minha esquerda, né? A pipoca, segurando com a mão na esquerda, assim.
SPEAKER_02E ela sentada de qual lado?
SPEAKER_00Ela sentada à direita.
SPEAKER_02Ah, então esse braço era o teu braço em cima dela?
SPEAKER_00O meu braço estava na cadeira.
SPEAKER_01Tu gosta quando eu faço essas brincadinhas?
SPEAKER_00Porque eu sei que é um personagem, mas eles não sabem. E aí, minha mão tava normal e eu vejo ela indo assim. Meio querendo. Aí eu levanto.
SPEAKER_01Levanta o quê? Ah, levanta o braço. E boto ao redor dela. E põe atrás dela.
SPEAKER_00Eu sou um cavaleiro, né, Mariana? E aí eu fico, a pipoca está entre as minhas pernas e eu fico.
SPEAKER_0111 anos atrás. Comendo. Quase 11.
SPEAKER_00Comendo, né? E aí eu não tô segurando o balde de pipoca, porque uma mão tá ocupada aqui. E aí a outra tá. Só que a pipoca era do Cinemark, oleosa, salgada. Minha mão começa a ficar muito oleosa. Eu tenho o quê, Mariana? Renite, sinusite, bronquite, tudo. Meu nariz começa. Começa a coçar. Eu tenho uma mão.
SPEAKER_01Olhosa.
SPEAKER_00Era ápice da Acne ali, né? Adolescente. Não vou. Eu tenho uma mão aqui que tá presa com a querida. O que eu faço?
SPEAKER_01Coça o nariz pra mim aí.
SPEAKER_00Não. Eu levanto essa mão pra vir coçar.
SPEAKER_01E ela acha que é um beça.
SPEAKER_00Ela acha que é um move. Então ela veio me beijar e eu com o nariz coçando. E eu tentei coçar meu nariz enquanto eu beijava a querida.
SPEAKER_01Como assim? Como? Tipo, nela? Sim! Não, não, não.
SPEAKER_00Torcendo pra que o.
SPEAKER_02Que o nariz dela roçasse no teu.
SPEAKER_00Basicamente.
SPEAKER_02Que pouca vergonha. E aí. Tu beijando outra mulher.
SPEAKER_00Você nunca beijou? Porra. Virgem Maria aqui na frente. Abençoada, porra.
SPEAKER_01E foi isso aí. Foi isso aí. Tu coçou o nariz.
SPEAKER_02Não, não coçou. E quando ela saiu, eu fiz. Pô, eu achei que a história ia ser super, tipo, pediu pra coçar.
SPEAKER_03Não.
SPEAKER_02Ou usou a mão através dela, tipo assim, ela aqui no meio. E ela fez.
SPEAKER_00Aí ela falou o mata-leão nela, assim.
SPEAKER_01Isso.
SPEAKER_00Coitada. Depois, ela ficou afinzinha de mim. Eu não quis mais nada. E aí, numa época que eu não sabia o limite da rede social, eu postei minha programação do Festival do Rio. Uns dois, três anos depois disso. Postei assim nos stories. Quais filmes eu vou?
SPEAKER_02Dois, três anos depois disso, e ela não tinha te superado ainda. Eu sou.
SPEAKER_00Porra.
SPEAKER_02E é isso que tu tá querendo me dizer. Só. Não tô. Aconteceu só esse cinema. Eu não tô alegando nada. Dois, três anos, ela ainda tava pensando no beijo que o Pedro deu nela enquanto coçava na Rio.
SPEAKER_00Eu não estou alegando nada. Mas.
SPEAKER_02No cinema que ele não tava afim de beijar ela, beijou só por obrigação num move que ele não fez.
SPEAKER_00Não tô.
SPEAKER_02E três anos depois que eu vou fazer.
SPEAKER_00Comentário, vocês estão vendo que a Mariana está me interrompendo e não me deixando falar, né? Obrigado. Não estou alegando. Se você me interromper de novo, eu tô vendo essa boquinha e quero falar.
SPEAKER_02Eu sei o timing, eu tô te ouvindo agora.
SPEAKER_00Não querendo dizer nada. Mas eu fui pra, sei lá, 15 sessões do Festival do Rio, dessas 15 eu encontrei 10 del com namorado. Pode ter sido coincidência.
SPEAKER_02Pô, garota com namorado, quantos anos vocês já tinham nessa altura? Quase 20.
SPEAKER_00Não, meu amor. Eu tinha uns 18, 19. Quase 18. Foi 2017. Quero deixar claro que na época eu tinha 15, ela tinha 14. Não era um absurdo. Vamos, né? Só pra me. Sim. Crianças, adolescentes. Bom, pois bem. Se tivesse lanterninha naquela época, eu não teria coçado o nariz nela. Graças a Deus, meu sonho. E bom, foi no cinemar.
SPEAKER_02Lanterninha impedia as pessoas de se beijarem também ou só quem se passava?
SPEAKER_00Ah, eu acho que um beijinho.
SPEAKER_02Não fazia nada, né? Sobre um beijinho.
SPEAKER_00Inclusive, me lembrei aqui de uma história, fui longe aqui, mas meus pais me contavam que antes do Renato Russo se assumir gay, ele se assumiu, né? Renato Russo era gay.
SPEAKER_02Acho que sim.
SPEAKER_00Acho que sim. Ou era o Cazuza? Se o pá fosse o Cazuza. Enfim, meus pais estavam no cinema, na frente tava o Cazuza. Talvez fosse o Cazuza beijando o Renato Russo.
SPEAKER_02O Renato Russo, que lembra?
SPEAKER_00Talvez fosse na frente deles antes de serem publicamente.
SPEAKER_02Então, iam pro Scourinho do cinema pra ninguém descobrir.
SPEAKER_00Chupando drops de anit. O meu incidente da coceira aconteceu no Cinemark, né? E você sabe o que o Cinemarca tem feito? Existe uma cota de tela no Brasil. Cota de tela é o cinema tem obrigação de entre 7,5% e 16% da programação ser feita de filmes nacionais. Isso estimula produção nacional, produção independente no cinema. Essa cota depende do tamanho do cinema. Pois bem, o que os filhos da puta do Cinemark têm feito? Eles têm exibido há anos o filme Zuzu Balanja, que é um filme que está disponível gratuitamente no YouTube. Não é um longa-metragem. O Cinemark está passando em looping o Zuzu Balandia, tipo, meio-dia. Em todos os cinemas da Rede Cinemark, basicamente.
SPEAKER_02Eu tô pesquisando o que é aqui.
SPEAKER_00O quê?
SPEAKER_02Zuzu Balândia.
SPEAKER_00É um filme do YouTube. Ó, eles programaram mais de 17 mil sessões de Zuzu Balândia em 2026. Eu tô chegando. E registraram apenas um público de 1.882 espectadores.
SPEAKER_02Pessoas se beijando ou crianças.
SPEAKER_00A média é de 0.1 espectador por sessão de Zuzubalândia.
SPEAKER_02Zuzuba Lândia assista todos os episódios. É tipo uma animação de uma abelhinha. E tem, tipo, um site. Olha o pique do site.
SPEAKER_00Olha que engraçado, eu pesquisei Zuzu Balândia.
SPEAKER_02Já aparece a.
SPEAKER_00E resultado patrocinado.
SPEAKER_02Pra vender o ingresso. Clica aí, vamos ver.
SPEAKER_00Não deve, tá bom.
SPEAKER_02E daí é gratuito?
SPEAKER_00Não, não.
SPEAKER_02O ingresso é na moral. Tá, tô chocada.
SPEAKER_00Olha só as sessões aqui. No Eldourado, no raposo shopping. Raposo, não pegue. Criminoso. Que caralho. Tudo isso pra não cumprir a cota. E o que é essa cota? É botar filme nacional nas telas, cara. É permitir. E assim, aí o Cinemark meio que respondeu falando que era pra sessão escola, pra levar as escolas pro cinema. Bota outros filmes.
SPEAKER_02Pois é, bota um filme.
SPEAKER_00Mas rolou uma coisa que eu achei engraçado.
SPEAKER_02É um filme de uma hora.
SPEAKER_00É, Zuzu Balandia.
SPEAKER_02Tá aqui no YouTube mesmo.
SPEAKER_00Rolou uma coisa que eu achei interessante esses. Deve ter sido o quê? Janeiro. Eu, né, fui um dos diretores, produtor executivo do filme, Maurício de Souza filme. Maurício de Souza filme? Não foi bem na bilheteria, né? Eu, como sempre faço, entro no ingresso.com pra ver o que tá passando. Vai que tem alguma coisa legal. Principalmente no início do ano, que às vezes tem mais pra estreias. Sim. Não tava passando Maurício de Souza o filme num cinema Cinemark, tipo, 11 e pouca da manhã. Era pra cumpricota de tela. Sim. Mas pelo menos o filme do Maurício era um filme relevante.
SPEAKER_02Exato, é que um filme que passa alguma coisa, que não é um brain rot mal feito.
SPEAKER_00Não, Izuzu Balanja deve ter seu mérito. Não, necessariamente é Brain Rot.
SPEAKER_02Série de animação do Estúdio Mariana Catalbiano Criações.
SPEAKER_00Então não deve ser necessariamente Brain Rot, mas.
SPEAKER_02Exibida pela HBO Max e também pelos canais da Warner em toda a América Latina.
SPEAKER_00Tudo cota de tela.
SPEAKER_02Tudo, de novo. Que bizarro.
SPEAKER_00A lei tá mudando para essa cota de tela, essa cota de tela ter que ser em horário nobre. Tipo, a partir das 18 horas também. Parte dessa cota. Válido. A gente tem uma produção nacional muito grande. Deveria, né? Enfim, é absurdo. O cinema não se ajuda. É absurdo, é uma merda. Pra quem tá só ouvindo, a segunda gata de Itonia. Vamos agora entrar no quadro que gostamos de chamar de Love Story. Vocês vivem fazendo pergunta pra gente? Como é a nossa divisão financeira? Como a gente divide os apartamentos, o aluguel. Como é que é?
SPEAKER_02A vida financeira do casal. Não é a divisão aqui pra gente.
SPEAKER_00Eu acho bom a gente tirar esse momento pra compartilhar. Entender, como já falei outras vezes, não somos espelhos, por mais que tenha pessoas que gostem de se espelhar na gente. É o que funciona para Pedro e Gabriel Muziara e Mariana Veloso.
SPEAKER_02É.
SPEAKER_00Acabou.
SPEAKER_02E eu acho que acaba o que funciona pra gente expõe muito a nossa opinião sobre vida. Como é pra ser grana na vida. Sim, né?
SPEAKER_00Mariana, qual é a sua opinião sobre dividir conta de restaurante?
SPEAKER_02Eu. Acho que existe a gentileza do pagar o primeiro date.
SPEAKER_00Claro.
SPEAKER_02Acho que faz muito sentido. Mas.
SPEAKER_00Eu ia falar que eu acho que quem convida talvez devesse pagar o primeiro date. Porque eu só fiquei imaginando uma situação assim. A menina tá correndo atrás, tá insistindo pra convidar. Vamos sair, vamos sair. O cara fala, vamos. Eu não sei se ele deveria ter que pagar esse primeiro date.
SPEAKER_02Eu acho que ele devia sim.
SPEAKER_00Tanto bom.
SPEAKER_02Eu acho que é uma gentileza. Claro, é que do jeito que tu falou, parece que o cara tava fugindo e ela tava querendo sair com ele, né? Porque ela tava tendo que insistir pra ele querer sair. Na minha cabeça, se tu convida uma vez e a pessoa fica, ao invés de falar que quer. Já vai em casa.
SPEAKER_00É que eu acho a gentileza vem de quem convidou. Eu vou, inclusive, ó, spoiler aqui, é pra minha equipe, não sei se vocês estão ouvindo, eu vou chamar todo mundo pra jantar. Pra sair pra um jantar no Curumum. Eu vou pagar, porque eu estou convidando eles. Só que tem uma relação um pouco diferente, porque eles fazem parte da minha equipe. Bom, não sei. Mas. Continua, perdão.
SPEAKER_02Enfim, só contextualizando assim, casal. Eu gosto da gentileza de pagar o primeiro date.
SPEAKER_01Tá.
SPEAKER_02Mas eu sou uma pessoa que leva dinheiro a sério, que enxerga dinheiro de uma forma - meu dinheiro que eu fiz, sabe? Eu acho que tendo esse recorte, esse contexto de que a nossa grana não é um recurso infinito, não vem de família, gente, que faz ele acontecer. Eu olho pra outra pessoa do casal como isso também, né? E a gente sabe muito bem, próximo à fonte da grana um do outro, sabe bem de quantidades. Então, na minha cabeça, cada um pagar metade da conta, a partir do segundo date em diante, faz total sentido. Na verdade, é quase que a única opção, assim, no caso em que os dois, cada um, ganha o seu dinheiro, vive a sua vida e tem a sua carreira, sabe?
SPEAKER_00E de maneira, ganham de maneira parecida, estão em pontos parecidos da vida. Claro que não é uma pessoa de 30, é uma pessoa de 20, inclusive, nem deveriam estar saindo. Mas se estão.
SPEAKER_02É, é que eu falo. Gente, eu tô falando. Eu falo muito da relação minha e do Pedro aqui.
SPEAKER_00Eu sempre falei que eu queria poder sair com alguém que trabalha a ponto de poder pagar o próprio restaurante. Sempre me incomodou um pouco. Eu sou muito contra obrigações, em geral, na minha vida, eu não gosto de ser obrigado a nada. E me incomodou um pouco a visão, a ideia de que um homem é obrigado a pagar todos os restaurantes. Vamos botar o nosso relacionamento aqui, em que eu e você ganhamos hoje basicamente a mesma coisa. Tem vezes que você faz um faturamento maior que o meu, tem vezes que eu faço faturamento maior que o seu. Mas é um fechamento no final do mês ali similar. Imagina se eu tivesse que pagar toda a nossa saída. Tudo. Pra mim não faz sentido, já que nós dois ganhamos basicamente a mesma coisa.
SPEAKER_02É, uma coisa seria se eu fosse estagiária de arquitetura namorando com o Pedro, criador de conteúdo.
SPEAKER_00Concordo. 100%. Eu concordo 100%.
SPEAKER_02É, aí é uma questão de que, se tu me quer na tua vida, como é que eu ia te acompanhar a não ser?
SPEAKER_00Mas eu acho que aí não é uma obrigação. É um acordo, é uma conversa. É tipo, te quero e te quero ao meu lado. Como vamos fazer pra esse ao meu lado funcionar? Se é eu pagando as suas coisas, tudo bem. Mas me incomoda um pouco da visão, o homem tem que pagar.
SPEAKER_02Sim, é. É porque daí o que nos traumatiza, nos deixa confuso, é ver na internet, tipo assim, às vezes tem uma mulher falando, fazendo um TikTok de que, ah, é meu marido que paga tudo e eu só vibe, não sei o quê. Aí os comentários são, nossa, que perigo, se ele te deixa amanhã, o que tu vai fazer? Não sei o quê. E ela fala, eu trabalho. Só, e eu trabalho e eu ganho bem. Só que é ele que paga tudo igual. E eu fico assim, por quê?
SPEAKER_00Exatamente o patriarcado.
SPEAKER_02Por que que. Não, não é exatamente, né? Porque no caso a mulher não trabalharia.
SPEAKER_00É, tá bom, ok.
SPEAKER_02É isso que me pega daí. Entendeu? Quando. Porque daí, agora sim no TikTok que o lance não é mais necessariamente, pelo menos o nicho que aparece pra mim, não é mais endossar que a mulher não trabalhe. E sem endossar que ela trabalhe e mesmo assim, torque um homem.
SPEAKER_03Cara, é.
SPEAKER_02Porque daí, tipo assim, não, o meu dinheiro, meu dinheiro suado, eu guardo pra mim. E guarda. Mas, pra viver, eu uso o dinheiro deste homem.
SPEAKER_03Que loucura.
SPEAKER_02Não consigo entender por quê. Também não. Porque daí esses TikToks que aparecem pra mim me coloca muito na visão de que eles estão no mesmo nível, sabe? Sim. E que mesmo assim, os dois ali no casal sempre parece um acordo, né? Estão de acordo sobre ela não tocar na grana que ela recebe. E eu não consigo entender isso porque, olha, alguém que começou a trabalhar com 15 anos como eu, por vontade própria, nunca precisou na minha família também. Era porque eu queria sentir o sabor de ninguém poder dizer se tu deve ou não comprar aquilo, se tu deve ou não te proporcionar aquela experiência, se é o momento ou não, se tá bom ou não o valor que tá custando, de tu poder tomar essa decisão e poder te proporcionar essas coisas.
SPEAKER_00Se você tivesse que modificar toda compra, ou se você comprasse alguma coisa com medo da minha reação.
SPEAKER_02E eu entendo que daí, essa galera que endossa isso no TikTok é porque a grana desse cara que banca tudo é tão farta que talvez essa pessoa nem tenha que justificar nada pro cara. Talvez. Só que quem tá vendo e pegando isso como uma verdade não vai atrás de um milionário, vai atrás de um Zé Mané normal.
SPEAKER_00Dois, três salários mínimos.
SPEAKER_02Uma pessoa normal, no caso, não um Zé Mané, né? Uma pessoa que ganha um mero mortal. Vai atrás de um mero mortal e assume que o coitado do mero mortal vai conseguir proporcionar o mesmo que aquela.
SPEAKER_00Mal consegue comprar uma roupa direito pra ele e tem que bancar a mulher.
SPEAKER_02E a mulher já acha daí que porque é o marido, e tudo bem, os dois trabalham, que ele tem que tirado dele pra comprar as coisas pra ela, que ela quer, dos luxos dela, não sei o quê. Que, meu amor, o que tu viu no TikTok é um milionário, entendeu? É uma coisa diferente. É que nem a gente aqui. Se tu fosse bancar o teu e o meu, eu ia estar guardando dinheiro pra minha aposentadoria e tu, tu não ia estar guardando nada, porque daí tu ia precisar bancar nós dois. E isso se aplica pra quem tá com menos grana do que a gente, com um pouco mais também, né? Tipo, eu acho que o lance que é vendido no TikTok só se aplica pra quem é.
SPEAKER_00Sim. E aí, a classe média vê isso e fala: se meu homem não faz isso pra mim.
SPEAKER_02Ele não presta.
SPEAKER_00Ele não presta.
SPEAKER_02E aí fica terminando.
SPEAKER_00E eu vou procurar um homem que faça. E não tem, porque não vai ter. Ou o cara que vai ter, vai ser um cara mega endividado, ou que não vai ter nenhuma reserva quando fui demitido, fudeu.
SPEAKER_02Ou então é uma classe média, garota, muito ambiciosa, que vai ir atrás de um rico muito rico. E bom que eu quero ir. Que daí é bom pra ela.
SPEAKER_00Bom pra ela.
SPEAKER_02Bom pra ela. Se ela conseguir se colocar nesse lugar e tá com um cara que realmente pra ele não faz diferença nenhuma se ela compra três Chanel por mês ou não, ótimo. Tá vivendo a vida que eu queria. Tá vivendo a vida que eu queria.
SPEAKER_00Meu sonho, a madame aqui da DOC, sei lá, do Scarfrei, assim, vem cá, é tão bonitinho, vamos nos shops. Meu sonho.
SPEAKER_02Só que não é a realidade. Não, é. De quase nada.
SPEAKER_00A gente trabalha pra isso.
SPEAKER_02A gente trabalha pra ter o que a gente tem. E na relação que nós dois estamos agora, eu não conseguiria imaginar um universo em que eu ia achar que é tu que tem que comprar coisas pra mim, tu que tem que. Eu consigo imaginar um universo pra você suprir todos os meus luxos.
SPEAKER_00Suprir todos os meus luxos, comprar a minha escrivania.
SPEAKER_02Ah, é? Um universo em que eu te passasse muito de seguidores, tivesse um milhão de seguidores.
SPEAKER_00Eu ia ficar muito feliz por você, mas eu não consigo imaginar isso acontecendo comigo.
SPEAKER_02Então, como é que tu imagina um universo em que eu te bancaria, se a gente acabou de falar que não dá pra bancar o outro?
SPEAKER_00Na Mega Senna.
SPEAKER_02Tá. Sim, daí sim. É isso. Descobri uma herança de família.
SPEAKER_00Pô, meu sonho.
SPEAKER_02Amanhã, acordar com uma ligação.
SPEAKER_00Não, a gente vai ficar triste porque alguém da sua família morreu.
SPEAKER_02Não, é só assim, ó, um teste de DNA. Tem um primo milionário que eu não conhecia.
SPEAKER_00E que deixou. Adora o nosso conteúdo, deixou tudo pra você.
SPEAKER_01Tudo pra gente, entendeu? Daí não era tristeza. Pronto. Porque eu não conheci ele.
SPEAKER_00Maneiras práticas aqui. Aluguel e condomínio.
SPEAKER_02Ah, é. Vamos ao beabá da nossa divisão.
SPEAKER_00A gente. O nosso condomínio é mais caro que o nosso aluguel.
SPEAKER_02É tipo 60%, 40%, né? É.
SPEAKER_00Aí tem um mês, um paga, tem outro mês que o outro paga.
SPEAKER_02Não, aí às vezes um paga o 60, outro paga o 40. É um boleto que tem essa divisão, assim, do valor total, um é 60%, outro é 40%.
SPEAKER_00A conta de gás a Mariana paga, mas é tipo 20 reais.
SPEAKER_02Todo mundo sabe.
SPEAKER_00A conta de luz eu tô pagando e não são 20 reais. Tem mais do que isso. Comida. A gente não faz mais mercado.
SPEAKER_02A gente começou fazendo mercado aqui em casa. A gente gostava de ir no mercado. Só que acontecia muito das coisas irem fora.
SPEAKER_00Eu acho que tem outra questão. Era janeiro e a gente não tinha tanta coisa pra fazer como a gente tem hoje em dia.
SPEAKER_02É, e aí dava mais tempo de cozinhar, né, Pio?
SPEAKER_00A gente podia passar horas no mercado comprando e fazendo o rancho. Vocês sabiam que os gaúchos chamam a compra do Mage rancho? Eu não fazia ideia. Não sei se é normal nos lugares do Brasil, mas São Paulo e Rio de Janeiro não era. E aí eu ia pra Portugal e falava: o rancho, o rancho, fazer o rancho.
SPEAKER_02Ah, a gente já fez o rancho pro Pedro chegar. Eu ficava, que porra é rancho?
SPEAKER_00Rancho pra mim é um lugar que tem boi, vaca.
SPEAKER_02Ah, não, mas rancho não é na fazenda o lugar onde tu guarda, assim, um monte de coisa.
SPEAKER_00Rancho é sinônimo de fazenda. Tipo, eu vou pro meu rancho.
SPEAKER_02O que é rancho. Vou descobrir agora. Uma propriedade rural focada em lazer, descanso e convivência, comumente localizada à beira de rios, repressos ou lagos.
SPEAKER_00É isso. Vocês são.
SPEAKER_02Diferenças regionais, tá escrito aqui no AI do Google. No Rio Grande do Sul, o termo também pode se referir à compra do mês.
SPEAKER_00Que loucura, cara. É só gaúcho isso mesmo. Que loucura.
SPEAKER_02Realmente só.
SPEAKER_00Bom, a gente não faz mercado.
SPEAKER_02A gente parou de fazer mercado.
SPEAKER_00A gente pede muito rap turbo.
SPEAKER_02É isso também. Essa é uma diferença de morar em São Paulo e não morar. Porque pra mim, em Porto Alegre, não existia a opção não fazer mercado. Qualquer coisa que tu queria, minimamente tinha que sair pra comprar isoladamente só aquela coisa. Então tu tava querendo ou não fazer algum mercado.
SPEAKER_00Aqui a gente pede Rap Turbo ou Shopper, chega em 15 minutos, ingredientes ótimos.
SPEAKER_02Não vou mais nem na farmácia, que eu adorava o rolézinho de ir na farmácia e olhar todas as compras. É, tudo que eu quero da farmácia também peço.
SPEAKER_00É. Mas aí, quando alguém precisa de alguma coisa, a gente pede. Ao invés de cada um pedir, basicamente, tipo assim.
SPEAKER_02Ah, é, daí não, refeições.
SPEAKER_00Não, calma, calma. Mercado. Tipo assim, ah, você sentiu necessidade hoje do café expresso de cápsula. Você foi lá e comprou.
SPEAKER_03Sim.
SPEAKER_00Sabe? Mas aí, por exemplo, água, porque a gente não tem um filtro de água ainda, e Coca Zero. Água a gente reveza. Ah, da última vez foi você que comprou a água. Da última vez fui eu que comprei a água. Coca Zero, eu bebo mais do que a Mariana bebida.
SPEAKER_01Ai, sim, achei muito engraçado que esses dias.
SPEAKER_02Eu achava que a Coca-Zero fazia parte do. A invas dela, eu tô havia de pedir Coca Zero. Aí eu falei, meu amor, a gente compra um fardo de Coca-Zero, eu tomo duas latas e tu toma o resto.
SPEAKER_00Eu achei que fazia parte do mesmo esquema dela.
SPEAKER_02É, então assim, é dividido tudo, mas ninguém é idiota aqui também. Eu não vou ficar. Eu não vou ficar bancando 800 Coca-Zero se eu tô tomando duas.
SPEAKER_00Comida, tipo assim, pede almoço, pede jantar.
SPEAKER_02É, daí comida pra gente é só delivery, basicamente.
SPEAKER_00Sim. E assim, ah, é a sua vez. Ah, é a minha vez.
SPEAKER_02Sim, porque daí não é por valor. Esse daí a gente não divide 50 a 50. Cada um pede, faz o pedido no iFood pros dois e paga o valor total daquele. E aí a gente fica nessa conta de pedir agora o almoço, daí na janta tu que pede. Aí, só que daí tem algumas diferenças.
SPEAKER_00Às vezes a gente pede um japonês e aí o japonês é mais caro do que um jantar normal.
SPEAKER_02É o dobro que um jantar normal.
SPEAKER_00Aí no dia seguinte o outro pede as duas refeições.
SPEAKER_02Sim, dá compensado. Ou então, tipo, se tu pede um almoço mais barato, né? Um McDonald's ali saem 60 reais e já.
SPEAKER_00Isso aí não, o McDonald's sai mais caro que isso.
SPEAKER_02Mas enfim, o McDonald's, tu não precisava falar o valor. Pede um McDonald's, que é mais barato. Aí tu também pede um café da manhã pra dar uma compensada e o outro pede o jantar. A gente fica fazendo essa conta assim. Esses dias foi engraçado que a gente se perdeu, porque a gente recebeu comidas de mimos, de recebidos. A gente saiu muito pra comer.
SPEAKER_00A gente zerou a contagem.
SPEAKER_02E quando retomou a contagem, a gente já não lembrava quem que tinha pedido a última vez e não sei o quê.
SPEAKER_00Eu lembro também quem agora, nessa.
SPEAKER_02Eu me lembrei esses dias que aconteceu. E foi por isso que nos embaralhou. Foi o dia de um podcast que eu tinha pedido Yaksoba pra ti e o outro pratinho pra mim. E aí, o Iakisoba do Pedro, ao invés de vir só de frango, veio bovina com frango. O Pedro não come bovina.
SPEAKER_00E quando a gente foi pedir é um Yak Soba muito bom.
SPEAKER_02É, e aí o Pedro ficou bravo, falei pra ele então que ele podia comer o meu prato, porque o meu prato veio só com frango. Ele não quis, porque ele queria o Yak Soba.
SPEAKER_00E aí, quando eu fui pedir o Yak Soba de novo, o restaurante já tinha fechado, porque era três horas da tarde, e eu fui pedir de volta, era tipo 3 e 3, e era essa merda.
SPEAKER_02Sim, três minutos depois. E aí acabou que eles me reembolsaram o valor do prato do Pedro. Foi. E o Pedro pediu o meu McDonald's pra ele. Ou seja, solucionado o mistério. A última vez que a gente pediu, cada um pagou o seu. O que significa que tá zerado ainda.
SPEAKER_00Exato. Tem que zerar essa conta. Quando a gente compra alguma coisinha pra casa, alguma coisa maior, assim, a gente normalmente joga no splitwise, a gente tem um aplicativo splitwise.
SPEAKER_02A gente usa o splitwise pra, tipo, ah, compramos uma poltrona, joga lá. Se o outro já tem como fazer um Pix, faz, mas geralmente a gente deixa lá e deixa aí se topping, assim, né? Se compensando. Porque daí tá, o Pedro pagou a poltrona, depois daí eu pago uma.
SPEAKER_00É, normalmente eu faço as compras maiores, eu faço Pix maior, vai no Splitwise, e aí. Ah, a gente tá junto, sei lá, vai na Zarahoma e quer comprar um negocinho. Eu falo, ah, você tá me devendo X no Splitwise.
SPEAKER_02Daí eu pago a compra nova pra casa. Ou então, vamos comprar passagem pra ir no aniversário em Porto Alegre. Aí a gente entra no Splitwise e vê que tem crédito de não sei quanto.
SPEAKER_00Eu nunca botei a passagem pro Rio.
SPEAKER_02É, eu não botei a do Helena também.
SPEAKER_00Da Helena eu acho que entrou na contagem sim. Eu botei da cidade. Com o Splitwise? Eu entro em alguma contagem, eu acho. Senão, fica elas por elas.
SPEAKER_02É isso, aí eu vou botando lá, vamos os créditos e alinhando com outras compras. No geral, a gente se evita, ao máximo, fazer um pix um pro outro.
SPEAKER_00Muito, eu acho muito agressivo mandar um pix pro outro.
SPEAKER_02Só que ao mesmo tempo não é como se a gente deixasse só a conta na cabeça, porque daí a gente usa o splitwise e a gente tem bem noção de quanto o outro tá bancando o outro, né? Tipo, não fica só na cabeça. A única coisa que fica na cabeça é o iFood, porque daí é dia a dia a gente enlouquecer, né?
SPEAKER_00É, é isso.
SPEAKER_02Botando isso aí no splitwise.
SPEAKER_00E por que a gente também não tem essa rigidez um com o outro.
SPEAKER_02É, não. Se um acabou pagando 20 pila a mais numa semana e todos os dias, na outra semana vai acabar virando o jogo e a gente leva isso assim.
SPEAKER_00Eu acho que o nosso relacionamento, em geral, é bom levar pra esse ponto. É muito leve em absolutamente tudo. A gente não tem obrigações necessariamente, um com o outro, assim, obrigações de casa. Tem uma coisa que eu não gosto de fazer que eu deixo pra você fazer. Tem coisa que eu. Não te deixo fazer porque eu acabo já fazendo.
SPEAKER_02Porque gosto do jeito que tu faz.
SPEAKER_00Exato. E a gente não fica. Tu não fez isso. A gente não tem muito isso. Tu não pagou isso. A única coisa que a gente fez foi quando eu fui pagar o condomínio e você tinha esquecido de me mandar o boleto, eu tive que pagar 70 reais de multa no condomínio. Aí foi, tu não me mandou o condomínio. Mas de resto não tem. A gente é muito leve, a gente é muito na conversa. Eu acho que tem uma coisa. Entrando, voltando no que a gente tava falando desses casais que estão aprendendo muito.
SPEAKER_02Eu nem sei se é esses casais. Eu acho que é muito uma ideia de internet, talvez, mais um.
SPEAKER_00Os casais te aprendem com TikTok. Talvez é muito de uma nova geração.
SPEAKER_02Daí não é nem casais, né? Porque acaba nunca.
SPEAKER_00E você me interrompeu e eu completamente perdi a minha ordem de pensamento.
SPEAKER_02Desculpa.
SPEAKER_00Eu fui interrompido duas vezes na última frase.
SPEAKER_02Então acho que esses casais.
SPEAKER_00Ah, tá. E que vê o relacionamento como uma série de obrigações, um checklist. Ele faz isso, ela faz aquilo. Ele faz isso, ele faz isso, ele tem que fazer isso, aquilo, não sei o quê. E quando não cumpre um buraquinho do checklist, absurdo. E aí, deixa de ser um relacionamento, vira uma prisão.
SPEAKER_02E até, às vezes, a gente vê isso em pessoas que se metem no nosso relacionamento a partir de um vídeo assim. Aí a gente vai olhar uma pessoa que não tá num relacionamento. E aí eu fico pensando, essa pessoa pode já ter jogado fora a possibilidade de estar com alguém, porque ela botou na cabeça dela que isso tem que ser dessa forma específica.
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_02Porque ela ouviu em algum lugar, decidiu que era verdade absoluta.
SPEAKER_00Eu vou falar algo aqui que vai ser polêmico. Mas muitas dessas pessoas que comentam falando mal do nosso relacionamento, a gente entra no perfil da pessoa e ela tem alguns provérbios na descrição. É muito comum ter. Eu acho uma visão muito engessada de uma.
SPEAKER_02Do papel de cada um.
SPEAKER_00Do protestantismo, assim, e até, claro, do católico também. Mas muito desse lado mais protestante, do papel da mulher, do papel do homem, e se. Uma coisa que meu terapeuta fala muito, Narciso acha feio que não é espelho, né? O Caetano Veloso. De se não é igual o meu, está errado.
SPEAKER_02Ou se não é igual o que eu tô procurando, né?
SPEAKER_00Está errado.
SPEAKER_02Que daí tá a gente pintando na internet. Como o nosso relacionamento é bom e ideal, do jeito que funciona pra gente, do jeito que é. E aí a pessoa olha e fala, não, tipo, alguém tentou impor isso aí pra mim e eu não quis, porque não é assim que eu quero que seja, então tá errado.
SPEAKER_00É, é um absurdo.
SPEAKER_02Eu terminei com um cara que fazia isso aí. Então, Mariana tem que terminar também.
SPEAKER_00Pela minha experiência, ela está sofrendo, e ela tem que sair disso.
SPEAKER_01É.
SPEAKER_00Sem tentar entender que. E isso daqui não é nem a gente responder nos comentários da outra semana, não. É realmente mais um. Isso é uma conversa longa que acontece na nossa vida. É. De como as outras pessoas tentam imprimir. E faz parte, eu acho, de botar a nossa vida na internet. Mas como as outras pessoas tentam imprimir na gente as próprias frustrações delas?
SPEAKER_02Em vários sentidos. É nesse que passou dos interromper e do Pedro ser não ser delicado o suficiente pra falar comigo. Também tem. De que tu é gay.
SPEAKER_03Ah, claro.
SPEAKER_02E que aí a gente vai descobrir que Mariana tem que terminar, que tem que estar com o homem que é homem de verdade. Quantas vezes a pessoa tava tentando nos ofender sobre outra coisa e de repente virou sobre. Ai, porque eu prefiro o homem que é homem. Não o homem que fica em pendurando luminariazinha, que se importa com a decoração da casa.
SPEAKER_00Isso eu acho um tópico que eu adoraria entrar com muito mais cuidado. Tipo, cuidado assim, com mais tempo. O que eu acho muito engraçado é o que é o homem, a ideia do homem que esses caras têm. É muito esse homem também que faz o trabalho manual, o martelo, o serrote, que derruba a árvore e a lenha. E claro, que eu sei que eu não sou o hétero, que grita hétero, meu Deus. Cara, mas eu faço exatamente o que essas pessoas esperam. Eu quebro parede, eu penduro o quadro, eu não tenho medo de mexer com elétrica, eu desentupo o privado, eu. Porra, tudo isso.
SPEAKER_01Semana passada, os privados da casa estavam entupidas.
SPEAKER_00A gente trocou pra quatro, pra folha quádrupla, e eu tenho certeza. Papel higiênico. Sim, eu tenho certeza que foi isso. Mas muito nisso das pessoas tentarem me ofender, porque não é uma ofensa, no final de contas, me chamar de gay, exatamente eu cumprindo o que eles esperam. Só que pra esses homens, hoje em dia, o que é másculo é a camisa colada, é a calça skinny.
SPEAKER_02Não, e aí, pensando no papel do homem hoje em dia, talvez o que seja esperado, não sei, é que ele só pague pra alguém fazer na casa dele, talvez. Ou então acaba sendo um homem que até banca a mulher em casa, mas daí o cara não tem nem tempo pra pegar e fazer as coisas do lar, né? Da parte dele, entre muitas aspas, de ir lá e pendurar aquele quadro que a mulher comprou e tá lá guardado 800 anos.
SPEAKER_00Eu penso, tem uma coisa que veio uma ligação na minha cabeça, psicanálise. Meu pai trabalhava muito, meu pai não foi um pai muito presente, mas provia para a família 100%. Não faltava nada. Mas ele reclamava muito da minha mãe, quando a minha mãe chamava alguém pra pendurar um quadro, ou quando minha própria mãe não pendurava, mas chamava muito quando minha mãe queria. Reclamava muito quando minha mãe queria pintar a sala, quando queria trocar o piso. Eu acho que talvez eu não quis ser igual meu pai nesse sentido, e eu poder fazer tudo isso também, sabe? E não chegar num momento da minha vida adulta em que eu não tenho tempo pra fazer, ao mesmo tempo em que eu reclamo se você quisesse que alguém fizesse.
SPEAKER_02Sim. Eu aposto que já te. Caras héteros que já te chamaram de gay não fazem ou não sabem fazer nem metade das coisas de casa que, em teoria, teriam que ser papel do homem, né? Que daí também é outra camada que eu adorei passar rejunte no banheiro.
SPEAKER_00Divertidíssimo.
SPEAKER_02No nosso banheiro.
SPEAKER_00Divertidíssimo. Eu sinto um orgulho de ser um homem mais pro female gaze do que pro meio gaze. A gente vê um. Rodrigo Wilbert.
SPEAKER_02No geral, ser para o male gaze é negativo. Eu também me sinto muito bem em ser uma mulher que é muito mais para o female gaze do que meio gaze, porque o meio gaze é sempre podre, né?
SPEAKER_00É. A gente. Em algum momento isso se perdeu, eu acho. Mas, por exemplo, um Rodrigo Wilbert. Ele é um homem que é mais pro female gaze também, na verdade. Ele é totalmente pro female gaze.
SPEAKER_02É, né?
SPEAKER_00Ele é totalmente.
SPEAKER_02É. Eu acho que as nossas halves são boas. De masculinidade são essas, né? É o Timote, a gente achando ele half de masculinidade.
SPEAKER_00É o Harry Styles é o Timothy.
SPEAKER_02É o Harry Styles, é o Rodrigo Wilbert, que, pô, um paizão, um maridão.
SPEAKER_00E o que?
SPEAKER_02Faz tudo na casa, mesmo tendo dinheiro pra caramba. E eu acho que isso vai até no lance de homem que fica zoando ou querendo. Como é que é? Querendo crucificar uma artista pop que fez não sei o que é errado, que falou não sei o que é errado. Aí tu vê olhar do que o cara gosta. Axel Rose. Não de artista da Intel, né?
SPEAKER_00Mas o Exo Rose tem coisas problemáticas.
SPEAKER_02Ai, super, ele é super idiota.
SPEAKER_00Mariana já foi roqueira, tá?
SPEAKER_02É, e hoje em dia eu tenho um gosto, pelo menos, as pessoas não são de ofender.
SPEAKER_00Não, eu só acho.
SPEAKER_02Minoria de bater em mulher, de se atrasar pra caralho pra show.
SPEAKER_00Não sabia que é Exo Rose.
SPEAKER_02Quase todos esses artistas de rock.
SPEAKER_00É verdade.
SPEAKER_02Né?
SPEAKER_00Sim.
SPEAKER_02Tem essa coisa. Sempre tem um crimezinho ali contra uma mulher. Sempre.
SPEAKER_00Não vou botar sempre. Delicado. Eu tenho certeza que tem hoje que não tem.
SPEAKER_02Mas é bem difícil não ter.
SPEAKER_00É.
SPEAKER_02O que ele do Red Hot de Peppers lá, que tá sempre com uma. Não, não é o filho. O Anthony, eu acho.
SPEAKER_01Ah, é.
SPEAKER_02Que tá sempre com uma. O Pedro tá botando a franja dele pra frente, porque a gente teve uma fase que a gente falava que ele era muito grande.
SPEAKER_00O meu cabelo tá grande demais pra isso.
SPEAKER_02E ele tá com umas ondas bonitas, não tá ficando a franja. Mas o Anthony tá sempre com uma mulher de 20 anos mesmo, tendo seus 50, 60 anos na cara aí. Meu homem é para o filme gays, mas dizendo aqui já para todas as filmeias, ele é meu.
SPEAKER_00Tô esperando você me pedir noivado. Vai me pedir noivado. Eu já pedi namoro.
SPEAKER_02Não me interessa, mas quem disse que é eu que tenho que pedir uma vez pra cada um?
SPEAKER_00É, uma vez um pé de wai-food e outra vez.
SPEAKER_02Eu pedi namoro, você me pede em casamento. Você vai esperar sentado. Oi, gatinha, não tava chamando você, pode ir naná.
SPEAKER_00Eu posso esperar em pé e você ajoelhando.
SPEAKER_02Não.
SPEAKER_00Eu acho que a gente encerrou. Eu acho que pode.
SPEAKER_02Ah, e se vocês querem saber, Pedro Gabriel, eu tenho certeza que vai amar o processo de desenvolver em silêncio o meu anel. Eu vou fazer uma moeda, ele vai fazer o pedido, vai fazer uma série de vídeos.
SPEAKER_00Bom, pro nosso saldo da semana, eu tô muito feliz com dois DIYs que eu fiz nesses últimos dias. Meu aparador de alumínio que ficou lindíssimo. Tô muito feliz com ele lá. E o que eu fiz ontem aqui no corredor, hoje eu fui sair pra pegar uma encomenda lá embaixo, e a luz acendeu sozinha. Eu instalei um sensor de LED, assim, lá fora. Tô muito feliz com isso. E eu fiquei muito feliz com os vídeos, com o resultado, com tudo. E agora, daqui a seis minutos, enquanto eu tô gravando isso, eu vou postar uma publicidade com o McDonald's. McDonald's é um dos gigantes que eu falei no meu story que eu sempre quis fechar. E eu tô flertando com o McDonald's há mais de um ano. E eu fiquei sabendo outra coisa do McDonald's, que eles nunca aprovam a publicidade de primeira. Sempre pede modificações. A do pai aqui, tá? Respeita. Foi aprovada de primeira. Nenhuma modificação.
SPEAKER_02A minha semana, se tu quer saber, o saldo da minha semana foi basicamente zero conteúdo.
SPEAKER_00Zero.
SPEAKER_02Porque eu tive o momento mais traumático do meu TCC até hoje. Eu tava terminando a minha apresentação, que foi segunda-feira, estava em Porto Alegre pra isso. Apresentei pilha de nervos, caótica, passei mal, tive dor de barriga, foi estressante. Deu tudo certo, tá? No fim das contas. Foi tudo isso pra nada. Feedback foi positivo, foi ok, foi justíssimo que.
SPEAKER_00Completamente positivo.
SPEAKER_02Que foi relativamente pra me deixar pensando. Não foi crítica também, foi pertinente.
SPEAKER_00Foi muito pertinente.
SPEAKER_02Foi quase que pra me ajudar.
SPEAKER_00Um resumão aqui, mas a Mariana ia desenvolver um elevado.
SPEAKER_02Uma elevada, uma passarela.
SPEAKER_00Uma passarela. E eles falaram, cara, se você for desenvolver isso, você vai ter que realmente desenvolver isso, vai dar muito trabalho. Se a gente fosse você, talvez eu não desenvolvesse.
SPEAKER_02É, porque seria um a mais no meu projeto, e que talvez tomaria tanto da minha energia que o resto do projeto ia ficar um pouco mais de lado. Sendo que ele também requer muita qualidade, sabe? Foi. Eles querendo dizer que eu talvez não devesse abraçar tantas coisas assim.
SPEAKER_00Achei muito, muito bom o feedback deles, achei completamente razoável.
SPEAKER_02É. E então acabei vivendo só pra isso essa semana. Daí voltei entregando roteiros e indo em eventos legais. E aí eu tive zero tempo pra realmente conseguir fazer algum vídeo legal. Postei um vídeo ontem sobre a mãe maravilhosamente linda e impecável que eu tenho, sem ter nenhum procedimento estético, e eu agradeço por essa genética muito boa todos os dias. E fui num evento muito legal essa semana, no fim das contas, né? Foi. Fiz Pilates em cima do palco do Teatro Municipal de São Paulo, a convite da Bio Ritmo, com uma orquestra ali tocando. Era versões. Era Pik Bridgerton, era versões de músicas pop com violinos e instrumentos de orquestra. Foi bem legal. Foi bem divertido. Eu amo Pilates, pra quem não sabe, não sei se já falei sobre isso, mas eu gosto muito, eu venho do balé. E aí acabou unindo esses dois mundos. Eu tava lá em cima daquele palco, mas sem a pressão de uma apresentação de balé. Eu tava fazendo Pilates.
SPEAKER_00Foi bonito, o municipal é bem bonito.
SPEAKER_02É lindinho, é lindíssimo. Eu gostei muito de conhecer, não conhecia.
SPEAKER_00É bem bonito.
SPEAKER_02Recém-morada em São Paulo.
SPEAKER_00Nosso episódio tá ficando por aqui. Muito obrigado por acompanhar até o final. Se você ficou até aqui, eu te reservo um espaçozinho dentro do meu aparador de alumínio.
SPEAKER_02Olha só. É pra ficar trancado lá dentro, que não tem porta pra sair.
SPEAKER_00Mas tá lá, tá aqui dentro. Tá aqui dentro.
SPEAKER_02E se você estiver nos ouvindo no Spotify ou no Apple Music.
SPEAKER_00Apple Podcasts.
SPEAKER_02Segue a gente por lá, apartamento 32, e deixa uma nota, porque é importante, pra que mais pessoas conseguem se encontrar por lá.
SPEAKER_00E se você tá nos vendo pelo YouTube, não se esqueça de se inscrever. Mariana, sabia que mais da metade das pessoas que estão vendo os nossos vídeos não estão nos seguindo?
SPEAKER_02Não são inscritas no canal.
SPEAKER_00Não. Inclusive, eu tinha me tocado, tinha pensado mentalmente de pedir durante o episódio pras pessoas se inscreverem. É lá no começo, gente. Eu esqueci. Pois bem.
SPEAKER_02No próximo eu te lembro. Se eu lembrar.
SPEAKER_00Michel, nosso ateirista. Vai lembrar e vai botar no roteiro. Se você tá vendo isso, não tá inscrito no nosso canal, se inscreve, pelo menos.
SPEAKER_02Por favor, vai nos ajudar.
SPEAKER_00Dá aquele joinha.
SPEAKER_02Ainda mais se tu já tá assistindo todo, sem perder nenhum. Não tem por que não apoiar esse casal.
SPEAKER_00E ativa o sininho para toda sexta-feira, 11 da manhã, ver um episódio novo do apartamento 32. E qualquer coisa?
SPEAKER_02Estamos no Instagram também.
SPEAKER_00Qual é o seu arroba?
SPEAKER_02Underlinemari.veloso.
SPEAKER_00O meu é PGMZara e.
SPEAKER_02O do apartamento do podcast por enquanto.
SPEAKER_00apartamento.3.2.
SPEAKER_02Mas isso tá pra mudar.
SPEAKER_00Eu tenho contato. Ao que tudo indica. E tem coisas acontecendo, eu só aviso isso. Manda mensagem, manda pergunta, manda feedback, manda crítica que a gente bloqueia. Faz o que quiser da vida. E, meus queridos, é isso. Muito obrigado.
SPEAKER_01Um beijo.
SPEAKER_00Beijo, até semana que vem.
SPEAKER_01Há tempo, para papá, pá.